O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Vale Tudo Dos Evangélicos E Políticos Evangélicos



Os obstinados evangélicos fundamentalistas continuam sua perseguição aos homossexuais conclamando a todos que sejam seus parceiros homofóbicos na internet a ingressarem no site da Agencia Senado e votarem pela não aprovação do Projeto de Lei que pretende criminalizar a discriminação.




É o VALE TUDO para esses falsos cristãos que se consideram acima de todos que não seguem sua cartilha. É que estes pacíficos e humanitários evangélicos seguem a risca os ensinamentos dos pastores estelionatários e se dirigem aos políticos, alguns com PHD no assunto, COM VOTOS ROUBADOS. Tudo em nome da fé.




Se alguém deseja aprender como burlar a segurança na votação basta visitar os blogs dos evangélicos, lá existem todas as dicas, com o passo a passo para ENGANAR o sistema de segurança da enquete. A coisa é tão escancarada, desonesta e obssessiva que é inominável.
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Minha visão sobre estes evangélicos não é isenta, confesso. É que considero a pesudo-lógica deles tergiversante. Alguém poderia me explicar como alguém que diz que se baseia no amor ao próximo e no senso de humanidade possa astear uma bandeira para que seja mantida uma discriminação? Ensina nos sites como ser desonesto e a enganar o sistema de segurança de uma enquete? Persegue aos homossexuais e a todos que a eles se referem com respeito e dignidade? Exige o respeito às suas crenças mas não admite que os homossexuais sejam respeitados pela sua orientação sexual? Tudo em nome de deus. Certamente diferente do meu Deus e daqueles evangélicos que honram a fé que os orientam.




Como os opostos se aproximam, os homossexuais devem ter cuidado para não caírem na armadilha de acabar, por vias opostas, se parecendo com seus perseguidores. Não burlem a votação como os evangélicos! A dignidade está em ser o que se é, sem mentira, trapaça e desonestidade.




Se de um lado temos os evangélicos desonestos e obsessivos, de outro temos alguns políticos que, se valendo das regras do regimento interno da casa, engedram armadilhas para alcançar o objetivo desejado, no caso, não ser votado o projeto que visa a proibir e penalizar a discriminação no Brasil.




Não sejamos injustos, sob pena dos evangélicos dizerem que nos valemos de magias pagãs para descobrir o que ocorrerá amanhã, como se fosse necessário. Amanhã o Projeto de Lei 122/2006 da Camara de Deputados será apreciado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. ENTÃO QUAIS AS PREVISÕES?




Um dos Senadores Evangélicos, Marcelo Crivella ou Magno Malta, apenas com intuito de obstaculizar o seguimento do aludido projeto provavelmente solicitará vistas. Se isso ocorrer, a matéria não será votada amanhã, obrigando àquele que perceber tal artimanha a pedir vista coletiva, daí a matéria retornaria obrigatoriamente na próxima reunião deliberativa, ou seja, próxima semana.




Ao confirmar o pedido de vista o senador, imagina-se, principalmente, o Magno Malta, deverá apresentar voto em separado, ou seja, contrário radicalmente a aprovação. Ele deve repetir o mesmo voto apresentado na CAS.




O senador Crivella também poderá apresentar requerimento de audiência pública com a falácia de instruir o Substitutivo. Mas não é verdade, sua intenção é protelar a votação. Ele também fez isso na CAS.




Se confirmadas essas previsões, o que uma pessoa com senso de justiça considera desse tipo de artimanhas? Se os ilustres Senadores estão contra o projeto e representam apenas a bancada evangélica, porque simplesmente não fazem suas considerações e votam contrário ao projeto? Porque se valer de ardil burocrático? Não se questiona que é direito proceder desta forma, já que o regimento prevê, mas é moralmente correto?




Essa preocupação dos evangélicos e de sua bancada parlamentar em perseguir os viadinhos e sapatões deveria ser alvo de pesquisa e ser desvendado por especialistas.





Eu, na minha reflexão de botequim, me atrevo a palpitar que a tentativa de sublimação dos evangélicos aos prazeres carnais, enfatizando os sentidos espirituais, é que os conduzem a essa compulsão de perseguirem homossexuais, conforme testemunhamos.





