O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


Mostrando postagens com marcador homossexuais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homossexuais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Procuradora de Justiça aposentada, Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, mãe adotiva ideal para a igreja e evangélicos!

Hoje foi finalmente revelado o rosto da Procuradora de Justiça aposentada, Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, que estava adotando uma criança de dois anos de idade. Foi encaminhado para justiça seu indiciamento por crime de tortura, face o espancamento que a criança sofreu inúmeras vezes, além do crime de racismo praticado contra empregadas.

Uma mulher heterossexual que atingiu o alto cargo no Ministério Público estadual, conduta ilibada e rígida, com condições financeiras incontestável, provavelmente com educação religiosa impecável.

Esta poderia ser, caso tivesse um marido ao lado, a mãe adotiva ideal para a igreja e evangélicos.

No meio deste escândalo da Procuradora de Justiça que adotou uma criança e supostamente a torturou, as instituições religiosos, algumas que não saem dos noticiários por abusar sexualmente de criancinhas, com total CARA DESLAVADA, ontem tiveram o topete de darem entrevista para condenarem a adoção para casais homossexuais

O casal formado por duas mães lésbicas de Bagé (RS) que obtiveram êxito junto ao STJ para adoção de uma menor foi duramente criticada pela CNBB e Evangélicos, conforme foi noticiado ontem no jornal Folha de São Paulo.

“Nem sempre o que é legal é moral e ético, afirma ele. "Cremos que a questão da adoção por casais homossexuais fere o direito da criança de crescer nessa referência familiar." Para padre Bento, as crianças têm o direito de conviver com as figuras masculina e feminina no papel de pais.

O pastor Paulo Freire, presidente do conselho de doutrina da igreja evangélica Assembleia de Deus, tem posição semelhante a do padre Bento. "A criança precisa da figura do pai e da mãe para entender a vida", afirmou.

Para Freire, a instituição não é contra homossexuais. "Somos contra o casamento deles." Continua e diz que a existência de dois pais ou duas mães confunde a criança sobre as figuras tradicionais da paternidade”.

Fico pensando o que pensam estas pessoas ao assistirem em todos os noticiários o caso da tortura de uma criança advinda de uma adoção realizada para uma poderosa senhora heterossexual, detentora de todo um histórico dentro das regras desejadas pelos religiosos, e, ao mesmo tempo, suas falas paralelas, contra a adoção realizadas pelas lésbicas?

A adoção realizada por casais homossexuais é repleta de dignidade, respeito e, principalmente, muito amor. Além disto, diferente do que ocorreu com a criança que foi espancada e estava sendo adotada pela Procuradora, trata-se de uma relação familiar sem preconceito, pois casais homossexuais sabem a dor que isto causa.

Pior, muito pior, são as crianças abandonadas em orfanatos, carentes de tudo, até de amor, assim como as que são abusadas sexualmente .

Neste tocante, talvez seja interessante relembrar a estes religiosos, um trabalho realizado em 2008, pelo observatório da infância de abuso sexual de crianças e adolescentes, que retrata cinco casos da impunidade existente de abusos contra crianças, transcrevo tres deles:


Impunidade – Caso III

2003. Rio Grande do Sul.
Pastor de Igreja Evangélica foi acusado de abuso sexual de uma menina de 5 anos. Foi acusado de ter apalpado partes íntimas da criança e ter feito sexo oral nela. Voto de um desembargador: embora a tenra idade da criança, ela foi de espontânea vontade ao encontro do recorrente e atraída pelos dizeres do acusado. A prática do ato libidinoso, deste modo, deu-se com o consentimento da criança. Ela foi seduzida e não violentada.
No STJ (Superior Tribunal de Justiça) o acusado foi condenado a 6 anos. Foi afastado o enquadramento na Lei dos Crimes Hediondos, que aumenta a pena pela metade.

Impunidade – Caso IV
Pastor condenado a 18 anos por abusar de 4 crianças. Conseguiu com recursos reduzir a pena para 12 anos. Após 3 anos de prisão, foi solto graças à progressão da pena e seu bom comportamento.

