O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A falta de credibilidade do Movimento LGBT e o Desaparecimento da Enquete na Agencia Senado

Vire e mexe a ABGLT e outras organizações LGBTs criam maior auê em torno de algum fato.
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Toni Reis, presidente da ABGLT, convocou a todos com a seguinte mensagem:

“O Senado criou uma enquete para testar a opinião pública sobre o PLC 122/2006 (que criminalizada a homofobia). A enquete ficará no ar durante todo o mês de novembro. Peça para amigos e colegas votarem a favor também!”



Algumas passam batidas e ninguém dá a menor bola. Outras, sabe-se lá porque razão nos pega e, como se estivéssemos torcendo pelo Brasil na Copa, vestimos a camisa e nos mobilizamos.


Óbvio que o interesse é de todos e isto bastaria por si só. Só que, nem sempre nosso interesse, perdão pela redundância, INTERESSA a ABGLT. Tanto que foram realizadas negociatas pela ABGLT com o PLC 122/2006 com o Poder Público que jamais fomos consultados. Diferente do que ocorreu com a enquete da Agencia Senado, pois desta vez a ABGLT veio a todos que não fazem parte do seu clã pedir participação.

Aconteceu de novo, a ABGLT acenou e nos mobilizamos, desta vez com a enquete da Agencia Senado que questionava a população se era favorável a criminalização da homofobia prevista no PLC 122/2006.


Foram e-mails para todos os amigos e conhecidos, temas em vários blogs, mobilização no Orkut, twitter, facebook, até porque os evangélicos fizeram o mesmo, com uma ferrenha campanha contra.


A enquete pegou fogo. Durante alguns dias ficou fora do ar. Em seguida voltou com o pedido de transcrição de números, com intuito de evitar que robôs burlassem a enquete. Os evangélicos descobriram outra forma de fraude, e passaram ensinar aos seus seguidores como burlar a segurança do site do senado para votar mais de uma vez.


Pois bem, a previsão de duração da enquete foi para todo o mês de novembro, e como todos sabem, o mês de novembro ainda não terminou. Hoje, teoricamente, seria o último dia da enquete.


Sendo uma daquelas pessoas que votou, tendo também enviado e-mails para todos os amigos fazendo propaganda da enquete, além de conclamar a todos do Orkut fazerem o mesmo e incentivar a votação no meu blog e em outros blogs bem mais acessados que o meu, fui lá no site da Agencia Senado dar uma verificada qual era a situação da votação no seu último dia.


SURPRESA!


A enquete não está mais lá!


Pensei, tudo bem, terminaram a enquete um pouco antes, afinal hoje é dia 30.


Como nova enquete já substitui a anterior, fui para uma nova etapa: Verificar os resultados das enquetes anteriores.


SURPRESA DE NOVO!


A enquete da PLC 122/2006 não faz parte das enquetes anteriores.


Existem resultados das enquetes anteriores, como do ensino religioso, do pré-sal, da Venezuela no MERCOSUL, da maioridade penal. HOMOFOBIA nada!


Estranhei.


Se aqui fiz campanha, me sinto na obrigação de dar uma satisfação. Evidente, vou atrás de informações com quem fez campanha comigo, a ABGLT. Busquei numa vasta lista de e-mails do Presidente da ABGLT alguma informação. Nada! Ok, pode não ter utilizado o mesmo caminho da campanha, procuro então descobrir se existe algum esclarecimento no site institucional da ABGLT, NADA!!!


Desisto.


Essa conduta nem chega a ser uma novidade. Já perdi a conta de quantas coisas foram denunciadas ou conclamadas pela ABGLT e depois simplesmente sumiram do mapa, como se jamais tivessem existido. A ABLGT é apenas mais uma ONG, entre tantas outras. A diferença está nos seus associados, os quais não podem ser pessoas normais assim como eu e você, tem que ser pessoa jurídica e, evidentemente, em seu mecanismo de poder com o setor público. Não tem compromisso com o indivíduo, apenas com suas ONGs associadas. Então tá. É bom lembrarmos disso quando for dela algum novo pedido a comunidade dos sem CNPJ.

