O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


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sábado, 24 de abril de 2010

Universitários da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, impunementes, reproduzem a homofobia que homossexuais sofrem em nossa sociedade




Os jornalistas, Juliana Cardilli e Kleber Tomaz, do G1 SP (site do Globo.com), publicaram ontem matéria denunciando que o Jornal de alunos de farmácia da USP pede para jogar fezes em gays e, em troca, periódico dá convite para festa. Óbvio que os autores não foram localizados.

Texto extraído de "O Parasita" de abril e maio deste ano:


"Lançe-merdas e Brega será na Faixa - Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo "Aí, tira a mão daí." Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela"



Vocês tem noção do isto representa?
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CONVOCAR TODOS A JOGAREM MERDA NOS VIADOS SOB PROMESSA DE PAGA COM INGRESSOS PARA FESTA?
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Isto é resultado de algo que sempre existiu, o preconceito, associado a promoção nacional da homofobia, recentíssima, veiculado no Big Brother Brasil 10, através do premiado Marcelo Dourado, defendido pela "Máfia Dourada" e por pessoas como Glória Perez, Bial e tantas outras celebridades.
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Quais destas "celebridades" virá falar do DIREITO A DIGNIDADE dos homossexuais?

O Projeto de Lei da Câmara 122/2006 que criminaliza a homofobia continua sendo ATACADO pelos Senadores evangélicos Marcelo Crivella e Magno Malta, os quais encabeçam no Senado Federal artimanhas regimentais para IMPEDIR a votação do aludido projeto.

Se a proposta do tal jornal da USP fosse para jogar merda em cada EVANGÉLICO?

"A mais alta Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, já decidiu que a discriminação religiosa é uma espécie de prática de racismo. Isto significa que o crime de discriminação religiosa é inafiançável (o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade) e imprescritível (o acusado pode ser punido a qualquer tempo). A pena para o crime de discriminação religiosa pode chegar a 5 anos de reclusão." 1

Se a proposta fosse para jogar merda em NEGROS?

Na forma da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, igualmente poderá o preconceituoso uma pena que pode chegar a três ou cinco anos de reclusão.

O mesmo ocorre com alguém que faça algo parecido contra os judeus.

Para o CONGRESSO NACIONAL, em especial, o Senado Federal, encabeçado pelos Senadores Evangélicos, a música do Chico Buarque de Holanda tá valendo para HOMOSSEXUAIS:
Joga merda na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Maldita Geni!
Constrangedoramente, a representante do Poder Judiciário que veio se manifestar foi a Defensoria Pública, e esclareceu que providências estavam sendo tomadas junto a polícia, pois o autor de tal ato poderia responder com MULTA. Ah, se fossem religiosos, negros ou qualquer outro cidadão que não fosse de 'quinta', como os homossexuais, a resposta seria PRISÃO.
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A Delegada de Polícia, Margarette, informou que abrirá inquérito por incitação a crime, mas aduziu: “não vou investigar se eles cometeram homofobia porque homofobia não é crime".
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A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) fez Nota de Repúdio ao incentivo à homofobia na USP, que em parte se reproduz:
"...
O episódio serve de exemplo para demonstrar que a falta de uma lei federal que criminalize a homofobia gera a violência vivenciada diariamente pela comunidade LGBT. Em vez de terem seus direitos protegidos, as pessoas LGBT são vítimas da impunidade. Basta considerar o que teriam sido as consequências se o objeto da matéria do “Parasita” tivessem sido os negros, por exemplo. Neste caso, as disposições punitivas da lei já estariam sendo cumpridas.

A ABGLT espera que parlamentares federais comprometidos/as com a paz, com a democracia, com o respeito à diversidade humana e à dignidade das pessoas, façam a sua parte, aprovando o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 que, entre outras formas de discriminação, pune a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

Estes são motivos pelos quais a ABGLT está promovendo a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que terá sua concentração a partir das 9 horas do dia 19 de maio de 2010, na Esplanada dos Ministérios em Brasília - DF, com a presença de militantes LGBT e aliados/as vindos/as em caravana de todas as 27 unidades de federação.

..."
Se o cidadão LGBT não se conscientizar e tomar uma atitude, NADA MODIFICARÁ. Atitude gente!