Impunidade – Caso I
2002. Beberibe, Ceará.
Menina de 11 anos estuprada pelo próprio pai, que a engravidou. O pai foi absolvido. Ele reconheceu que mantinha relações sexuais com a filha, mas sem coação e que a iniciativa era dela. Confessou que transava com a filha, de 11 anos, durante o dia, e à noite com a mulher, mãe da menina.
O Ministério Público recorreu da sentença.
Como podem os religiosos ditarem regras pseudo morais, sem possuírem moral alguma em suas próprias instituições?
/
Que diabo de valores são estes que passam por cima das necessidades de crianças abandonados em nome de um dogma religioso?
/
O que pensam esses religiosos preconceituosos? Ir contra a adoção por casal homossexual sob justificativa que as crianças devem ter possuir uma figura masculina e feminina, uma mãe e um pai, significa dizer o quê? que crianças orfãos de mãe ou pai devem ir para uma família substituta?! Francamente!
/
Quantas crianças possuem mãe e pai e são literalmente abandonadas por um deles após a separação do casal? Essa justificativa dos religiosos é, no mínimo, dinossáurica.
/
Diante dessas falas da CNBB e do Pastor da Assembléia de Deus a única conclusão que chego é que se realmente colocarmos a criança abandonada em primeiro plano, talvez a única proteção concreta que possa se extrair de tais afirmativas seja exatamente afastá-las de religiões que pregam esse tipo de coisas, pois essas criancinhas serão as principais prejudicadas, pelos pensamentos, atos e palavras deles!
/
fontes:

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vaticano desiste de apontar o dedo para os homossexuais, em relação a pedofilia.


No site do Uol traz hoje matéria da Cidade do Vaticano, pela EFE, repetindo o mesmo procedimento ocorrido em anterior declaração que comparava as críticas a igreja (pela pedofilia) a perseguição aos judeus. Em menos de um mês, novamente, o Vaticano desqualifica outra declaração, agora do Cardeal Tarcisio Bertone, que dolosamente relacionou a pedofilia a homossexualidade.

O estrago já foi feito pelo Cardeal Tarcisio Bertone. A repercussão que teve sua irresponsável declaração já alcançou estratosferas, alimentando a discriminação e o preconceito aos homossexuais, mais uma vez.

De qualquer forma, não esperava que a conduta do Vaticano em relação aos judeus se repetiria para os homossexuais. Afinal, a perseguição da Igreja aos homossexuais persiste até hoje e ela não esconde isto de ninguém. Entretanto, o fato do Vaticano contestar a imbecil declaração de Bertone, não retira mais esta ofensa sofrida por toda a comunidade LGBT.

Abaixo transcrevo inteiro teor contido no site do uol:

Vaticano contesta declarações de Bertone sobre homossexualidade

O Vaticano contestou hoje as polêmicas declarações do cardeal Tarcisio Bertone no Chile, nas quais relacionou a pedofilia a homossexualidade, e afirmou que não considera de sua competência fazer afirmações de caráter psicológico ou médico sobre estes assuntos.

O cardeal Bertone, secretário de Estado vaticano, descartou uma relação entre a pedofilia e o celibato sacerdotal e afirmou que os casos são relacionados à homossexualidade.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, disse que as declarações de Bertone se referiam ao problema dos abusos por parte dos sacerdotes na Igreja "e não à população em geral".

"As autoridades eclesiásticas não consideram de sua competência fazer afirmações gerais de caráter psicológico ou médico, para as quais se remetem naturalmente os estudos de especialistas e às pesquisas dirigem", afirmou Lombardi.

Com essas palavras, segundo os analistas, a Santa Sé "se distância" da afirmação por seu "número dois".

Lombardi acrescentou que os únicos dados que dispõem as autoridades eclesiásticas sobre o tema dos abusos sexuais de menores por parte de sacerdotes são os facilitados recentemente pelo "promotor" da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada destes casos, Charles Scicluna.

As declarações de Bertone geraram uma forte polêmica e colocaram em pé-de-guerra as ONGs de defesa dos homossexuais, entre estas a italiano Arcigay, que denunciou "o cinismo, a falta de escrúpulos e a crueldade" da hierarquia do Vaticano ao vincular a homossexualidade à pedofilia, quando escondeu delitos sexuais perpetrados por parte de religiosos sobre menores.


fonte:

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vaticano para negar a pedofilia, primeiro tentou usar os judeus e agora investe contra os homossexuais

/
/
O Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, na tentativa débil, grosseira e absurda de afastar da imagem da igreja e de seu clero da responsabilidade nos abusos sexuais praticados contra crianças violentadas, afirmou no dia 12/04 que é o "homossexualismo", e não o celibato, que deve ser relacionado à pedofilia.

