O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


domingo, 31 de janeiro de 2010

LIA DO BBB10 DISSE SER TRANSEXUAL !!!


Recentemente postei neste blog que na coluna da Anna Maria Ramalho do Jornal do Brasil saiu a notícia:


"Ui, titia!
O grupo dos Coloridos do Big Brother Brasil 10 ganhará novo
integrante em breve. Nenhum novo participante do jogo. Apenas um dos integrantes
revelará ser homossexual até o meio da temporada do reality show. Já está tudo
combinado. Quem é? Tã-tã-tã-tã-tã!"
A notícia não surpreendeu. Até sugeri apostas para descobrir quais dos brothers seria o novo homossexual surpresa do BBB10 ?

Hoje recebi uma ligação da minha mãe, assídua telespectadora do BBB e não deixa de ver o PPV, que me disse não se tratar de um(a) homossexual, mas na realidade, uma transexual.

E a transexual do BBB 10 é a LIA, a qual na tarde de hoje, conversando com o Serginho e Angélica, teria confessado que fez uma operação para retirada do penis e o pomo-de-adão (gogó), assim como teria feito tratamento para voz, a qual, segundo ela, nunca chegou a ser grossa.
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Serginho teria ainda indagado como que funcionava o prazer e ela teria respondido "normal", além de afirmar que também seria uma novidade para o seu namorado que deixou fora da casa.

Essa décima edição do Big Brother Brasil realmente veio absolutamente para inovar a televisão brasileira, pois trouxe num dos programas de maior audiência nacional a possibilidade dos telespectadores conhecerem o dia a dia de uma lésbica, um gay, uma drag e agora, descobrimos também, uma transexual.

Estou agradavelmente surpreso!
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Imaginei que fosse passar algo a noite e nada foi declarado. Hummmm, até quis confirmar com a minha fonte (mãe) e perguntei se ela não viajou, mas ela me garantiu que testemunhou a conversa como ainda relatou que tinha testemunhas, suas irmãs também assistiram. Será?

Mas nem todas as surpresas são boas.

Nessa noite fiquei com interesse em assistir o BBB10 e eis que escuto uma pérola do Elieser, numa manifestação extremamente preconceituosa, falando com todo o seu grupo do puxadinho, e se dirigindo especificamente a Tessália, para quem faz gestos com os dedos em direção aos olhos:

"Cuidado com Serginho. Esse pessoal (homossexuais), não é preconceito, eles conseguem ser duas pessoas mais fácil que a gente."


Eliéser faz a fofoca com detalhes, avisando a Tessália que viu o Serginho dizer para Lia que era para ir fundo e votar na amiga. Eliéser já havia votado na Angélica e também já tinha demonstrado na primeira semana um ar crítico direcionado aos coloridos, que aparentemente havia se dissipado em razão de seu namoro com a Cacau e a amizade desta com o referido grupo.

Afirmar que os homossexuais são "duas pessoas", no sentido de duas caras, é de um preconceito bestial e desrespeitoso. Ele poderia até entender que determinada pessoa, hetero ou homo, fosse "duas caras", mas dizer que todos os homossexuais teriam esse perfil foi astear a bandeira do preconceito. Incrível constatar esta faceta do sujeito, que aparentemente demonstra uma suposta amizade com Serginho e Dicesar.
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Nos faz também pensar quantos Eliézer existem a nossa volta, fingindo um tratamento igualitário e uma simpatia, momentaneamente, apenas para parecer politicamente correto, quando na realidade nos consideram de caráter duvidoso, motivado apenas pela orientação sexual.
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Aliás, quem é mesmo "duas pessoas", ou duas caras???
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PS: Acréscimos da notícia, com os devidos esclarecimentos, AQUI

Notícias sobre o caso Ulisses, acusado de pedofilia

Em respeito aos leitores que acompanham este blog, como havia prometido dar mais informações sobre o caso, me sinto no dever de informar que até então não obtive novas notícias da prisão ocorrida com Ulisses Leite Novais Basílio, apontado como pedófilo, supostamente autor do crime de estupro vulnerável, onde a dita vítima seria um menor de 14 anos.