Eles (os evangélicos) olham os homossexuais como aqueles que priorizaram viver em função de suas orientações sexuais, enfrentando tudo e todos, ou seja, aceitaram enfatizar a sexualidade em suas vidas, tornando-se independente financeiramente e lutando por conquistas sociais. Isto agride os evangélicos, porque os confronta, já que estes também criaram prioridades, viver em função de sua crença, enfrentando também a tudo e todos, inferiorizando exatamente a matéria, mas em especial o valor e o desejo carnal.





Aceitar que os homossexuais merecem respeito e que são filhos de Deus, que os ama igualmente, sob esta ótica deturpada, parece representar aos olhos dos evangélicos um desmerecimento, já que eles priorizam a fé, em detrimento da razão, e tentam abrir mão dos valores mundanos (materiais e sexuais) para receberem no futuro a abonação dos céus. Enquanto os homossexuais, materialistas, gostam de roupas e bens, valorizam o dinheiro, com os quais alguns ganham algum respeito no meio social, são pessoas sexualizadas, enfrentam as diferenças ideológicas e sociais para que possam viver suas orientações sexuais, inclusive, com manifesta inclinações aos prazeres do sexo, à sensualidade e à voluptuosidade, valendo-se exclusivamente da lógica, direito e razão.
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Fica a sugestão. Os homossexuais deveriam refletir o que há atrás desta perseguição e a razão de serem a cruz odiada pelos evangélicos homofóbicos.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil

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Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, que foi lançado hoje (16/11) às 10h no Palácio do Itamaraty - Rio de Janeiro, pelas Nações Unidas e sociedade civil.
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A idéia e o slogan são excelentes. "Igual a você" confronta ao preconceituoso heterossexual que se enxerga e se sente diferente do indivíduo LGBT, que este também possui amigos, família, projetos, trabalho e planos, crenças, fé, esperança, amor e tristeza, alegria, opinião, lembranças, sonhos, desejos, responsabilidades e direitos, e que igual a todos, deseja também RESPEITO.
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Usa a linguagem primária, de fácil compreensão, dos direitos fundamentais da igualdade e dignidade da pessoa humana.
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Os vídeos são maravilhosos e serão veiculados nas redes de televisão. No total são dez:

Usuário de Drogas
Transexuais e Travestis
Refugiados
Profissionais do sexo
População Negra
Pessoas vivendo com HIV
Lésbicas
Gays
Estudantes
Crianças vivendo com HIV

Abaixo mostramos alguns vídeos extraídos do YOUTUBE, com foco nos GAYS, Transexuais e Travestis, Lésbicas.

Embora todos os vídeos sejam admiráveis, faço uma crítica: no vídeo profissionais do sexo somente foi utilizada a figura feminina (prostitutas e travestis), o garoto de programa foi simplesmente ignorado, como se não existisse, em aparente discriminação. Falha a ser corrigida.


















"Assinatura da campanha

O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico. É contra o estigma e o preconceito que as agências UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil), somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas."

fonte: http://onu-brasil.org.br/agencias_unaids_videos.php e fotos extraídas da internet do site da fotosearch

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Evangélicos ensinam súditos a burlar enquete do Senado sobre projeto que criminaliza homofobia

A matéria é do MIX BRASIL do site UOL, mas merece e deve ser reproduzida aqui. O título é perfeito: "SANTINHOS"

Os Evangélicos ensinam suditos a burlar enquete do Senado sobre projeto que criminaliza homofobia!!!

Isto porque, após constatação que estavam burlando a referida enquete, a Agência Senado a retirou do ar e voltou solicitando confirmação do voto com a transcriçao de códigos, isto para impedir que robos criados pelos evangélicos parassem de fraudar.

Mas não adiantou, como se constata na matéria do Mix Brasil abaixo, os SANTINHOS continuam tentanto fraudar a enquete.

Você que ainda NÃO votou na enquete, FAÇA ISTO AGORA!
Vá na página da Agência Senado - http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0 - e ao lado direito, um pouco abaixo, encontrará "enquete" e Vote SIM.

