O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Amanhã, ou nos casamos ou protestamos", afirma Alex Freyre.


Matéria de Amauri Arrais, que reproduzo do G1:


Após suspensão, 1º casal gay autorizado a casar na Argentina convoca protesto
Decisão de juíza suspendeu casamento previsto para esta terça (1°).

"Amanhã, ou nos casamos ou protestamos", afirma Alex Freyre.

Amauri Arrais
Do G1, em São Paulo


Após uma juíza civil ter suspendido nesta segunda-feira (30) o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina, que estava prevista para esta terça-feira (1º), o casal diz que irá recorrer e convocou, por e-mail, um protesto no Registro Civil, onde estava previsto o casamento.


“Temos uma sentença firme e irrevogável. O que conseguiram foi apenas adiar. Se necessário, iremos ao Conselho da Magistratura. Amanhã, às 14 horas, no Registro Civil, ou nos casamos ou protestamos”, disse, por e-mail ao G1, Alex Freyre.


Alex Freyre, de 39 anos, e José María Di Bello, de 41, conseguiram autorização da Justiça argentina para se casar (Foto: Reuters)
Mais cedo, por telefone, Freyre, 39, havia falado dos preparativos para a oficialização da união com José Maria di Bello, 41, naquele que seria o primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo na América Latina.


Ativistas ligados ao movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), eles haviam escolhido a data, Dia Mundial de Luta contra a Aids, porque ambos são soropositivos. “Quando a juíza falou que sim, decidimos que seria no dia 1º de dezembro para passar a mensagem que não somente os gays têm valor, mas que os soropositivos também podem buscar ser felizes, ter uma melhor qualidade de vida”, contou Freyre.



saiba mais

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A decisão anterior, da juíza de primeira instância Gabriela Seijas, declarava inconstitucionais dois artigos do Código Civil que estabelecem que para o matrimônio "é necessário o consentimento de duas pessoas de sexos distintos.



O texto ordenava ao Registro Civil que realizasse o casamento dos argentinos, abrindo um precedente que pode fazer do país católico o primeiro da América Latina a permitir o casamento de casais do mesmo sexo.


A decisão também reativou a discussão sobre um projeto de casamento homosexual que estava parado na Câmara dos Deputados argentina e gerou um movimento em todo o país de casais que tentam obter resoluções judiciais iguais. Segundo Freyre, equipes jurídicas da Federação LGBT vão orientar e dar apoio aos pedidos dos casais.

“Para nós, é muito importante sobretudo ter a possibilidade de divulgar que é possível. Não é aceitável para nós que nossas famílias sejam juridicamente discriminadas”, disse Freyre ao G1.


‘Gay friendly’

Apesar da “onda positiva” que poderia ser gerada pelo casamento, Freyre reconheceu que ainda há muito a avançar na América Latina, que considera uma região “machista” e “homofóbica”.


“O machismo é o pai de todo preconceito, inclusive a homofobia. E nossa região é muito machista. Quando falam que o Rio, Buenos Aires, São Paulo ou Bogotá são cidades gay friendly isso é mentira. Claro que há algumas áreas melhores, mas se você vai a um estádio de futebol com seu namorado e dá um beijo, você sabe que corre o risco de ser agredido, que vai ter uma experiencia ruim. Os crimes de ódio contra os homossexuais ainda são muito frequentes”, disse.

Enquete: O problema era do site da Agencia Senado

Hoje mais cedo mencionei a via crucis para verificar a situação da enquete sobre o PLC 122/2006 no site da Agência Senado e, após fazer TODAS as verificações, conclui que a enquete havia finalizado e a ABGLT (que havia chamado todos para votação) não se dignou a avisar seu término.

Como havia relatado, no site do Senado já constava nova enquete popular - se o cidadão aprova o novo site da agencia senado - e entre as enquetes anteriores não se cogitava a aludida enquete da homofobia.

Bem na moda Brasil, da mesma forma que a enquete homofobia sumiu e uma nova apareceu sobre o site, logo na parte da manhã tudo mudou, voltou ao ar a enquete da homofobia. Foi simples descobrir, recebi tantos e-mails lembrando sobre o último dia de votação que, evidente, fui lá no site da Agencia Senado verificar e lá estava a enquete no ar.