Fui avisado apenas do local onde o mesmo foi recolhido à prisão, e só.

No mais, o que já aqui foi exposto: o inquérito policial se deu pela Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA), sob comando do delegado titular, Marcos Cipriano, tendo a ordem de prisão e determinação de busca e apreensão sido firmados pelo Juízo da 23ª. Vara Criminal do Rio de Janeiro.

O fato de não encontrar mais notícias nos jornais e sites é, por um lado, bom. Quem advoga sabe que a mídia, no seu dever de informação, pode se desvirtuar e exercer uma grande tirania. E a pressão da opinião pública, por desconhecer a literalidade das provas contidas nos autos e não entender da técnica jurídica, eventualmente, pode prejudicar bastante, inviabilizando que a decisão judicial ocorra de forma realmente justa e imparcial.

Juízes são seres humanos, e como tais, sobre eles recaem também o peso da árdua tarefa a ser cumprida e por tal razão preferem se manifestar, sem interferências, onde devem, ou seja, no processo. Mas há juízes e juízes. Alguns se deixam vencer pela vaidade e aproveitam casos de repercussão para se fazer lembrar dentro do tribunal, onde a política interna corre solta. Não parece ser este o caso neste evento, pelo contrário, não há qualquer notícia sobre o ocorrido desde então.

Não desisti da busca por informações, aliás, acho de suma importância.

Independente das desconfianças manifestadas em anteriores postagens estarem corretas, existem muitos outros Ulisses e adolescentes por aí que necessitam diferenciar o que é legal ou ilegal; crime ou homofobia; certo ou errado. O caso em debate pode até não ser ilegal, tratar-se de homofobia, mas nem por isso certo. Assim como podemos constatar que realmente houve um crime, portanto ilegal, mas que dependendo da situação fática, em tempos atuais, nos pareça ser injusta a sua criminalização. Para um debate reflexivo, somente mediante conhecimento dos fatos que possam ser confiáveis, aliado aos esclarecimentos dos aspectos legais que envolvem o eventual crime.
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Na hipótese de algum leitor possuir qualquer novidade que desconhecemos, favor dividir conosco.

sábado, 30 de janeiro de 2010

CASAMENTOS ABERTOS DE HOMOSSEXUAIS, PADRÃO OU NÃO?

Saiu ontem no jornal "The New York Times" * a divulgação de um estudo realizado na Universidade de São Francisco sobre o casamento de homossexuais.

Segundo apurado em tal estudo, que acompanhou 556 casais por três anos, cerca de 50 por cento dos inquiridos Têm relações sexuais fora dos seus relacionamentos, com o conhecimento e a aprovação de seus parceiros.

A honestidade é o ponto nuclear da relação, diferenciando-se do "ortodoxo" casamento heterossexual, onde a relação envolvendo terceira pessoa configura-se em traição e mentiras.

Curioso é constatar as ponderações dos estudiosos sobre o tema, pois segundo eles, essa seria uma Nova tendência de transformação para Instituição do casamento, praticamente falida. É que, com base em outro estudo realizado no ano de 1985 restou confirmado que o casamento homossexual dura mais tempo e é mais feliz.

A reportagem esclarece ainda que isto não é uma novidade para os homossexuais, no entanto, as pessoas entrevistadas que não deixaram seus nomes completos fossem exposto, tanto pela privacidade quanto pelo receio que este fato fosse utilizado contra a luta realizam que para conquistar o direito ao casamento.

Não há nenhum demérito no artigo jornalístico e menos ainda no estudo realizado, apesar de sabermos que o temor dos homossexuais americanos procede, uma vez que isto certamente será utilizado de forma distorcida por aqueles que são contrários ao direito ao casamento pelos homossexuais.

A questão aqui que se convida é, qual a necessidade de se expor as regras do casal, seja ele heterossexual ou homossexual? Seria estabeçecer nova padronização ou realmente se trata de mero estudo das relações existentes, com cunho científico?

Quem me conhece sabe que sou absolutamente contrário a padronizações quando a questão envolve relacionamentos, sejam eles homossexuais ou héteros.

A razão é meio óbvia.