Para justificar, o Cardeal Tarcisio Bertone afirmou existir uma polêmica da ciência especializada sobre o tema, onde alguns teriam declarado inexistir uma relação da pedofilia e o celibato e, outros, entretanto, reconheceram uma ligação da homossexualidade a pedofilia.

Òbvio, a cabecinha doentia do Cardeal sugere que celibatários são os padres fieis que seguem os dogmas da casta igreja católica, já aqueles que praticam aberrações contra crianças inocentes são, na realidade, homossexuais odiosos que utilizam batinas. Enfim, a igreja é pura, e a culpa, dos pederastas asquerosos que atuam contra a natureza humana e celestial.

Podre! Nojento! Criminoso!

Esse tipo de defesa à imagem da igreja foi recentemente utilizada no Vaticano pelo Raniero Cantalamessa, que leu na frente do Papa uma carta onde são comparados os «ataques» contra a Igreja, a propósito dos casos de pedofilia, com os «aspectos mais vergonhosos do anti-semitismo», Evidente que, embora a prática seja a mesma, alterando apenas a pontaria para os homossexuais, a reação não se dará a mesma altura e nem o Vaticano retirará o que disse, como fez com os judeus.

Primeiro judeus, agora homossexuais. Quando será que o Vaticano, finalmente, irá parar de dar desculpas infames e passará para auto-crítica?

No meu post anterior, mesmo antes desta ofensiva declaração do Cardeal Tarcisio Bertone, já havia apontado minhas considerações sobre a motivação de tantos crimes sexuais da batina contra crianças inocentes:

A perseguição a homossexualidade e o celibato sacerdotal têm tudo a ver com o assunto. O celibato já deveria ter sido abominado a muito tempo. Diante de todos os escândalos sexuais dentro da igreja, praticados a séculos, e constantemente tornados públicos, deveriam ter provocado na igreja católica uma reflexão, transformando aquilo que é uma obrigação em faculdade. Certamente a maioria destes CRIMES BARBAROS inexistiria. Portanto, sem isentar o padre pedófilo, a igreja possui seu quinhão de responsabilidade.

Tais escândalos sexuais mais explicam que justificam a perseguição a homossexualidade pela igreja. Parece que a igreja imagina que resolve o SEU problema interno, apontando o dedo da culpa para fora. Antes de olhar o rabo alheio, deveria ver e cuidar do seu próprio.
/
Não só os católicos, mas também os LGBTs ficam escandalizados quando um padre homossexual é flagrado em atos sexuais com um homem adulto. Não pelo fato do padre ser homossexual, mas pelo o homossexual ser padre da igreja católica!

Quanto ao padre ser pedófilo, sequer procuro resposta na sua orientação sexual. Se resposta há para esta aberração está em outro local: a repressão da igreja em relação a sexualidade dos padres e a facilidade destes reprimidos padres manipularem inocentes crianças seriam as melhores indicações. Toda essa repressão e impulsos sexuais destes padres vão para algum lugar. A igreja tem que fazer seu dever de casa!"

Alguns sacerdotes sofrem uma imensa repressão sexual, aliada a um patente desequilíbrio entre o instrumental psicológico de autocontrole e a intensidade do impulso. No final, ocorrem as aberrações contra crianças que temos notícias.

"A moralidade rígida surge, através do olhar psicanalítico, como fonte de sofrimento psíquico. A repressão dos desejos inconscientes, e sua impossibilidade de simbolização acabam por destruir a ética social pela transgressão abrupta e traumática de seus valores pelo sujeito reprimido. Ao sujeito que escapa desta situação, cabe uma resignação neurótica, ou seja, o adoecimento. “Em suma, sem a repressão a sexualidade, não há sociedade e nem ética, mas a excessiva repressão da sexualidade destruirá, primeiro, a ética e, depois, a sociedade ( CHAUÍ, 2001, P.356)”

Enquanto a Igreja Católica continuar apontando seu dedo sujo para os judeus ou homossexuais, para afastar sua própria culpa, não terá seguradora criada pela mesma que pague as indenizações por abusos sexuais.