Mas a porcariada continua a mesma. Ao voltar mais uma vez no espaço da enquete me deparei com a seguinte mensagem: "Ocorreu um erro no servidor enquanto processava a URL. Por favor contate o administrador do sistema".

Essa tamanha bagunça e primariedade toda, não ocorreu no site do bloco peru molhado ou dos colegas da rua da esquina, O SITE é do SENADO FEDERAL BRASILEIRO!

Você consegue acreditar no resultado que der? EU NÃO!

Deus queira que os responsáveis técnicos de informática do site não sejam os mesmos da votação eletrônica dos Senadores.

A falta de credibilidade do Movimento LGBT e o Desaparecimento da Enquete na Agencia Senado

Vire e mexe a ABGLT e outras organizações LGBTs criam maior auê em torno de algum fato.
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Toni Reis, presidente da ABGLT, convocou a todos com a seguinte mensagem:

“O Senado criou uma enquete para testar a opinião pública sobre o PLC 122/2006 (que criminalizada a homofobia). A enquete ficará no ar durante todo o mês de novembro. Peça para amigos e colegas votarem a favor também!”



Algumas passam batidas e ninguém dá a menor bola. Outras, sabe-se lá porque razão nos pega e, como se estivéssemos torcendo pelo Brasil na Copa, vestimos a camisa e nos mobilizamos.


Óbvio que o interesse é de todos e isto bastaria por si só. Só que, nem sempre nosso interesse, perdão pela redundância, INTERESSA a ABGLT. Tanto que foram realizadas negociatas pela ABGLT com o PLC 122/2006 com o Poder Público que jamais fomos consultados. Diferente do que ocorreu com a enquete da Agencia Senado, pois desta vez a ABGLT veio a todos que não fazem parte do seu clã pedir participação.

Aconteceu de novo, a ABGLT acenou e nos mobilizamos, desta vez com a enquete da Agencia Senado que questionava a população se era favorável a criminalização da homofobia prevista no PLC 122/2006.


Foram e-mails para todos os amigos e conhecidos, temas em vários blogs, mobilização no Orkut, twitter, facebook, até porque os evangélicos fizeram o mesmo, com uma ferrenha campanha contra.


A enquete pegou fogo. Durante alguns dias ficou fora do ar. Em seguida voltou com o pedido de transcrição de números, com intuito de evitar que robôs burlassem a enquete. Os evangélicos descobriram outra forma de fraude, e passaram ensinar aos seus seguidores como burlar a segurança do site do senado para votar mais de uma vez.


Pois bem, a previsão de duração da enquete foi para todo o mês de novembro, e como todos sabem, o mês de novembro ainda não terminou. Hoje, teoricamente, seria o último dia da enquete.


Sendo uma daquelas pessoas que votou, tendo também enviado e-mails para todos os amigos fazendo propaganda da enquete, além de conclamar a todos do Orkut fazerem o mesmo e incentivar a votação no meu blog e em outros blogs bem mais acessados que o meu, fui lá no site da Agencia Senado dar uma verificada qual era a situação da votação no seu último dia.


SURPRESA!


A enquete não está mais lá!


Pensei, tudo bem, terminaram a enquete um pouco antes, afinal hoje é dia 30.


Como nova enquete já substitui a anterior, fui para uma nova etapa: Verificar os resultados das enquetes anteriores.


SURPRESA DE NOVO!


A enquete da PLC 122/2006 não faz parte das enquetes anteriores.


Existem resultados das enquetes anteriores, como do ensino religioso, do pré-sal, da Venezuela no MERCOSUL, da maioridade penal. HOMOFOBIA nada!


Estranhei.


Se aqui fiz campanha, me sinto na obrigação de dar uma satisfação. Evidente, vou atrás de informações com quem fez campanha comigo, a ABGLT. Busquei numa vasta lista de e-mails do Presidente da ABGLT alguma informação. Nada! Ok, pode não ter utilizado o mesmo caminho da campanha, procuro então descobrir se existe algum esclarecimento no site institucional da ABGLT, NADA!!!


Desisto.