No imaginário existe uma Padronização já pré-estabelecida do casamento. Papai e mamãe, namoram, mamãe casa de véu e grinalda, Mamãe grávida, surge um lar, filhos, provedor Papai, Mamãe Protetora da cria, felizes para sempre. Enfim, cada qual num papel singular, com roteiro (muito maior que o descrito) já delineado e ver que todos esperam fidedignamente cumprido.

Só se esqueceram que Papai que se chama Daniel é único, pensa de forma única e não existe nenhum outro ser na terra igual a ele, assim como a mamãe se chama Marly, pensa, sente e realiza Baseado naquilo que é, e como não poderia ser diferente, Identicamente única. Portanto, essas duas pessoas únicas e Inigualáveis Irão se unir e formar .... O quê? Um casamento único! Apesar de ser aparentemente igual a qualquer outro casamento, na realidade é diferente, pois foi formado por dois indivíduos que não existem iguais e, por conseguinte, criarão suas prórpias regras, como Quais obedecerão ou não.

Logo, mamãe e papai adotarão (únicos que são) as regras deles, para o casamento que foi formado por eles ... Se a regra for diversa daquela que se espera e papai cuida do lar e mamãe trabalha, problema do casal. Da mesma forma se o estabelecido é que mamãe com ele e transa com mulheres também, ou ainda se dormem na mesma cama, em casas separadas ou quartos, deles são as regras e a ninguém compete julgar.

O que digo é que o tal casamento padrão, "papai e mamãe", é meramente aparente, pois atrás de cada casamento, cada "papai e mamãe" terão suas regras próprias. E com os homossexuais isto não é diferente. Talvez apenas estejam mais habituados a lidar com situações fora dos padrões.

Dito isto, volto a indagar: qual é a pretensão do estudo? Pois se a intenção de criar novos Padrões comportamentais imagino que seja um grande equívoco, uma vez que o que se constata é apenas o aparente e não aquilo que realmente seja o reflexo das regras dos casais.

O que acho do resultado do estudo? Não acho nada!

Não me compete julgar o casal vizinho. Cada casal estabelece como regra o que lhe convier para ser feliz. Sei o que penso da fidelidade, da mentira, da monogamia, da traição, da relação aberta, do sexo, do carnaval e do natal, mas isto somente interessará, no meu casamento, ao meu companheiro.

Portanto, tenho críticas a este tipo de marketing de "padrões" públicos, quando se refere as uniões. Eles apenas acabam sendo fonte de pressão para que sejam atendidas as expectativas alheias.

* Matéria do jornal NYT no site:
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PS: Peço perdão aos leitores, mas ao editar o padrão do blog, mexi onde não devia e este texto ficou prejudicado na formatação, alterando letras, ordem das palavras e etc.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Rótulo: Homossexual


O orgulho gay advém da necessidade da afirmação que gays existem, no enfrentamento a negativa da sociedade de reconhecer seus direitos, como cidadãos.

Numa sociedade culturalmente cristã e machista, homossexuais sofrem toda sorte de perseguição e humilhações. Com algumas exceções, são tratados como indivíduos de quinta categoria. Sob este enfoque, mais uma vez, torna-se imprescindível que homossexuais se amparem em modelos homossexuais consagrados e vitoriosos que viabilizem trabalhar positivamente uma auto-estima tão destruída.

Não é à toa que, vira e mexe, alguma celebridade, idolatrada por muitos, com fama e reputação, é retirada a fórcipes do armário. Não concordo, considero uma agressão à sua intimidade, mas acredito perceber as razões que a levam ocorrer.

Quando se faz uma Parada Gay, não se está apenas se reivindicando direitos legais. Os LGBTs estão se expondo, pleiteando o reconhecimento de sua existência, com a principal finalidade de obter o devido respeito (no amplo sentido) que merecem.

Todo o Movimento LGBT, assim como a maioria LGBT, diz lutar pelos princípios basilares constante da constituição federal brasileira, ou seja, o direito a igualdade e à dignidade da pessoa humana.

Se é imprescindível o orgulho gay, por outro lado, ele apenas confirma um padrão do desigual. Dizer-se gay é manifestar uma distância e diferença de quem não o é, pior, qualificando o indivíduo restritivamente pela sua sexualidade.

