O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


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sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Primeiro beijo homossexual no cinema e na televisão mundial



Até onde se sabe, o primeiro beijo entre pessoas do mesmo sexo na história do cinema (ou pelo menos um dos primeiros que se conhece) foi há 85 anos atrás, no ano de 1927, no filme Wings (Asas), primeiro filme mudo a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Buddy Rogers e Richard Arlen são os astros, interpretando dois pilotos de combate que disputam a afeição de uma mesma mulher (Clara Bow). Esse é o enredo. Mas nenhum dos dois, como o escritor Kevin Sessums diz, "mostra tanto amor por ela... como demonstra um pelo outro."

O beijo é bastante tímido, mas se tratando de 1927 no qual aparece um beijo entre dois homens fardados se acariciando, realmente imagino o impacto.



Depois foi a vez das mulheres no cinema. O primeiro beijo homossexual da história do cinema, entre duas mulheres, foi em Mädchen in Uniform, (Meninas de Uniforme) em 1931. 


Na televisão o beijo gay demorou mais tempo para aparecer. Foi em 1960, há mais de cinquenta anos atrás.  

A informação surgiu na imprensa britânica e canadense. Historiadores da televisão localizaram uma imagem do que consideram (ao menos até o momento) o primeiro beijo entre dois homens na TV.

Trata-se do teleteatro “Colombe”, adaptação da peça “Mademoiselle Colombe” de Jean Anouilh, exibido em 1960 pela BBC.

Na história, o personagem de Sean Connery (então com 29 anos) acredita que sua esposa está mantendo uma relação com o irmão dele, interpretado por Richard Pasco. Tentando entender os motivos pelos quais ela o escolheu como amante, o personagem de Connery beija o irmão na boca.

Uma cópia em vídeo do teleteatro foi descoberta por historiadores do British Film Institute em setembro de 2010. Ela estava nos arquivos da Biblioteca do Congresso Americano, juntamente com dezenas de outras produções britânicas. Segundo Dick Fiddy, do BFI, apesar dos personagens serem irmãos, a cena é considerada um beijo gay em função de seu contexto.

Vale a pena lembrar que até 1967 existia uma lei na Inglaterra que proibia manifestações homossexuais em público. Mostrar um beijo entre dois homens na TV em 1960 foi um ato de ousadia da BBC e dos dois atores envolvidos, que poderiam ter suas carreiras prejudicadas.



Aqui, 52 anos depois, na Rede Globo de Televisão, isto ainda é tabu nas novelas brasileiras. Portanto, aquela assinatura dela, "A gente se liga em você" deveria acrescentar risos no final. É deboche para os gays.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Comédia Imbecil: Rafinha Bastos, um dos apresentadores do programa CQC, pede ajuda em causa própria, ou seja, a estupidez


Como Rafinha Bastos mesmo faz questão de frisar ao se referir aos seus textos em seu site, seu objetivo não é ofender, apenas é um homem com muitas opiniões nada convencionais e gosta de arrancar risadas com elas.

Com risadas ou sem risadas, portanto, a foto da camiseta e texto no twitter representam sua opinião.
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Se quer ou não ofender alguém, não muda o fato que ofende.

No seu Twitpic apresenta uma foto pedindo “ajude esta causa” no qual aponta para a camiseta que veste lembrando o símbolo do grupo arco-íris destorcida, mostrando os coloridos (representando os coloridos’ homossexuais) propositalmente separados do boneco escuro (representando o heterossexual), este figurativamente, com cara de mau, olhando para aqueles, dando socos no ar ou furiosamente retirando a mão ao lado dos homossexuais é ESCROTO, incita a violência e a discriminação.

A tal ajuda é para “CASA DO HETEROSSEXUAL” em letras bem grandes, e abaixo, em minúsculas, pejorativamente, indica, “Porto Alegre – RS”, de onde ele é natural.