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No Brasil os homossexuais ainda não conseguem se envolver de verdade com o Movimento dito Organizado e como vemos não é à toa. O movimento faz por onde não ter credibilidade.


Pode ser que a Agencia Senado tenha algum respeito com quem perdeu seu tempo votando e ainda faça qualquer esclarecimento, pois não dá para depender da ABGLT. Eu voltarei lá outras vezes e assim que souber de algo informo aqui.

domingo, 29 de novembro de 2009

Grito de desabafo direto do Púlpito da “Vida Inteligente Na Madrugada” para o Senado Federal

Serginho Groisman, de bermuda e camiseta branca, com estampa da mão da estátua do Cristo Redentor portando uma fita vermelha, símbolo de luta contra AIDS, resolveu comemorar o aniversário de 9 anos do programa Altas Horas no super, mega, hiper popular PISCINÃO DE RAMOS.


O programa era POVÃO, com mais de mais de 40 mil pessoas, de variadas comunidades locais, num calorão digno de verão, em plena primavera.


Altas Horas, vida inteligente na madrugada” possui um quadro realmente interessante, o Púlpito, no qual o microfone é aberto para a platéia, que comparece à tribuna para falar, ou protestar, sobre o que quiserem.


Nunca o púlpito refletiu tão bem a sua finalidade. Era o povo literalmente falando na telinha da Globo com clareza, literalidade e sem rodeios.


O povo de Ramos vinha abaixo a cada protesto, e não foi diferente quando surgiu um rapaz chamado Deri que chegou lá e de dedo em riste e em altos brados foi direto:




“O meu protesto é contra a homofobia, todo gay tem direito de se expressar. O meu protesto é contra os senadores que não aprovaram a PLC 122 de 2006, dando liberdade para os homossexuais de se expressarem. Todos nós temos direito de nos expressar, temos direito de amar, todo mundo é igual perante a lei. Brasil aprova a lei contra a homofobia!!!"



DERI falou como entendia ser o objeto do PLC 122/2006, um projeto de lei que visa ir contra a homofobia, no exercício do direito à cidadania, justificado em suas coerentes palavras, no direito de se expressar, no amor e no fato que "todo mundo é igual perante a lei".

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Vejo muitos militantes de movimento que parecem que estão lá mais preocupados em se projetar politicamente que realmente envolvidos com a causa que aparentemente defendem. Assisto também alguns militantes em listas de discussões arrotarem desaforos àqueles que não integram a uma ONG que possua CNPJ, desqualificando e desmerecendo qualquer um que não faça parte da sua trupe fechada de seis ou sete pessoas. Essas pessoas, ditos militantes organizados, discutem e decidem entre elas o que acha conveniente e desprezam todos demais.


Pois o DERI fez ali do púlpito, na telinha da Globo, perante mais de quarenta mil pessoas presentes, entrando ainda em todos os lares do Brasil que assistiam ao programa, infinitamente mais que abaixo assinados, blogs, listas de discussões, enquetes ou carta para senadores. Ele falou direto do povo e com o povo, e cobrou com clareza inquestionável, com dedo em riste, aos senadores.
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Tai um momento menorável e uma gravação digna a ser encaminha para o Congresso Nacional.





sábado, 28 de novembro de 2009

A polêmica do personagem gay do Maurício de Sousa

Vou tentar fazer jus ao anúncio do meu blog que diz que se propõe a falar sobre direitos humanos e outras “amenidades”. Mas amenidades e direitos fundamentais podem estar literalmente juntos.

É o caso da matéria publicada por Rodrigo Borges, jornalista e músico, em 17 de novembro de 2009, no site http://www.estadodecirco.net/o-personagem-gay-de-mauricio-de-sousa/ que fala da grande surpresa que Mauricio de Sousa deu aos seus leitores, na edição número 6 da revista da Tina, ao apresentar o primeiro personagem gay da grande leva de criações dos estúdios do cartunista. A notícia causou polêmica e o Mauricio de Sousa teve que dar inúmeras explicações no Twitter.