Segue abaixo, na íntegra, o inteiro têor da denúncia do site do Mix Brasil:


"11/12/2009
Por Redação
Um e-mail enviado por um grupo chamado de Internautas Cristãos ensina como seus fies devem fazer para brular a proteção e votar mais de uma vez na enquete do Senado que pergunta "Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?". É claro que o e-mail pede para que todos votem na opção "Não". Mas o e-mail vem com alguns erros.
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Começa assim: "Diga NÃO ao PLC 122/2006 novamente! O Senado ZEROU a enquete (que já tinha mais de meio milhão de votos) alegando que antes era possível aos usuários votar mais de uma vez. Mas isso é uma grande MENTIRA, pois CONTINUA SENDO POSSÍVEL VOTAR VÁRIAS VEZES, bastando para isso deletar os cookies do navegador após votar.
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"Vale lembrar que a enquete saiu do ar por conta de um hacker que colocou um robô para votar insesantamente na opção NÃO, como o MixBrasil apurou.
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O e-mail continua: "A verdade é que a liderança do NÃO incomodou os militantes pró-homossexualismo. E, aliás, se alguém burlou a enquete foram justamente eles, que surpreendentemente estavam conseguindo, em vários momentos, alcançar os votos dos cristãos. Algo muito improvável considerando a gigantesca mobilização cristã contra esse projeto maldito. Faça uma busca na internet e verá a grande quantidade de sites e blogs convocando os cidadãos a votarem NÃO".
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O e-mail termina de uma forma gentil, própria dos cristãos: "Portanto, vamos CONTINUAR dizendo NÃO a esta aberração!"
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A gente acha que você não deve votar e apagar seus cookies para votar novamente. Achamos que você deve votar com sua cosciência sobre esse projeto. Se ele for aprovado um dia, a homofobia será criminalizada e dificilmente alguém poderá te agredir ou xingar pelo fato de você ser gay, só isso. Em um momento da história recente, negors poderiam ser ofendidos sem que fossem punidos pela lei. Naquela época, quando o movimento negro passou a exigir seus direitos, eram exatamente as hostes fundamentalistas cristãs que iam contra a aprovação da lei anti-racismo. Eles não mudam. Mas a história já provou que esse tipo de reação conservadora costuma lutar, lutar em nome de fundamentos absolutamente ultrapassados e morrer na praia."
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O APAGÃO

Momento para refletir.

Com o vício do computador, televisão, telefone sem fio, celular (meu celular estava sem bateria), ar condicionado e microondas, um apagão - logo depois do desespero do repentino vazio - faz a gente pensar nas dependências que criamos...

Então finalmente nos reinventamos, acendi velas por toda casa; sem medo de ser obsceno para os vizinhos, tirei toda roupa e me joguei na piscina; depois descobri como se acendia o forno e jantei a luz de velas, conversando sem dividir a atenção com a tv.

Quando voltou a luz apaguei as velas, liguei a tv e o ar, troquei impressões ao telefone com os amigos próximos sobre o apagão e aqui estou no meu computador, aliviado pela volta ao cotidiano.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A política pela luta de poder, que ninguém vê, dentro do Tribunal Fluminense


E a perplexidade acerca da denúncia dos fatos ocorridos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro continua.


Mais uma vez, hoje no Jornal O Globo, o foco se volta para o TJERJ e os desembargadores que o integram.


O Corregedor do Tribunal, Des. Roberto Wider aproveitou o encontro de inúmeros desembagadores no Órgão Especial para se manifestar sobre as denúncias que recaem sobre ele, descortinando outra questão extremamente séria e perigosa para os jurisdicionados: A POLITICA INTERNA DOS MAGISTRADOS PARA ALCANÇAR O PODER.


Segundo aventou o Desembargador Roberto Wider existe a possibilidade de tais fatos terem sido denunciados por outro colega magistrado do mesmo tribunal que não deseja vê-lo concorrendo nas próximas eleições naquela sede.


Isto nos induz as seguintes conclusões, ATEMORIZANTES:


- que AS DECISÕES DOS MAGISTRADOS PODE NÃO ESTAREM ISENTAS DA POLITICA INTERNA, permeadas por questões pessoais e políticas;


- que para viabilizar essas conquistas são formadas alianças intramuros do tribunal, com juízes e desembargadores e, extramuros, quer seja com escritórios de influentes advogados, empresariado, políticos, religiões e até bicheiros.


Nem pretendo deixar que minha imaginação voe além destas suposições. Só vou me ater na fala do ilustre desembargador que revela que existem encontros externos em período de eleição e que concorrentes seriam capazes de tudo para conquistar o poder pretendido.