De acordo com o Jornal The Irish Times, que cita fonte da Companhia Churchu General “Seguradora criada pela Igreja Católica”, toda vítima de um caso comprovado de abusos sexuais receberá da Igreja Católica uma quantia máxima de 253.900 Euros, que inclui também as despesas legais, no entanto a porta voz da Conferência Episcopal Islandesa, Martin Clarke, reconhece que o fundo não será suficiente para enfrentar futuras ações, sendo um desafio encontrar maneira de financia–lá de acordo com Clarke.

Quer compactuar com atos de pedofilia? Assuma! Mas não culpe os homossexuais pelos seus atos omissos e gestão.
.
Não é a homossexualidade que possui relação com a pedofilia. O que assistimos na Igreja Católica e outras religiões comprovam isto. Além da própria igreja católica que fecha os olhos e finge não ver os abusos, temos outras religiões tão absurdas quanto, mas menos hipócritas. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos. Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada."

A razão da igreja de perseguir e culpar os homossexuais se dá justamente para não olhar para seus falidos dogmas do celibato. Impossível não saber disto. A Igreja quer perpetuar sua dominação, mesmo junto ao seu clero. Dominar o espaço mais íntimo da pessoa pressupõe dominá-lo por inteiro. Disto a Igreja não abre mão, a começar pelos seus padres.
/
Celibato, a quem interessa?
/
A bem da verdade, risco de se propagar a pedofilia existiria se homossexuais emocionalmente frágeis adotassem os dogmas impostos pela igreja católica, que parece ser uma fábrica de pedófilos em sua própria instituição. Felizmente, sem celibato e culpa, homossexuais vivenciam uma sexualidade sadia. O mesmo não podemos dizer de seus padres...
/
foto: AFP

sábado, 5 de dezembro de 2009

Afirmar que a homossexualidade é abominável NO SENADO FEDERAL, deveria ser considerado um ato criminoso


O Senador Crivella considera que a homossexualidade não é só pecado, é mais que isso, uma ABOMINAÇÃO!

..."Nós temos uma Constituição que dá direito a qualquer brasileiro de expressar a sua fé. A liberdade de pensamento. E a fé cristã, na bíblia, está escrito o seguinte: “Homossexualismo é pecado”. Mais que isso, está escrito que é abominação. Eu pergunto aos senhores: isso é discriminação?"...

Segundo Crivella, a Constituição Federal lhe garante o direito de exercer sua fé e de convencer e ensinar a todos, com base nela, que a homossexualidade é uma "abominação". Tal palavra, pelos esclarecimentos do Houaiss significa dizer "merece ser abominado; detestável", ou ainda no mesmo dicionário, "repelir com horror, com asco; aborrecer, detestar, odiar"

Apesar do Crivella dizer que a homossexualidade é abominável (detestável), insiste na pergunta "Eu pergunto aos senhores: isso é discriminação?"

Se ele acha detestável a homossexualidade e que deve convencer a todos o quanto a mesma é abominável. creio que ele próprio já respondeu sua pergunta. Sim, o Senador DISCRIMINA os homossexuais. Mas ele não pensa assim e tem até uma lógica.

É simples, para ele como está escrito na bíblia e a Constituição Federal lhe garante o direito de expressar sua fé, não há NADA DE ERRADO achar abominável a homossexualidade. Portanto, a lógica é mais ou menos assim, a homossexualidade é abominável, ponto. Se é abominável, então porque estou errado em dizer que é? A única coisa que deseja é convencer a todos aquilo´que, de fato, a homossexualidade é, abominável. É como se alguém estivesse tentando ensinar a todos que a pedofilia é abominável, o cancer é abominável, o assassino é abominável, o terremoto é abominável, enfim, qualquer coisa que deva ser detestado, odiado, asqueroso e assim por diante. Se tais exemplos são repulsivos mesmo, então qual o problema em apenas dar nomes aos bois? a homossexualidade é abominável e ponto final, e para o Crivella, dizer isto evidente que NÃO É DISCRIMINAR...

Ele não se socorre somente na biblia não, o Senador é um homem da lei, então se baseia também na Lei Maior, lembrando que a Constituição não só lhe garante o direito de professar sua fé como também, evidente, lhe concede o direito a livre manifestação de pensamento. Portanto, para ele, não há o que se discutir, ele está certo perante a bíblia e a Constituição. Ele faz parte do lado do bem, se lado ruim existir é desses homossexuais que absurdamente querem impedi-lo de achar a homossexualidade abominável. Por esses argumentos, ele tem todo direito de odiar a homossexualidade e de ensinar e se manifestar sobre essa coisa abominável, detestavel, odiosa, horrorosa, ora bolas.