Rodrigo Borges foi perfeito na informação e em seus comentários.


Vou reproduzir aqui:

“Mauricio de Sousa tem 74 anos e há 50 começou a criar sua maior obra, a Turma da Mônica. Desenhista que ajudou na formação de gerações de brasileiros, ele está nas manchetes neste começo de semana não por uma coelhada da Mônica ou um latido do Bidu. Mauricio de Sousa tem agora entre seus “filhos de gibi” um personagem gay.

Caio saiu do armário na sexta edição da revista Tina. Amigo da personagem principal, a proximidade dos dois despertou o ciúme de Miguel, namorado da moça. Diante do mal-estar causado, Caio faz a revelação, de forma natural. Afirma que não há razão para preocupação e diz que é comprometido, para em seguida apontar para um outro rapaz, que acha graça. “Ô! Que gente doida”, diz o namorado.

Mauricio prefere não confirmar o que fica evidente na história “O Triângulo da Confusão”. Mas sofreu patrulha e críticas, que respondeu pelo Twitter. “A revista é dirigida a um público adulto jovem, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil”, afirmou. A assessora dos estúdios confirma que é a primeira vez que o assunto é tratado na obra do desenhista.

Caio é um personagem feliz, tranquilo quanto à sua sexualidade, algo que é quase ofensa em um Brasil que se diz liberal, mas esconde racismo, xenofobia, sexismo e homofobia debaixo do tapete. “Uma coisa vai se manter em nossas produções: o respeito pelo ser humano”, diz Mauricio. Feliz do país que tem um Mauricio de Sousa”

Só a polêmica que causou demonstra o quanto foi importante essa criação do Maurico de Sousa. Nada disto ocorreria se o personagem fosse negro, evangélico, mulher, velho, oriental, deficiente físico, macumbeiro ou árabe. O problema é que se trata de um personagem homossexual. MAS QUANTA DISCRIMINAÇÃO!

É exatamente pela falta de informação e de boa FORMAÇÃO dos preconceituosos de plantão esse simples personagem se torna tão importante para que se exclua a ignorância. E é justamente no segmento que forma crianças e adolescentes que falta esse noção básica de convivência de respeito e inclusão.

Maurício de Sousa, em sua expertise, não faz qualquer apologia, apenas lembra que homossexuais existem e merecem respeito.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Campanha no ar: “A Moda na Luta Contra o HIV"

Nosso querido e combativo Carlos Tufvesson lidera novamente a campanha "A Moda na Luta Contra o HIV".

Numa equitativa mistura de lesado e atribulado acabei confundindo a data do lançamento da campanha no Palácio das Laranjeiras, onde pretendia comparecer. Anotei na minha agenda dia 26 e hoje descubro que foi dia 24 deste mês.


É tão linda essa campanha que mereceria mais destaque na imprensa. Espero que isto ainda ocorra.


Quando se vê algo mesclado de bom gosto, boa luta e generosidade, evidente, Carlos Tufvesson está lá.


Na campanha atual foi idealizada uma BOLSA DO BEM, conhecida por ecobags (bolsa/sacola ecologicamente correta), unissex, contendo na estampa a alegre e descontraída figura da Radical Chic do Miguel Paiva. Como uma bondade leva a outra, a renda obtida pela venda dessas bolsas ecobags será integralmente revertida para a Sociedade Viva Cazuza, contribuindo assim que não se encerrem as atividades da Lucinha Araújo, a frente da Sociedade, que igualmente realiza um lindo e indispensável trabalho humanitário com crianças e adultos soropositivas. É o bem gerando o bem.


E como uma coisa boa leva a outra, todos ganham. Através dessa campanha também se reproduz o melhor remédio até hoje existente: a informação. A única forma de se evitar o contágio, seja por HIV ou outra doença sexualmente transmissível, é pelo uso do preservativo.