Essa conduta nem chega a ser uma novidade. Já perdi a conta de quantas coisas foram denunciadas ou conclamadas pela ABGLT e depois simplesmente sumiram do mapa, como se jamais tivessem existido. A ABLGT é apenas mais uma ONG, entre tantas outras. A diferença está nos seus associados, os quais não podem ser pessoas normais assim como eu e você, tem que ser pessoa jurídica e, evidentemente, em seu mecanismo de poder com o setor público. Não tem compromisso com o indivíduo, apenas com suas ONGs associadas. Então tá. É bom lembrarmos disso quando for dela algum novo pedido a comunidade dos sem CNPJ.

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No Brasil os homossexuais ainda não conseguem se envolver de verdade com o Movimento dito Organizado e como vemos não é à toa. O movimento faz por onde não ter credibilidade.


Pode ser que a Agencia Senado tenha algum respeito com quem perdeu seu tempo votando e ainda faça qualquer esclarecimento, pois não dá para depender da ABGLT. Eu voltarei lá outras vezes e assim que souber de algo informo aqui.

domingo, 29 de novembro de 2009

Grito de desabafo direto do Púlpito da “Vida Inteligente Na Madrugada” para o Senado Federal

Serginho Groisman, de bermuda e camiseta branca, com estampa da mão da estátua do Cristo Redentor portando uma fita vermelha, símbolo de luta contra AIDS, resolveu comemorar o aniversário de 9 anos do programa Altas Horas no super, mega, hiper popular PISCINÃO DE RAMOS.


O programa era POVÃO, com mais de mais de 40 mil pessoas, de variadas comunidades locais, num calorão digno de verão, em plena primavera.


Altas Horas, vida inteligente na madrugada” possui um quadro realmente interessante, o Púlpito, no qual o microfone é aberto para a platéia, que comparece à tribuna para falar, ou protestar, sobre o que quiserem.


Nunca o púlpito refletiu tão bem a sua finalidade. Era o povo literalmente falando na telinha da Globo com clareza, literalidade e sem rodeios.


O povo de Ramos vinha abaixo a cada protesto, e não foi diferente quando surgiu um rapaz chamado Deri que chegou lá e de dedo em riste e em altos brados foi direto:




“O meu protesto é contra a homofobia, todo gay tem direito de se expressar. O meu protesto é contra os senadores que não aprovaram a PLC 122 de 2006, dando liberdade para os homossexuais de se expressarem. Todos nós temos direito de nos expressar, temos direito de amar, todo mundo é igual perante a lei. Brasil aprova a lei contra a homofobia!!!"



DERI falou como entendia ser o objeto do PLC 122/2006, um projeto de lei que visa ir contra a homofobia, no exercício do direito à cidadania, justificado em suas coerentes palavras, no direito de se expressar, no amor e no fato que "todo mundo é igual perante a lei".

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Vejo muitos militantes de movimento que parecem que estão lá mais preocupados em se projetar politicamente que realmente envolvidos com a causa que aparentemente defendem. Assisto também alguns militantes em listas de discussões arrotarem desaforos àqueles que não integram a uma ONG que possua CNPJ, desqualificando e desmerecendo qualquer um que não faça parte da sua trupe fechada de seis ou sete pessoas. Essas pessoas, ditos militantes organizados, discutem e decidem entre elas o que acha conveniente e desprezam todos demais.


Pois o DERI fez ali do púlpito, na telinha da Globo, perante mais de quarenta mil pessoas presentes, entrando ainda em todos os lares do Brasil que assistiam ao programa, infinitamente mais que abaixo assinados, blogs, listas de discussões, enquetes ou carta para senadores. Ele falou direto do povo e com o povo, e cobrou com clareza inquestionável, com dedo em riste, aos senadores.
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Tai um momento menorável e uma gravação digna a ser encaminha para o Congresso Nacional.





sábado, 28 de novembro de 2009

A polêmica do personagem gay do Maurício de Sousa

Vou tentar fazer jus ao anúncio do meu blog que diz que se propõe a falar sobre direitos humanos e outras “amenidades”. Mas amenidades e direitos fundamentais podem estar literalmente juntos.

