O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Magno Malta cria circo com plateia de mais de 200 pessoas, ferindo Direitos Humanos e a Constituição Federal para autopromover-se


Um ridículo circo foi criado pelo Político Evangélico Magno Malta, com direito a desnecessária plateia de 200 pessoas sentadas e não sei quantas de pé, para colher depoimento do Monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 84 anos, pertencente a Igreja Católica, o qual foi preso em Arapiraca pelo pretenso abuso sexual a menores, assim como de outros padres e, pasmem, as supostas vítimas .

Antes mesmo de começarem os depoimentos, o advogado dos monsenhores pediu para que Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes fossem ouvidos reservadamente, sem as presenças da população e da imprensa. Entretanto, o pedido foi indeferido pelo Magno Malta.

Que sejam decretadas quantas prisões temporárias que se façam necessárias e estejam respaldadas na lei. Ninguém questiona isto. Principalmente o direito/dever de investigar e perquerir qualquer um por suposto crime. Mas ninguém, NINGUÉM tem direito a expor outro ser humano ao ridículo. Nem o título de Senador dá direito ao Magno Malta de agir assim. Platéia de 200 pessoas para colher depoimento apresentando vídeo de sexo entre o suposto criminoso e a suposta vítima?
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Numa delegacia de polícia não entram estranhos no cartório e numa audiência de instrução criminal não se permite sequer a presença de familiares do acusado ou vítimas. Qual o significado daquele POVO e redes de televisão no local?

Não se tratou de investigação, mas exposição gratuita, com chacota pública e auto promoção!

O prazer do político, Senador Magno Malta é patente. Ele não esconde que usa e abusa da Presidencia da CPI da Pedofilia para tentar se auto promover politicamente.

O deleite do evangélico, Magno Malta, também devia estar ali presente, afinal, fez questão da presença da imprensa para dar ordem de prisão a um Padre da Igreja Católica e ameaçar os outros, apesar da decisão da prisão temporária ter sido decretada, na realidade, pelo juiz de direito local.

O lado homofóbico do Senador e Evangélico Magno Malta não deixou comparecer ao ato público, mostrando sua faceta discriminatória. O dito evangélico político quer porque quer relacionar a pedofilia a homossexualidade, quando sabe, ou deveria saber, que para investigar um suposto crime de pedofilia, basta configurar o ato de abuso sexual de um adulto junto a um menor, independente da orientação sexual, o qual, DEFINITIVAMENTE, não faz diferença para caracterizar o dito delito. No entanto, na frente da sua platéia e imprensa, faz questão de perguntar se o pretenso pedófilo seria homossexual!!!

Magno Malta não preservou a imagem das ditas vítimas e principalmente, quis conscientemente EXPOR os investigados, ainda não julgados, para tal platéia de 200 pessoas sentadas, que lotavam o local escolhido para inquirição, isto sem considerar a população que sem lugar para sentar, acompanhou de pé.

Verdadeiro SHOW, com direito até de indumentária, camisas pretas contra a pedofilia, usada pelo Senador Magno Malta quando chegou no aeroporto e deu entrevistas e igualmente vestidas por uma das testemunhas vítimas no grande momento. Uma verdadeira cena orquestrada e desnecessária.

"A dignidade é essencialmente um atributo da pessoa humana: pelo simples fato de "ser" humana, a pessoa merece todo o respeito." A exposição ao ridículo em que se é feito com os investigados e presos é destoante com a Constituição Federal em seu Art.1, inciso III nos princípios fundamentais.

A Constituição de 1988, no rol de direitos individuais do seu art. 5º, trouxe importantes exigências que o Estado, no desenrolar de suas funções, há de observar, sob pena de desrespeitar a dignidade da pessoa humana. Assim sendo, podemos descortinar, no referido dispositivo, garantias inerentes à: a) vedação em submeter qualquer pessoa a tratamento desumano ou degradante (inciso III), assegurando-se ao cidadão o respeito à integridade física e moral (inciso XLIX); b) observância do devido processo legal (inciso LIV) com todos os seus consectários, entre os quais o contraditório e a ampla defesa (inciso LV), o julgamento por autoridade competente (inciso LIII), a não admissibilidade de provas obtidas por meio ilícito (inciso LVI).

Senador Magno Malta desrespeitou mais, foi além da Constituição Federal, feriu a Convenção Americana sobre Direitos Humanos do Protocolo de San Salvador.

Nada justifica essa conduta de um representante do Senado Federal, sob olhar e supervisão de um Juiz de Direito, promotor público e delegados de polícia.
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Aos asquerosos pedófilos, sejam quer for, o devido processo legal e a PRISÃO. Contra esta aberração não há discussão. Não se discute e por isso, nem se faz necessário discorrer sobre o ululante. Se for doença, que sejam tratados, mas bem distante da sociedade, sem oferecer risco a qualquer outro menor. É algo tão MEDONHO, que tenho esperança de um dia, ver também pessoas que equiparam homossexuais aos pedófilos igualmente processados e presos, quando a lei que criminaliza a discriminação aos LGBTs for aprovada.

Mas sob aspecto legal, qual a moral que alguém possui ao questionar a moralidade de outro, sem respeitar a moralidade pública e direitos fundamentais da nossa própria Constituição?

Se estamos falando de supostos desrespeitos as leis, ainda que, evidente, cada qual nas suas devidas proporções, que então que todos sejam processados e punidos, se for o caso.
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quinta-feira, 25 de março de 2010

VIDEO DE SEXO, Igreja, Padres, Monsenhores e Coroinhas - Pedofilia em Arapiraca/AL - Programa Conexão Repórter – ASSUSTADOR !