Para comprar é fácil. Está a venda nas 22 lojas do Quadrilatero de Ipanema. e o preço também é bem acessível, só R$50,00!

Quem quiser ajudar e festejar não só pode como deve estar presente a festa de encerramento que está prevista para o dia 30/11, segunda-feira, e ocorrerá no 00, na Gávea, onde só vai ter gente "do bem". Quer mais?


E tem, basta conferir o vídeo da entrevista dada pelo Carlos Tufvesson ao programa "Mais Voce", aliás, a produção colocou uma linda fita vermelha na árvore de entrada da casa para lembrar a campanha. Não consegui reproduzir aqui o vídeo mas basta clicar no link que vai direto lá:
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Está próximo o dia 1º de dezembro. Argentinos realizarão o primeiro casamento gay na América Latina no Dia Mundial contra a AIDS.


Alex Freyre, 39, diretor-executivo de Buenos Aires AIDS Foundation, e José Maria Di Bello, 41, executivo argentino da Cruz Vermelha, após receberem uma negativa ao pedido de licença para casamento, ingressaram com processo e obtiveram na Justiça o direito a celebração do matrimônio, tendo a juíza Gabriela Seijas dedidido favoravelmente ao pleito sob argumento que a proibição do casamento gay viola a Constituição da Argentina.

Como o Prefeito não recorreu e até estimula que outros façam o mesmo, está mantida a decisão judicial de primeira instância.

O casal não escolheu o Dia Mundial contra a AIDS aleatoriamente. Na verdade, eles são portadores do HIV e lutam não só por suas vidas, mas também pela dignidade que conduzem as mesmas. A mensagem que pretendem passar não poderia ser mais contundente: “de não discriminação e estimular aqueles com a doença para que reconheçam seus direitos como cidadãos"

Foi amplamente noticiado o fato e ambos terão como padrinho o vereador espanhol Pedro Zerolo, embaixador para a América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). Assessor do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que trabalha pela igualdade jurídica para homossexuais, bissexuais e transexuais de Espanha e Argentina.
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Buenos Aires, em 2002 se tornou a primeira cidade da América Latina a permitir uniões do mesmo sexo civil, e Cidade do México seguiu em 2007. O Uruguai legalizou a união civil de âmbito nacional. Espanha foi mais longe, legalizando o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2005.

Enquanto isto, no Brasil, contabilizamos – no cambio oficial - mais de 14 anos de decepção, frustração, desrespeito, injustiça e indignidade, se considerarmos o marco inicial aquele Projeto de Lei nº 1.151/95 da Martha Suplicy que jamais foi votado pelo Congresso Nacional. Desde lá, inúmeros outros projetos surgiram, e nenhuma LEI aprovada.

Aqui tudo é na contramão. Não conseguimos lei aprovada, mas conseguimos RETROCEDER conquistas e direitos que se tentava contemplar num PROJETO de Lei (PLC 122) que criminalizava a homofobia, antes aprovada pela Câmara de Deputados e que dependia somente da votação do Senado. Agora, depois de tentar agradar aos evangélicos, e ser reformado o projeto PARA PIOR, voltamos a depender da votação das duas casas, sem qualquer garantia de aprovação.

Casamento no Brasil? Nem pensar! Luta-se ainda por algo parecido (com alguns acréscimos) ao que foi proposto há 14 anos atrás pela Martha Suplicy, a fim que o Estado se digne reconhecer a UNIÃO ESTÁVEL entre pessoas do mesmo sexo, com direitos reduzidos em comparação aos casados.

Quem dera para os homossexuais que o Presidente da República fosse o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que quando era Senador tentou emplacar uma Emenda Constitucional para conferir o direito a união estável para os homossexuais e agora, na qualidade de Governador do Rio de Janeiro ajuizou ação de descumprimento de preceito constitucional junto ao Supremo Tribunal Federal para a mesma finalidade. Quem quer FAZ e não se cinge a discurso populista ou se limita a figurar nas fotos dos sabujos do movimento LGBT.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

No Brasil, 30 mil jovens são aprisionados em clinicas para serem “curados” da homossexualidade


Recebi uma correspondência com denúncia gravíssima.