Quem puder que compareça a Marcha, para quem não for possível, faça uma ligação GRATUITA para o Senado Federal - 0800 612211 - pedindo para que seja aprovada o PLC 122/2006 que criminaliza a homofobia, se preferir não ligar, entre no site do Senado Federal e deixe lá sua opinião ou reclame seus direitos http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado .

Não fique indiferente a tais omissões do Governo e nem aceite passivamente tais agressões aos LGBTs. Você é um cidadão, ainda que o governo o trate como de quinta categoria.
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A criminalização da homofobia é o ÚNICO REMÉDIO que serveria para estes universitários do curso de FARMÁCIA!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Senado Federal deixa General discriminar acintosamente homossexuais, mas cria embaraços para aprovação do PLC 122


No Senado Federal um general, Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado para cadeira no Superior Tribunal Militar referiu-se aos gays como “indivíduos desse tipo”, discriminou acintosamente os homossexuais brasileiros afirmando que as forças armadas não devem aceitar a presença de gays, sugerindo que procurem outras atividades.

As declarações foram dadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, após o General Raymundo ser questionado sobre o tema pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Pelo que entendi a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado APROVOU POR UNANIMIDADE a nomeação do General para o STM, mas agora depende da aprovação do Plenário do Senado. Em razão disto, o Senador Eduardo Suplicy (que estava presente no momentto da declaração e nada falou), posteriormente, solicitou que o general desse esclarecimento sobre a questão, justificando que a discriminação não é cabível diante do que consta a Constituição Federal, a qual o General estaria obrigado a obedecer na atividade a ser exercida no STM.
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O Senador Romeu Tuma defendeu o General, dizendo que que ele não pode ser retaliado por ter manifestado uma opinião sincera. Será que nós também podemos expressar nossa opinião sincera sobre os Senadores e o General sem que sejamos incriminados por crime de injúria?

O que dizer de tudo isto?

Talvez duas coisas:

1 – Ainda hoje possuímos o artigo 225 do Código Penal Militar que afirma ser crime a prática homossexual em locais sujeito a administração militar. O homossexual é taxativamente previsto e discriminado por tal código;

2 – O projeto de lei da Câmara 122 que se encontra no Senado Federal e pretende criminalizar a homofobia está no limbo. O Senado não tem o menor interesse que o projeto seja aprovado e as razões ouvidas são que os homossexuais não precisariam desta “especial” proteção.

Ora, se dentro do Senado Federal um general DISCRIMINA ACINTOSAMENTE os homossexuais perante vários Senadores daquela Comissão, e estes aprovam sua nomeação, o que dizer???

Talvez que convidem o General para se juntar ao Silas Malafaia que foi chamado para audiência pública do PLC 122 em solicitação dos Senadores Magno Malta e Marcelo Crivella.

Ao se calarem os senadores anuíram com a discriminação, então como esperar que estes mesmos senadores da república que aprovaram o general na sabatina cumpram o papel de legislar para que se faça cumprir a Constituição Federal que garante o direito à igualdade, isonomia e da dignidade da pessoa humana?

Os senadores da comissão não só deixaram de agir como se esperava como ainda aprovaram o general.

Agora será a vez do plenário. É importantíssimo acompanhar o desenrolar desta história para verificar a atitude dos Senadores da República diante da manifesta discriminação.

E não é só no Senado que devemos estar atentos. Ontem saiu um artigo do Reinaldo Azevedo analisando o caso do militar homossexual, defendendo, em síntese apertada, que “o sujeito não deve dizer. Mas ninguém tem o direito de perguntar. É tão difícil assim considerar a sexualidade uma questão privada?”

Não, não é, responderia eu ao Reinaldo Azevedo. Mas ninguém também está obrigado a aceitar um tratamento diferenciado ou fazer da sua orientação sexual um segredo, pelo contrário, são direitos. Afinal, um militar heterossexual não está obrigado a não declarar sua orientação sexual e nem de deixar de comentar sobre suas pulsões sexuais. As questões das garantias constitucionais de direito à igualdade e a dignidade deveriam anteceder a lógica utilizada pelo Reinaldo Azevedo, antes da pergunta por ele formulada.
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A triste declaração fere a Constituição ao ofender o princípio da isonomia, que pressupõe tratamento com igualdade e liberdade na escolha da orientação sexual.