Num só embalo sugere dois sentimentos desfavoráveis e preconceituosos, em letras, proporções e consequências diferentes, é claro.

Basta ler os comentários de seus asseclas para constatar como foi inspirativo para alguns liberar, ainda mais, a discriminação.

A mensagem para os heterossexuais de Porto Alegre é dúbia e pode até ser entendida como questionamente através da sátira, mas reafirma também uma pretensão de chacota preconceituosa, devidamente minimizada.
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Em relação aos LGBTs é diferente. É frontal, grandiosa e nada dúbia. Para débeis mentais talvez exista muita graça nesta ‘piada’, mas não para homossexuais que levam porrada nas ruas por homofóbicos e nem para aqueles que sofrem humilhações com piadinhas da mesma espécie em ambientes de trabalho, familiar e social, de uma forma geral.
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A expressão visual dos desenhos, a escolha do tamanho da fonte para cada palavra, seu comentário ao lado da foto, declaram a postura adotada pelo Rafinha na expressão desejada quando trata desse ou outro assunto.
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Sempre ouvi uma amiga em comum falar bem do Rafinha, mas passo a desconfiar de sua opinião a respeito deste elemento de dois metros com nome no diminutivo e cara de bobo.

Por fim, para demonstrar o meu bom humor, a sugerida 'estupidez' do machinho 'grande bobo' também se trata apenas de uma piadinha, com mero intuito de ser engraçado para os leitores. É lógico!
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foto 2: Ferruccio Silvestro, de 19 anos, agredido por homofóbicos em Niterói

domingo, 18 de abril de 2010

O Programa Legendário da Rede Record aplicou um teste gay em família com resultado dramático!

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Acabo de assistir no youtube a aplicação de um TESTE GAY EM FAMILIA criado por um programa de televisão -Legendários - apresentado pelo Marcos Mion, na Rede Record.

É um misto de sensacionalismo barato atrás de audiência encima de algo polêmico e desrespeitoso, mas ao mesmo tempo uma denúncia que reflete bem a realidade, tirando a máscara daqueles politicamente corretos ou expondo a cara daqueles que nem se preocupam em expor seu preconceito.

No meu ver, oscila entre o que há de mais desonesto em programas populares e a verdade nua e crua exposta sem pudor.

Contraditório? Não.

De um lado, trata-se de algo manipulado, com claro intuito apelativo, que chega a utilizar a agir com maldade junto aqueles que foram vítimas do ato forjado. Por outro, algumas reações são genuínas, entretanto, o telespectador não consegue detectar se a razão de todo drama e desespero ocorreu em razão do preconceito e discriminação aos homossexuais ou por descobrir que aquela pessoa que convivia com seus familiares se revelou um indíviduo falso e hipócrita que lhes enganou todo tempo.
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Desonesto porque quis demonstrar o preconceito valendo-se de uma situação que, embora sugira, não reflete necessariamente a homofobia. Verdadeiro, porque (independente da situação forjada) não se distancia da realidade de muitas famílias de homossexuais.

O programa correu risco de ser denunciado pelo Conselho Tutelar de Proteção aos Menores, diante do sofrimento da jovem exposta e de responder por uma suposta tentativa de crime pelo pai do personagem. Dramático.

Se deste episódio familiar não se consegue apurar a verdade, o mesmo não ocorre com o que antecede, um tipo de entrevista na rua para uma suposta televisão gay. Nela vemos claramente o quanto ficam afetadas as pessoas convidadas a darem uma entrevista, demonstrando claramente ainda o forte preconceito a homossexualidade. Se imaginarmos que o tema fosse outro qualquer, moda, nazismo, luta, culinária, esporte, educação, sexualidade heterossexual, com certeza a reação daqueles que foram convidados a dar entrevista seria outra.

Desconsiderando a apelação utilizada pelo programa, uma coisa é certa. o preconceito foi exposto.

Assista e deixe sua opinião:




Foto por Daia Oliver/R7
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