Segundo informa o jornalista Márcio Lima, de Belo Horizonte, o Coordenador de Saúde do Sistema Penitenciário, Dr. Paulo César Sampaio (foto ao lado), pertencente aos quadros da Secretaria de Administração Penitenciária do Governo do Estado de São Paulo, lhe afirmou que existe no Brasil cerca de 30 mil jovens aprisionados em clínicas porque a família é homofóbica e deseja obter a cura da homossexualidade.

Trinta mil jovens presos em clínicas para serem “curados” da orientação sexual?

Não fosse essa fala do sério e respeitado Coordenador de Saúde do Sistema Penitenciário de São Paulo, sinceramente não acreditaria.

Na realidade, em pleno século XXI não podia imaginar que, fora aqueles que captados por evangélicos como Rozangela Justino e seus pares, ensandecidos pelas ditas regras religiosas para obterem a salvação celestial, ainda existisse alguém com sanidade mental estável que pudesse crer na prática de “cura” psiquiátrica para mudança da orientação sexual.

Portanto, devemos estar atentos porque além daqueles que são levados à crença da cura da homossexualidade PELA RELIGIÃO, também existem outros que são COMPELIDOS por seus familiares a se internarem numa clínica de recuperação PSIQUIATRICA para idêntica cura!

Nesta última a motivação não é, a priori, a crença religiosa, mas a crença que o homossexual sofre temporariamente de problemas mentais e emocionais.

Diante desta gravíssima denúncia, até inicialmente pouco crível, impõe-se uma varredura nestas clínicas de recuperação.

Exagero? Não! Basta ler a matéria na íntegra no jornal O TEMPO e ter assistido a reportagem produzida pelo SBT NOTICIAS de ontem à noite, confirmando que, de fato, tais clínicas são verdadeiras cortinas de fumaça que escondem HORRORES e situações tão absurdas que se mostrado numa novela não seriam consideradas críveis.

Tal fato veio à tona por conta de um trágico fato ocorrido com um jovem de Minas Gerais, Felipe, pessoa próxima ao jornalista Márcio Lima. Em 10 de setembro de 2009, ele foi surpreendido enquanto dormia, quando foi levado A FORÇA, por três homens, por ordem de sua mãe, e involuntariamente conduzido por ambulância até a Clínica de Recuperação para drogados - CLÍNICA VIVA -, em local, propositalmente, bem distante de sua residência, em Piedade, interior de São Paulo.

Os jornalistas Andréa Silva e Fernando Zuba do jornal O TEMPO, revelam na matéria “Drama familiar vira negócio rentável para clínicas” o que ocorreu com Felipe e em que situação ele se encontra na tal clínica:

“Na capital, a promotoria de Justiça de Defesa da Saúde apura a internação involuntária de um mineiro, de 21 anos, em uma clínica da cidade de Piedade, no interior de São Paulo. Por telefone, o rapaz - que não terá o nome revelado - nos contou o drama que vive desde que foi mandado para o local pelos pais, há dois meses. "Esse lugar interna pessoas que não têm condições de conviver em sociedade, e esse não é o meu caso. Preciso sair daqui se não vou enlouquecer". O rapaz acusa a mãe de interná-lo à força porque ele é homossexual. "Não faço e nunca fiz mal a ninguém. Beber e fumar maconha não faz de ninguém um criminoso que tem que ser privado do convívio dos amigos e familiares. Minha mãe não aceita minha opção sexual", explicou. O drama relatado pelo rapaz é impressionante. Ele conta que foi apanhado de surpresa em sua casa, em Belo Horizonte, sem qualquer exame prévio. "Três homens me cercaram e me aplicaram uma injeção. Quando acordei, já estava neste lugar". O jovem diz que foi vítima de maus-tratos e conta que, dos 60 dias de internação, já chegou a ficar 25 na chamada "solitária" como forma de castigo. Com a voz embargada, antes de terminar a ligação, ele revelou que no lugar há muita violência. "Temos que fazer o que eles querem, do contrário, os castigos são aplicados, sem piedade".A reportagem de O TEMPO também fez contato com a mãe do interno, que saiu de Belo Horizonte e está em São Paulo desde que contratou os serviços da clínica. Ela dá outra versão para a história. "Conheço o meu filho. Ele estava utilizando drogas pesadas e podia causar danos irreversíveis a sua saúde". Segundo ela, todas as medidas foram tomadas dentro da lei. "Jamais faria algo para prejudicar o meu próprio filho"..
A história não termina aí, os jornalistas confirmaram com a Coordenadora de Comissão de Direitos Humanos que o local para onde Felipe foi levado não aparenta ser uma clínica, mas um presídio:

“Coordenadora de Comissão Nacional de Direitos Humanos confirma que pacientes estão submetidos a cárcere privado Na última sexta-feira, a clínica localizada em Piedade, no interior de São Paulo, onde está o mineiro de 21 anos que alega ter sido internado por preconceito da mãe, foi alvo de uma fiscalização. De acordo com a coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, Ana Luiza Castro, o local apresenta fortes indícios de violação dos direitos humanos. "O que pudemos perceber é uma infinidade de grades, cercas elétricas e um número excessivo de seguranças. Fica evidente o uso abusivo da força. Essa clínica não tem características de uma casa de saúde, mas, sim, de um presídio que mantém as pessoas em cárcere privado", assinalou.


Sobre o mineiro entrevistado por nossa reportagem, Ana Luiza Castro informou que manteve um longo contato com o jovem e concluiu que o rapaz está internado indevidamente. "Trata-se de um jovem que está totalmente lúcido, consciente e saudável. Vamos acionar a Justiça imediatamente para que ele seja liberado", contou. Outros três laudos psicológicos, segundo ela, teriam confirmado as conclusões da coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos, mas o rapaz só poderá deixar a clínica após decisão da Justiça.


A diretora terapêutica da clínica em Piedade, a psicóloga Cláudia de Oliveira Soares, informou que todos os procedimentos realizados são padronizados e normatizados pelos órgãos competentes. "Sabemos que existe uma lei que permite a internação involuntária, desde que o Ministério Público Estadual (MPE) seja comunicado em até 72 horas. É o que fazemos", explicou. Ela ressaltou que o paciente mineiro foi internado a pedido da mãe, e o procedimento, comunicado ao MPE.”

Já segundo Felipe, o tipo de tratamento que recebe é denominado pela equipe como “terapia racional emotiva”. Baseia-se em palestras ministradas por psicólogos, onde o objetivo é conscientizar os pacientes sobre “a droga e a droga de nosso comportamento”, como ele mesmo diz. Tratamento este que teria custado o valor de R$15.000,00 com previsão de três meses de duração.

A partir da denúncia do Márcio Lima sobre o ocorrido com seu amigo Felipe, os jornalistas descobriram muito mais do que pudessem imaginar, que no Brasil há uma espécie de máfia de clinicas de recuperação, movidas exclusivamente para obtenção de lucros, maltratando pacientes e ganhando rios de dinheiro dos pais dos pacientes, razão de investigação pelo Ministério Público.

Não basta o Márcio Lima colocar a boca no trombone, o Ministério Publico e a Coordenadora de Comissão de Direitos Humanos investigarem a clínica e os fatos ocorridos com Felipe.

Felipe teve sorte de possuir um amigo esclarecido que soube aonde ir e realizar as denúncias devidas. Mas quantos Felipes podem existir por aí? Segundo o Chefe do Sistema Penitenciário do Governo de SP, Paulo César Sampaio, existem mais 30 mil em situação semelhante!!!


e fotos extraídas da internet

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Coletiva do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao lado do Presidente Lula e a expulsão do homossexual que portava uma bandeira gay



Um dos maiores malfeitores da atualidade dos direitos humanos foi convidado a vir ao Brasil.