É o caso da matéria publicada por Rodrigo Borges, jornalista e músico, em 17 de novembro de 2009, no site http://www.estadodecirco.net/o-personagem-gay-de-mauricio-de-sousa/ que fala da grande surpresa que Mauricio de Sousa deu aos seus leitores, na edição número 6 da revista da Tina, ao apresentar o primeiro personagem gay da grande leva de criações dos estúdios do cartunista. A notícia causou polêmica e o Mauricio de Sousa teve que dar inúmeras explicações no Twitter.

Rodrigo Borges foi perfeito na informação e em seus comentários.


Vou reproduzir aqui:

“Mauricio de Sousa tem 74 anos e há 50 começou a criar sua maior obra, a Turma da Mônica. Desenhista que ajudou na formação de gerações de brasileiros, ele está nas manchetes neste começo de semana não por uma coelhada da Mônica ou um latido do Bidu. Mauricio de Sousa tem agora entre seus “filhos de gibi” um personagem gay.

Caio saiu do armário na sexta edição da revista Tina. Amigo da personagem principal, a proximidade dos dois despertou o ciúme de Miguel, namorado da moça. Diante do mal-estar causado, Caio faz a revelação, de forma natural. Afirma que não há razão para preocupação e diz que é comprometido, para em seguida apontar para um outro rapaz, que acha graça. “Ô! Que gente doida”, diz o namorado.

Mauricio prefere não confirmar o que fica evidente na história “O Triângulo da Confusão”. Mas sofreu patrulha e críticas, que respondeu pelo Twitter. “A revista é dirigida a um público adulto jovem, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil”, afirmou. A assessora dos estúdios confirma que é a primeira vez que o assunto é tratado na obra do desenhista.

Caio é um personagem feliz, tranquilo quanto à sua sexualidade, algo que é quase ofensa em um Brasil que se diz liberal, mas esconde racismo, xenofobia, sexismo e homofobia debaixo do tapete. “Uma coisa vai se manter em nossas produções: o respeito pelo ser humano”, diz Mauricio. Feliz do país que tem um Mauricio de Sousa”

Só a polêmica que causou demonstra o quanto foi importante essa criação do Maurico de Sousa. Nada disto ocorreria se o personagem fosse negro, evangélico, mulher, velho, oriental, deficiente físico, macumbeiro ou árabe. O problema é que se trata de um personagem homossexual. MAS QUANTA DISCRIMINAÇÃO!

É exatamente pela falta de informação e de boa FORMAÇÃO dos preconceituosos de plantão esse simples personagem se torna tão importante para que se exclua a ignorância. E é justamente no segmento que forma crianças e adolescentes que falta esse noção básica de convivência de respeito e inclusão.

Maurício de Sousa, em sua expertise, não faz qualquer apologia, apenas lembra que homossexuais existem e merecem respeito.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Campanha no ar: “A Moda na Luta Contra o HIV"

Nosso querido e combativo Carlos Tufvesson lidera novamente a campanha "A Moda na Luta Contra o HIV".

Numa equitativa mistura de lesado e atribulado acabei confundindo a data do lançamento da campanha no Palácio das Laranjeiras, onde pretendia comparecer. Anotei na minha agenda dia 26 e hoje descubro que foi dia 24 deste mês.


É tão linda essa campanha que mereceria mais destaque na imprensa. Espero que isto ainda ocorra.


Quando se vê algo mesclado de bom gosto, boa luta e generosidade, evidente, Carlos Tufvesson está lá.


Na campanha atual foi idealizada uma BOLSA DO BEM, conhecida por ecobags (bolsa/sacola ecologicamente correta), unissex, contendo na estampa a alegre e descontraída figura da Radical Chic do Miguel Paiva. Como uma bondade leva a outra, a renda obtida pela venda dessas bolsas ecobags será integralmente revertida para a Sociedade Viva Cazuza, contribuindo assim que não se encerrem as atividades da Lucinha Araújo, a frente da Sociedade, que igualmente realiza um lindo e indispensável trabalho humanitário com crianças e adultos soropositivas. É o bem gerando o bem.