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Os meus sentimentos ficaram confusos: pena, raiva, indignação e muita inquietação com as imagens abaixo. Prefiro que primeiro assistam, depois comento.

Creio que antes de qualquer comentário seja suficiente reproduzir na íntegra a reportagem do Programa Conexão Reporter – SBT – sob comando do Roberto Cabrini, sobre abusos sexuais com crianças e adolescentes praticadas por mons. Luiz Marques, o mons. Raimundo Gomes e o pe. Edilson Duarte. Começo com as notas jornalisticas e a seguir o vídeo:
“Atrás da Sacristia, o segredo. Uma imagem perturbadora. Sexo, intrigas e poder na Igreja Católica. O altar e o crucifixo como testemunhas. Mentes traumatizadas. Lembranças que persistem. Pesadelos intermináveis. O ensino sagrado, evangelho e a formação do caráter de jovens. Pretexto para se aproximar de meninos que achavam que ser coroinha era o caminho mais curto até Deus? O verdadeiro caminho do calvário. A inocência negada. Proibida. Violentada.

Nossa investigação começa quando temos acesso a um vídeo, entregue por um morador de uma cidade de Alagoas. Cenas que revelam uma face obscura da fé. No fundo, o altar de uma casa construída com o dinheiro dos fiéis. Na cama, um padre. O sacerdote em ato sexual com um jovem. Ao final, o padre se assusta ao perceber que tudo estava sendo registrado.
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Arapiraca, duzentos mil habitantes, a segunda maior cidade do estado de Alagoas. Como em tantos lugares do interior do país, a igreja exerce colossal influência na vida da comunidade. O padre trata-se de um dos religiosos mais conhecidos na região. De seus oitenta e dois anos, cinquenta e oito são de sacerdócio e vinte a frente da Paróquia de São José. Mesmo aposentado continua celebrando missas e casamentos pelo enorme prestígio. Camisetas foram vendidas para arrecadar dinheiro para a construção de uma casa para ele. Os fiéis de Arapiraca o enxergam como um verdadeiro santo.Abusos ou relações homossexuais? Padres em pecado ou garotos atrás de dinheiro? Padres e coroinhas...um relacionamento atrás da sacristia.”


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comentários
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O Monsenhor Luiz Marques Barbosa – 82 anos, antes de ser padre é homem, possui evidentemente desejos sexuais, o que não justifica, nem de longe, o abuso de menores. O fato de ele valer-se de ser um padre com ascendência sobre a criança e adolescente, dentro da igreja, torna o crime muito mais grave, seja sob aspecto criminal, quanto moral. Por este motivo, foram sim, abusos cometidos servindo-se do nome de Deus, e este é um dos grandes problemas, além, obviamente, do abuso em si.

O Monsenhor fez votos de castidade e não soube honrar sua instituição religiosa, a qual, diga-se de passagem, não se faz honrar a muito tempo, portanto, a recíproca é verdadeira. Lamentável, para as pessoas de fé. Especialmente porque o padre, sendo quem é, praticou tais abusos, dentro do local e diante de imagens consideradas sagrados, com menores que estavam ali para exercer atividade cristã.

A perseguição a homossexualidade e o celibato sacerdotal têm tudo a ver com o assunto. O celibato já deveria ter sido abominado a muito tempo. Diante de todos os escândalos sexuais dentro da igreja, praticados a séculos, e constantemente tornados públicos, deveriam ter provocado na igreja católica uma reflexão, transformando aquilo que é uma obrigação em faculdade. Certamente a maioria destes CRIMES BARBAROS inexistiria. Portanto, sem isentar o padre pedófilo, a igreja possui seu quinhão de responsabilidade.
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Como já mencionei em outro post, tais escândalos sexuais mais explicam que justificam a perseguição a homossexualidade pela igreja. Parece que a igreja imagina que resolve o SEU problema interno, apontando o dedo da culpa para fora. Antes de olhar o rabo alheio, deveria ver e cuidar do seu próprio.

Não só os católicos, mas também os LGBTs ficam escandalizados quando um padre homossexual é flagrado em atos sexuais com um homem adulto. Não pelo fato do padre ser homossexual, mas pelo o homossexual ser padre da igreja católica!
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É o cúmulo da contradição ser um homossexual que pertence a uma igreja que ele escolheu representar, a qual condena e persegue os homossexuais. Isto só revela o quanto de hipocrisia existe dentro da própria Igreja Católica Apostólica Romana. Hipocrisia esta que cada vez mais ficamos cientes quando a vemos compactuando com estes eventos sórdidos, inclusive, mantendo ou defendendo pedófilos heterossexuais ou homossexuais, em detrimento de crianças vítimas.
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Quanto ao padre ser pedófilo, sequer procuro resposta na sua orientação sexual. Se resposta há para esta aberração está em outro local: a repressão da igreja em relação a sexualidade dos padres e a facilidade destes reprimidos padres manipularem inocentes crianças seriam as melhores indicações. Toda essa repressão e impulsos sexuais destes padres vão para algum lugar. A igreja tem que fazer seu dever de casa!
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E neste exato momento, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão traz matéria na qual reproduz do NYT que Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos anos 1990, atual Papa Bento XVI, abriu mão de iniciar os trâmites contra um padre acusado de abusos sexuais numa escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos) de quase 200 crianças surdas entre 1950 e 1972.

Foto: Gazeta de Alagoas
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