Até que preço se paga para alcançar essas metas de poder dentro do tribunal fluminense? Qual a isenção e imparcialidade de um julgador que pode se envolver, à título de um singelo brinde, diretamente com alguns renomados advogados, empresários, políticos e bicheiros?


O anseio ao poder, sem dúvida corrompe. E quem se acha no poder, em regra quer mais poder e nem sempre se intimida, pois seu ego é tão grande que realmente acredita que tudo que vem dela é inquestionável e incomparável, além de ter consciência que atrás de seu nome existe uma "quadrilha" sólida bem estruturada e totalmente dependente, um do outro.


E ainda surgem outras dúvidas: será que, em nome de tal política interna, desembargadores ou aqueles que estão na direção do Tribunal interferem ou tentam interferir na atuação dos juízes, a priori, hierarquicamente inferiores e adstritos à sua administração? E os juízes, apesar da autonomia, suportariam até quando tal pressão? E, por outro lado, esses juízes de primeira instância podem tentar conquistar algum desembargador, através de suas decisões, para obter alguma espécie de vantagem funcional?


Nada é novo, e seria até ingênuo achar que esse tráfico de influência não existe neste ou em qualquer outro tribunal. Mas até onde e a que preço? E mais importante, qual o controle que existe por parte da sociedade?


A promiscuidade pode ser maior e mais confusa. Não há limites e é extremamente difícil descobrir quem atua com ética ou não.


Algum tempo atrás sofri um grande susto quando surgiu um nefasto Parecer contrário ao PLC 122/2006 da UNIÃO DOS JURISTAS CATÓLICOS DO RIO DE JANEIRO (UJUCARJ) que é composto por inúmeros juízes e desembargadores do Rio de Janeiro.


Evidente que o juiz e o desembargador são pessoas com suas ideologias e religiões, independente da sua função, mas isso não justifica usarem seus "títulos" de magistrados para justificar uma posição fundada na religião, apesar da Constituição Federal estabelecer o Estado como Laico, por definição. Na relação de seus integrantes, constante do site da UJUCARJ, é manifesta não só a pessoa, mas a qualificação que tal associado exerce dentro do Tribunal.


O formal compromisso assumido pelos integrantes da UJUCARJ é pela defesa aos objetivos do Estatuto, entre os quais, "a defesa e promoção da concepção cristã da família; a difusão da doutrina e do ensinamento social da Igreja; principalmente no domínio jurídico e pesquisa dos meios de assegurar sua aplicação; a contribuição para a manutenção ou a reintrodução dos princípios cristãos na filosofia e na ciência do Direito, na atividade legislativa, judiciária e administrativa e no ensino e na pesquisa, assim como na vida pública e profissional"


E se tais juízes e desembargadores receberem um processo que se discuta direito ao reconhecimento da entidade familiar formadas por LGBTs se darão por suspeitos? Qual a garantia de um julgamento imparcial e justo para questão que envolva discussão de direitos de homossexuais, tidos como antinaturais pela igreja, vindo de um magistrado que é associado a tal UJUCARJ? Será decidido pela fé ou pelo direito? Ou será que utilizará sua experiência e inteligência jurídica como instrumento de defesa da sua fé, em respeito aos dogmas religiosos? Não aponto o dedo para ninguém especificamente, mas como distinguir um do outro? Qual a garantia de uma prestação jurisdicional justa, imparcial, baseado apenas nos princípios legais?


A ética é a questão tanto no primeiro caso como neste último aventado. Ela precisa ser revista pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e normas estabelecidas penalizando severamente e impedindo que asquerosas condutas de magistrados sejam maquiadas com aparência de legalidade e exercício de função.


Voltando ao jornal O Globo de hoje, lá os dois fatos reproduzidos nas "relações perigosas" do Tribunal de Justiça do Rio apenas confirmam nossos receios. Independente do Des. Roberto Wider ser culpado ou inocente daquilo que foi veiculado, suas ameaças - nada veladas - aos jornalistas que se atreveram a publicar aquela notícia, sugerem uma empáfia própria daqueles que nos lembram que não sabemos com quem estamos falando. E exatamente o mesmo ocorreu com o Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, ao ter arrogatemente, afirmado que voltaria a realizar, de qualquer forma, em conjunto com os bicheiros, o encontro dos juízes.
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Desconsideram esses Magistrados a brilhante fala do presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Henrique Manes, ao se referir ao Judiciário: "Não deve ser apenas honesto, tem que parecer honesto".
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Porque a sensação que pulsa é idêntica aquela dita pelo Ministro Ayres de Brito: — O magistrado que faz de sua caneta um pé-de-cabra, é o pior dos marginais.
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Por isso mesmo, pelo bem do Poder Judiciário, qualquer suspeita fundada que recaia sobre qualquer magistrado deveria ser acolhida com austeridade, afastando-o de imediato, até que a mesma seja devidamente superada, servindo como exemplo, não só para o órgão no qual atua, como toda a sociedade.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O balcão de negócios no tribunal carioca