E como uma coisa boa leva a outra, todos ganham. Através dessa campanha também se reproduz o melhor remédio até hoje existente: a informação. A única forma de se evitar o contágio, seja por HIV ou outra doença sexualmente transmissível, é pelo uso do preservativo.


Para comprar é fácil. Está a venda nas 22 lojas do Quadrilatero de Ipanema. e o preço também é bem acessível, só R$50,00!

Quem quiser ajudar e festejar não só pode como deve estar presente a festa de encerramento que está prevista para o dia 30/11, segunda-feira, e ocorrerá no 00, na Gávea, onde só vai ter gente "do bem". Quer mais?


E tem, basta conferir o vídeo da entrevista dada pelo Carlos Tufvesson ao programa "Mais Voce", aliás, a produção colocou uma linda fita vermelha na árvore de entrada da casa para lembrar a campanha. Não consegui reproduzir aqui o vídeo mas basta clicar no link que vai direto lá:
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Está próximo o dia 1º de dezembro. Argentinos realizarão o primeiro casamento gay na América Latina no Dia Mundial contra a AIDS.


Alex Freyre, 39, diretor-executivo de Buenos Aires AIDS Foundation, e José Maria Di Bello, 41, executivo argentino da Cruz Vermelha, após receberem uma negativa ao pedido de licença para casamento, ingressaram com processo e obtiveram na Justiça o direito a celebração do matrimônio, tendo a juíza Gabriela Seijas dedidido favoravelmente ao pleito sob argumento que a proibição do casamento gay viola a Constituição da Argentina.

Como o Prefeito não recorreu e até estimula que outros façam o mesmo, está mantida a decisão judicial de primeira instância.

O casal não escolheu o Dia Mundial contra a AIDS aleatoriamente. Na verdade, eles são portadores do HIV e lutam não só por suas vidas, mas também pela dignidade que conduzem as mesmas. A mensagem que pretendem passar não poderia ser mais contundente: “de não discriminação e estimular aqueles com a doença para que reconheçam seus direitos como cidadãos"

Foi amplamente noticiado o fato e ambos terão como padrinho o vereador espanhol Pedro Zerolo, embaixador para a América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). Assessor do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que trabalha pela igualdade jurídica para homossexuais, bissexuais e transexuais de Espanha e Argentina.
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Buenos Aires, em 2002 se tornou a primeira cidade da América Latina a permitir uniões do mesmo sexo civil, e Cidade do México seguiu em 2007. O Uruguai legalizou a união civil de âmbito nacional. Espanha foi mais longe, legalizando o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2005.

Enquanto isto, no Brasil, contabilizamos – no cambio oficial - mais de 14 anos de decepção, frustração, desrespeito, injustiça e indignidade, se considerarmos o marco inicial aquele Projeto de Lei nº 1.151/95 da Martha Suplicy que jamais foi votado pelo Congresso Nacional. Desde lá, inúmeros outros projetos surgiram, e nenhuma LEI aprovada.

Aqui tudo é na contramão. Não conseguimos lei aprovada, mas conseguimos RETROCEDER conquistas e direitos que se tentava contemplar num PROJETO de Lei (PLC 122) que criminalizava a homofobia, antes aprovada pela Câmara de Deputados e que dependia somente da votação do Senado. Agora, depois de tentar agradar aos evangélicos, e ser reformado o projeto PARA PIOR, voltamos a depender da votação das duas casas, sem qualquer garantia de aprovação.

Casamento no Brasil? Nem pensar! Luta-se ainda por algo parecido (com alguns acréscimos) ao que foi proposto há 14 anos atrás pela Martha Suplicy, a fim que o Estado se digne reconhecer a UNIÃO ESTÁVEL entre pessoas do mesmo sexo, com direitos reduzidos em comparação aos casados.

Quem dera para os homossexuais que o Presidente da República fosse o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que quando era Senador tentou emplacar uma Emenda Constitucional para conferir o direito a união estável para os homossexuais e agora, na qualidade de Governador do Rio de Janeiro ajuizou ação de descumprimento de preceito constitucional junto ao Supremo Tribunal Federal para a mesma finalidade. Quem quer FAZ e não se cinge a discurso populista ou se limita a figurar nas fotos dos sabujos do movimento LGBT.
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