Ele mata homossexuais.

Ele segrega mulheres.

Ele nega o holocausto.

Ele promete tirar Israel do mapa.

Lula, na contramão do mundo, toma cafezinho com o amigo e lhe carrega, literalmente, de mãos dadas, para a entrevista coletiva. Que cena!

Em entrevista exclusiva concedida a William Waack, Ahmadinejad não nega mais que o Holocausto tenha existido, apenas questiona que se ocorreu na Europa porque os palestinos que deveriam pagar por ele.

Diz também que não pretende utilizar o programa nuclear para fim bélico, apenas pacífico.

Quanto aos homossexuais, o Presidente do Irã não voltou atrás, RIU DELES e disse que são contra a natureza, um perigo para a humanidade. Segundo ele, é um caminho errado, é perverso e todas as profecias divinas condenam os homossexuais, criarão doenças físicas e sociais.

Me chamou atenção que todos os temas envolvendo grupos religiosos, judeus, holocausto e programa nuclear foram CUIDADOSAMENTE respondidas por Ahmadinejad, até com certo respeito, se assim pode ser considerado, MAS HOMOSSEXUALIDADE NÃO É MOTIVO DE RESPEITO, NÃO É RAZÃO PARA CUIDADO, E ELE NEM DISFARÇOU SEU VENENO CONHECIDO.

Repete-se aquilo que constatamos em alguns Grupos Evangélicos, deputados e senadores no Congresso Nacional, além de outros setores religiosos. NÃO HÁ NECESSIDADE DE RESPEITO, homossexuais, para eles, são desprezíveis, não possuem dignidade ou direitos. Fazem parte da escória humana.

Na coletiva de hoje, descaradamente, o conhecidíssimo presidente do Irã respondeu a uma pergunta acerca dos protestos dos homossexuais ocorridos em decorrência de sua visita ao Brasil. A resposta dele também foi evasiva, diferente daquela concedida a William Waack, mas não menos absurda. A resposta foi: "Nós achamos que as pessoas estão livres para expressar suas ideias. No Brasil existe essa liberdade, e no Irã também".

O que resta depois desta escancarada mentira pública? Nada além de cinismo.

E o que dizer do Presidente Lula, neste circo armado por ele mesmo, o qual ainda que confessadamente afirme que não leia jornais, mas sabidamente é informado de todos os fatos por seus diplomatas.

O mais “MACHO” daquela sala, um homossexual, levantou seu protesto silencioso, um cartaz, o qual foi ARRANCADO pelos seguranças do Presidente Iraniano, em seguida, o rapaz, não pensou duas vezes, LEVANTOU A BANDEIRA DO ARCO IRIS e segundo informações em sites, foi EXPULSO da sala pela NOSSA Polícia Federal.

TUDO ISTO NA FRENTE DO LULA, que garantiu ao repudiado Presidente do Irã estar num território que nos pertence e no momento exato que tal abominável homem, audaciosamente, falava que “AS AS PESSOAS ESTÃO LIVRES PARA EXPRESSAR SUAS IDEIAS. NO BRASIL EXISTE ESSA LIBERDADE, E NO IRÃ TAMBÉM".

Júlio Cardia, 25 anos, gay e relações públicas, Presidente do Grupo LGBT em Brasília, Estruturação, por ter conseguido, no momento da hipocrisia maior, erguer um cartaz e a bandeira do movimento gay na cara dos dois Presidentes, Lula e Ahmadinejad, nem que seja por alguns instantes, é para mim um heroi do movimento LGBT.

Se ao lado coloco a foto do Júlio Cardia, expulso pela Polícia Federal do local onde se dizia que todos estão livres para expressar suas ídéias, abaixo insiro o vídeo do convidado do Lula, o presidente do Irã, na entrevista concedida a Waakc.









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