Vivemos em busca de direitos. Direitos estes fundamentais em nossas vidas e que, na maioria das vezes, nos vemos obrigados a perseguir junto ao Poder Judiciário.

Uma notícia como a que foi publicada ontem no jornal O Globo envolvendo inúmeros desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tendo como personagem central o Desembargador Roberto Wider que é o CORREGEDOR do Tribunal do Rio de Janeiro, não só assusta. Desespera!


O Conselho Nacional de Justiça e a OAB deveriam intervir diretamente neste caso ABSURDO e se aprofundarem nas investigações.

Algumas perguntas merecem respostas.

Qual a isenção que o desembargador Roberto Wider possui ao julgar questão que envolve interesse de um amigo e comprar um casa na Barra da Tijuca, por um preço manifestamente irreal, depois dele próprio viabilizar, por uma decisão sua, tal venda?

Como poderia o Sr.Eduardo Rasckovsky, genro do Des. Lindebergh Montenegro, íntimo do Desembargador Corregedor Roberto Wider (foto acima) amigo Des. Humberto Manes e Marcus Faver (foto a esquerda), ex-sócio da esposa do Des. Carpena Amorim (foto a direita), nas negociatas com seus potenciais clientes antecipar sentenças e oferecer blindagem e cassação de adversários?

Qual explicação existe para Sr. Eduardo Rasckovsky, que nem advogado é, procurar pessoalmente um juiz que havia dado sentença contrária ao seu interesse e perguntá-lo se estava "seguro de sua decisão"?!

E como podem desembargadores terem ciência que o Sr. Eduardo Rasckovsky também tentou comprar outra Juíza, Dra. Maria Cunha, da 2a. Vara Empresarial, portanto dentro de seu ambiente de trabalho, e manterem estreita relação com tal pessoa?

Pior, mais grave e desesperador, quem investigará essa gravíssima denúncias, já que o Des. Roberto Wider e demais envolvidos são desembargadores e ex-desembargadores renomados e de grande influência no tribunal fluminense? Serão seus pares?


Fazendo uma busca rápida no Google, eis que constato que a notícia é no mínimo requentada, já que no blog do Luis Nassif essa tema já havia sido há muito tempo veiculado, e no blog "vi o mundo" de Luiz Carlos Azenha, inclusive, nos lembra que já havia sido noticiada a influência do Eduardo Raschkovsky e a perseguição da Juíza que o denunciou, nos jornais de grande circulação:

"Um ano depois, a juíza foi inocentada das acusações. A cobertura da “Folha” voltava às mãos sérias de Elvira Lobato.

Em 20 de janeiro de 2006, os repórteres Chico Otávio e Maria Fernanda Delmas, de “O Globo”, escreviam ampla reportagem sobre a influência de Eduardo Raschkovsky no TJ do Rio de Janeiro.

Em 4 de março de 2006, Elvira Lobato e Pedro Soares mostram as perseguições sofridas pela juiza."

Quando levamos a pecha que temos memória curta, não é à toa, realmente temos. Eu tenho pelo menos e me sinto envergonhado de constatar isto ao ler o blog do Luis Nassif e Luiz Carlos Azenha.

De lá para cá, a impunidade reinou e a notícia que hoje constatamos é que o Eduardo Rasckovsky apenas ficou mais intimo dos ilustres desembargadores, apesar dos escandâlos com seu nome ocorridos dentro da sede do Judiciário Fluminense, e que a Juíza que o denunciou sofreu inúmeros processos administrativos.

E agora, o que podemos esperar?

Dizem que para saber sobre o futuro basta olhar o passado. Espero que não.