Essa debate rola mo SENADO FEDERAL, entre Senadores, e pior, com apoio de muitos. Você consegue acreditar nisto???? Incrível!!!!

A título de exemplo, se uma pessoa qualquer levantasse a bandeira que a religião evangélica ou muçulmana é ABOMINÁVEL, ou que a raça NEGRA é abominável ou que a VELHICE é abominável ou que mulher na política é abominável, e assim fizesse em praças públicas, no Senado Federal, nas cadeias de tv e rádios, certamente o discurso do Senador Crivella da liberdade de pensamento não existiria. E a razão é óbvia. Pois todos somos iguais e a Constituição Federal, apesar de conferir o direito a liberdade de pensamento, não contempla a liberdade da discriminação e do preconceito. Nem adiantaria o Senador Crivella trazer passagem da bíblia que fosse favorável a escravidão ou a inferioridade da mulher. Esses pensamentos livres e bíblicos não conseguiriam colocar abaixo a Constituição.

Então porque com os homossexuais é diferente? O que torna possível Crivella tratar e se referir a homossexualidade como ABOMINAVEL - ATENTE-SE - no SENADO FEDERAL, portanto, fora de seu templo religioso e da pregação de sua fé?

Falar que a homossexualidade é abominável NO SENADO FEDERAL, deveria ser considerado um ato criminoso (caso não houvesse imunidade política), ou pelo menos ser motivo de escárnio!

Mas o Senador Crivella provavelmente se considera até um político permissivo e generoso, afinal, ele afirma que as pessoas possuem até direito de assumir a sua sexualidade (!), mas se essa sexualidade mencionada envolver a homossexualidade, evidente, deve ser ensinado que é abominável!

E ainda tem eleitores do Rio de Janeiro que votam neste senhor!!!

Imagem extraída do google.




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prefeito de Buenos Aires amarelou e não autorizou o casamento dos gays argentinos


Como já antes divulgado aqui neste blog, estava previsto para hoje o primeiro casamento de dois homossexuais na America Latina.

O casal, José Maria Di Bello e Alex Freyre, no dia marcado, 1º de dezembro, apareceu na conservatória do registo civil, de terno preto, prata e laços de fita vermelha, simbolizando a conscientização sobre a Aids e esperaram durante horas, cercados por simpatizantes e um imenso número de jornalistas, o cumprimento da decisão favorável dada por um juiz .

"É duro ter de passar este dia à espera de um direito que deveria ser nosso", disse Gilberto Freyre, como ele lutou para conter as lágrimas.

Em uma reviravolta dos acontecimentos, a decisão final ficou para o prefeito, Mauricio Macri, que inicialmente tinha dado luz verde ao casamento. Nessa confusão de casa não casa, o casal ficou aguardando até o último instante, quando os advogados saíram para anunciar a notícia: A cidade não permitiria o casamento até que o Supremo Tribunal se pronuncie sobre o caso.

Grupos de direitos dos homossexuais manifestou indignação com a decisão e disse que iria marchar até a prefeitura em protesto.
.
"Em um ato de desrespeito total, o governo municipal decidiu ignorar a decisão do juiz da cidade", disse Maria Rachid, presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais. "Macri mentiu para nós."
.
É verdade, já que foi propalado aos quatro ventos que Macri havia anunciado que não iria recorrer da decisão do juiz que havia permitido a cerimónia, gerando esperanças entre os ativistas que a Argentina poderia ser o local do primeiro casamento gay do continente.
;
O casal havia escolhido o dia primeiro de dezembro para a celebração do casamento por ser o Dia Mundial da AIDS e serem eles portadores do HIV. A idéia era contribuir na redução da discriminação.

Apenas sete países do mundo permitem casamentos gay:

Canadá,

Espanha,

África do Sul,

Suécia,

Noruega,

Holanda e

Bélgica.


Nos E.U.A. os estados que permitem o casamento do mesmo sexo são Iowa, Massachusetts, Vermont, Connecticut e New Hampshire.
.
Na Alemanha se fala de casamento entre homossexuais e até divórcio, mas pelo que entendi a lei que os contemplam é de parceria. Fica a dúvida.