Aliás, foi essa a lógica do Reinaldo Azevedo foi a mesma utilizada nas respostas dos dois militares aspirantes ao Superior Tribunal Militar.

Em qualquer atividade, seja qual for, pública ou privada, militar ou civil, o que se espera é que o desempenho seja aquele proposto, com a competência e eficácia confiada.

A tarefa sempre tem que ser cumprida exatamente como se espera. Não importa a orientação sexual. No entanto, sem puxar a sardinha para o lado dos LGBTs, na realidade, por força da discriminação existente, cheio de humilhações, piadas e tantos outros obstáculos sociais sofridos, sempre cheio de preconceitos, para conquistar o respeito nas atividades comuns aos heterossexuais, muitos deles se vêem obrigados a superar a qualidade dos heterossexuais. Isto provavelmente não seria diferente no exército que possui suas próprias regras disciplinares e punições, portanto, são balelas os argumentos daqueles que desejam manter a discriminação, sob justificativa que homossexuais não podem ter o direito a igualdade de tratamento, precisando esconder sua orientação sexual.

A verdade é que este fato deveria chamar atenção não só do Movimento LGBT, mas também dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, pois princípios constitucionais estão em jogo. Que sejam cumpridos ou que se rasgue a constituição!

Foto: Agência Senado

Fonte de dados:

domingo, 29 de novembro de 2009

Grito de desabafo direto do Púlpito da “Vida Inteligente Na Madrugada” para o Senado Federal

Serginho Groisman, de bermuda e camiseta branca, com estampa da mão da estátua do Cristo Redentor portando uma fita vermelha, símbolo de luta contra AIDS, resolveu comemorar o aniversário de 9 anos do programa Altas Horas no super, mega, hiper popular PISCINÃO DE RAMOS.


O programa era POVÃO, com mais de mais de 40 mil pessoas, de variadas comunidades locais, num calorão digno de verão, em plena primavera.


Altas Horas, vida inteligente na madrugada” possui um quadro realmente interessante, o Púlpito, no qual o microfone é aberto para a platéia, que comparece à tribuna para falar, ou protestar, sobre o que quiserem.


Nunca o púlpito refletiu tão bem a sua finalidade. Era o povo literalmente falando na telinha da Globo com clareza, literalidade e sem rodeios.


O povo de Ramos vinha abaixo a cada protesto, e não foi diferente quando surgiu um rapaz chamado Deri que chegou lá e de dedo em riste e em altos brados foi direto:




“O meu protesto é contra a homofobia, todo gay tem direito de se expressar. O meu protesto é contra os senadores que não aprovaram a PLC 122 de 2006, dando liberdade para os homossexuais de se expressarem. Todos nós temos direito de nos expressar, temos direito de amar, todo mundo é igual perante a lei. Brasil aprova a lei contra a homofobia!!!"



DERI falou como entendia ser o objeto do PLC 122/2006, um projeto de lei que visa ir contra a homofobia, no exercício do direito à cidadania, justificado em suas coerentes palavras, no direito de se expressar, no amor e no fato que "todo mundo é igual perante a lei".

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Vejo muitos militantes de movimento que parecem que estão lá mais preocupados em se projetar politicamente que realmente envolvidos com a causa que aparentemente defendem. Assisto também alguns militantes em listas de discussões arrotarem desaforos àqueles que não integram a uma ONG que possua CNPJ, desqualificando e desmerecendo qualquer um que não faça parte da sua trupe fechada de seis ou sete pessoas. Essas pessoas, ditos militantes organizados, discutem e decidem entre elas o que acha conveniente e desprezam todos demais.


Pois o DERI fez ali do púlpito, na telinha da Globo, perante mais de quarenta mil pessoas presentes, entrando ainda em todos os lares do Brasil que assistiam ao programa, infinitamente mais que abaixo assinados, blogs, listas de discussões, enquetes ou carta para senadores. Ele falou direto do povo e com o povo, e cobrou com clareza inquestionável, com dedo em riste, aos senadores.
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Tai um momento menorável e uma gravação digna a ser encaminha para o Congresso Nacional.





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