A única esperança do povo brasileiro já tão sofrido com uma séria de escândalos no Poder Executivo e Legislativo, ainda é na Justiça. É inaceitável que os cariocas também venham perder a confiança nela.

Alguma coisa deve ser feita também pela moralidade é ética do Judiciário, especial no Rio.

E não se restringe ao caso agora em voga. Também não é cabível constatar desembargadores se aposentarem e imediatamente abrem escritório com clientes multimilionários, por conta de suas imperiosas e evidente influências no Judiciário Fluminense, assim como a escancarada situação de alguns escritórios que só possuem advogados parentes de juízes e desembargadores. Como podemos acreditar num Judiciário imparcial e justo diante destas sabidas informações?

Todos falam muito de supostos juízes comprados, acredito mais na versão retratada pela matéria do jornal, o tráfico de influência. Este é bem mais cruel, já que a sabotagem à justiça fica numa faixa nem sempre clara aos olhos de quem está do outro lado numa luta judicial.

Fotos extraídas do google

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ENQUETE NO SENADO: EU VOTO SIM!

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Na página da Agencia Senado Federal existe uma enquete para consultar a opinião da população acerca de um projeto de lei (PLC 122/2006) que pretende criminalizar o preconceito contra homossexuais.

Eu voto no SIM, sou a favor!

Neste momento, o resultado da enquete aponta para a posição de negativa a criação de crime contra o preconceito. A princípio, a maioria afirma ser a favor do preconceito contra os homossexuais!

Estranho? Sim, mas nem tanto.

Os evangélicos estão pedindo na rede que todos votem NÃO e difundindo na rede que pastores serão presos, escolas invadidas por gays, que pais não poderão mais manter a autoridade sobre os filhos e que conselhos em relação a sexualidade serão penalizadas e assim por diante.

É incrível como os evangélicos fundamentalistas conseguem MENTIR, ENGANAR E LUBRIDIAR seus seguidores. Pior, como é fácil enganá-los.

Não é à toa que a mistura de religião na política vem crescendo cada vez mais. Cidadãos crédulos naquela pessoa que diz pregar a palavra de Cristo, toma como verdadeiro tudo que é dito, não importa o que seja. Que perigo, que barbaridade!

A única verdade é que o projeto pretende criminalizar aqueles que DESRESPEITEM A DIGNIDADE de outra pessoa fundada no preconceito pela orientação sexual, tudo mais é balela.

A desonestidade destes evangélicos é tão gritante que os mesmos nem informam que o PLC 122/2006 foi substituído por outro texto, QUE RETIROU indevidamente (no meu entender) o preconceito pela orientação sexual, generalizando o crime de preconceito.

Eles vivem dizendo que não possuem preconceitos, que amam os pecadores, então porque tanto medo? A resposta é meio óbvia.

Você não tem medo da fixação de uma multa exorbitante se sabe que não descumprirá o pagamento na data combinada. Se tiver medo é porque sabe que pode não cumprir...

Ululante que nenhum homossexual pode desejar que as doutrinas de tais religiões sejam ALTERADAS e que, com o advento da lei, as mesmas alterem suas posições. Não há e nunca haverá crime algum a reprovação destes fundamentalistas em relação à orientação sexual dos homossexuais em púlpitos sagrados. Ao contrário deles, homossexuais não misturam religião com direito.

Defender posição religiosa é uma coisa e exorbitar com ofensas a dignidade da pessoa é outra bem diferente. O medo deles reside aí, pois é habitual eles ultrapassarem as suas lições bíblicas e perpetrarem ofensas públicas absurdas e pregarem perseguições.

Eles podem e reclamam que não devem ser discriminados e POSSUEM LEI PARA ISSO, mas não admitem que homossexuais deixem de ser. Que tipo de cristão será esse?!

Esses fundamentalistas perversos não querem só jogar a culpa “bíblica” nos homossexuais, mas também ajudar a bater, a pisar e a matá-los, contribuindo que doentes sociais aumentem seus preconceitos e continuem matando um homossexual a cada dois dias.

A cultura do preconceito e sua preservação devem ser abominadas da face da terra. Por isto, assim como eles, venho também pedir que votem A FAVOR do projeto de lei. Diga sim, como eu.
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Por isso, não deixe de acessar a página do Senado Federal e votar favoravelmente ao projeto de lei em questão: http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

*foto: bedebola.blogspot.com/2008/09/no-homofobia.html
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