No Brasil, como todos sabem, nem lei que reconheça a união estável entre homossexuais existe.

Muitos na Argentina ainda se opõem ao casamento gay, em especial a Igreja Católica Romana.
Em meio à polêmica, o casal continua empenhado na causa. Pelo menos eles lá ainda podem ter esperança de se casarem. Sorte deles não serem brasileiros.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Coletiva do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao lado do Presidente Lula e a expulsão do homossexual que portava uma bandeira gay



Um dos maiores malfeitores da atualidade dos direitos humanos foi convidado a vir ao Brasil.

Ele mata homossexuais.

Ele segrega mulheres.

Ele nega o holocausto.

Ele promete tirar Israel do mapa.

Lula, na contramão do mundo, toma cafezinho com o amigo e lhe carrega, literalmente, de mãos dadas, para a entrevista coletiva. Que cena!

Em entrevista exclusiva concedida a William Waack, Ahmadinejad não nega mais que o Holocausto tenha existido, apenas questiona que se ocorreu na Europa porque os palestinos que deveriam pagar por ele.

Diz também que não pretende utilizar o programa nuclear para fim bélico, apenas pacífico.

Quanto aos homossexuais, o Presidente do Irã não voltou atrás, RIU DELES e disse que são contra a natureza, um perigo para a humanidade. Segundo ele, é um caminho errado, é perverso e todas as profecias divinas condenam os homossexuais, criarão doenças físicas e sociais.

Me chamou atenção que todos os temas envolvendo grupos religiosos, judeus, holocausto e programa nuclear foram CUIDADOSAMENTE respondidas por Ahmadinejad, até com certo respeito, se assim pode ser considerado, MAS HOMOSSEXUALIDADE NÃO É MOTIVO DE RESPEITO, NÃO É RAZÃO PARA CUIDADO, E ELE NEM DISFARÇOU SEU VENENO CONHECIDO.

Repete-se aquilo que constatamos em alguns Grupos Evangélicos, deputados e senadores no Congresso Nacional, além de outros setores religiosos. NÃO HÁ NECESSIDADE DE RESPEITO, homossexuais, para eles, são desprezíveis, não possuem dignidade ou direitos. Fazem parte da escória humana.

Na coletiva de hoje, descaradamente, o conhecidíssimo presidente do Irã respondeu a uma pergunta acerca dos protestos dos homossexuais ocorridos em decorrência de sua visita ao Brasil. A resposta dele também foi evasiva, diferente daquela concedida a William Waack, mas não menos absurda. A resposta foi: "Nós achamos que as pessoas estão livres para expressar suas ideias. No Brasil existe essa liberdade, e no Irã também".

O que resta depois desta escancarada mentira pública? Nada além de cinismo.

E o que dizer do Presidente Lula, neste circo armado por ele mesmo, o qual ainda que confessadamente afirme que não leia jornais, mas sabidamente é informado de todos os fatos por seus diplomatas.

O mais “MACHO” daquela sala, um homossexual, levantou seu protesto silencioso, um cartaz, o qual foi ARRANCADO pelos seguranças do Presidente Iraniano, em seguida, o rapaz, não pensou duas vezes, LEVANTOU A BANDEIRA DO ARCO IRIS e segundo informações em sites, foi EXPULSO da sala pela NOSSA Polícia Federal.

TUDO ISTO NA FRENTE DO LULA, que garantiu ao repudiado Presidente do Irã estar num território que nos pertence e no momento exato que tal abominável homem, audaciosamente, falava que “AS AS PESSOAS ESTÃO LIVRES PARA EXPRESSAR SUAS IDEIAS. NO BRASIL EXISTE ESSA LIBERDADE, E NO IRÃ TAMBÉM".

Júlio Cardia, 25 anos, gay e relações públicas, Presidente do Grupo LGBT em Brasília, Estruturação, por ter conseguido, no momento da hipocrisia maior, erguer um cartaz e a bandeira do movimento gay na cara dos dois Presidentes, Lula e Ahmadinejad, nem que seja por alguns instantes, é para mim um heroi do movimento LGBT.

Se ao lado coloco a foto do Júlio Cardia, expulso pela Polícia Federal do local onde se dizia que todos estão livres para expressar suas ídéias, abaixo insiro o vídeo do convidado do Lula, o presidente do Irã, na entrevista concedida a Waakc.









Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

LinkWithin