É estranho, pois quando se conhece uma pessoa dentro dos padrões esperados, não se aguarda a indicação de nenhum rótulo: - Prazer, sou Maria, negra e heterossexual. Certamente, Maria se restringirá a se apresentar pelo seu nome. No entanto, se ela possuir traços homossexuais e ingressar num novo emprego, seus novos colegas não estarão ali desejando somente saber o nome da mulher e tampouco a identificarão apenas pelo nome. O jargão homossexual ou outro apelido irá se sobrepor ou se aliar ao seu nome. Será Maria sapatão ou Maria homossexual, ou apenas indicada sua orientação sexual.

Nada de seu todo escapa à sexualidade. Maria passa a ser julgada, valorizada, aceita ou rechaçada a partir de sua prática sexual. Em outras palavras, Maria passa a ser apenas a sua orientação sexual.

Já se formos analisar José, heterossexual. Não constataremos a recíproca como verdadeira. José é apenas José, será julgado, valorizado, aceito ou rechaçado pelo que é como indivíduo, e não apenas pela sua atuação sexual na cama.

Se os heterossexuais agem dessa forma, os homossexuais não estão fazendo diferente deles. De uma forma geral, compactuam com esse comportamento, até mesmo quando se diferenciam do outro se apresentando como homossexual ou afirmando seu orgulho gay (repetindo o modelo de comportamento daqueles que preferem reduzi-los a mera atividade sexual). O homossexual vira um personagem de si mesmo.

Onde está a luta pela igualdade nesta manifesta distinção?

Somos seres humanos, com sexualidade pulsante e não uma Sexualidade Pulsante num eventual corpo.

Como cidadãos devemos lutar pelo direito à igualdade e não diferenças.

Quando se briga pelo direito ao casamento e união estável, por exemplo, a bandeira levantada não deveria ser a inclusão dos homossexuais na norma legal que a especifica, mas sim a retirada de qualquer denominação que os excluam, portanto, palavras como a previsão da união entre “homem e mulher”, exclusivamente. Aliás, como bem pretendeu o Governador Sérgio Cabral, na época Senador, quando propôs a emenda a Constituição Federal para retirada dos termos homem e mulher na previsão da união estável. Essa lógica adotada por ele reflete a qualidade de indivíduo que ele tem sido desde então, na sua atuação política frente aos direitos LGBTs. Não distingui, iguala.

Cumpre fazer a ressalva, para não ser apontado como ingênuo, que a luta por questões de direito não previstas e, em alguns casos, bastantes específicas, portanto, necessárias, não representa contradição a defesa que faço.

Essa questão, aparentemente simplória, possui muitos aspectos a serem estudados, pois não envolve apenas o aspecto legal de um direito a ser normatizado, mas também relevantes feições sociológicas e psicossociais.

A impressão que tenho é que o movimento homossexual acaba lutando pelo direito à igualdade que, infelizmente, nem mesmo ele se deu conta, que não acredita.




PS: O termo “homossexualismo” foi proposto, em 1869, pelo o médico húngaro Benkert, a fim de transferir do domínio jurídico para o médico esta manifestação da sexualidade. Antes do século XVIII, a palavra “homossexual” era utilizada nas certidões de nascimento de gêmeos. Quando eram do mesmo sexo, eram registrados como “homossexuais”. A “homossexualidade”, como doença, só foi excluída do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana) em 1973, após acalorados debates. Há quem argumente, entretanto, que tal decisão foi puramente política. Devido ao radical ismo presente em homossexualismo que remete à doença, optou-se pelo uso da palavra homossexualidade.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O QUE FAZER PARA RESGUARDAR SITUAÇÃO DE CASAL HOMOSSEXUAL

Recebi um e-mail em privativo de um leitor deste blog. Ao invés de respondê-lo privativamente farei isto aqui publicamente, evidente, não declinando seu nome.

Em regra faço isto através da Revista G Magazine, mas como se trata de tema já realizado por lá, não custa repetir aqui.

A indagação do colega foi no sentido de querer saber o que formalmente poderia fazer para garantir ao casal que os bens e direitos adquiridos seja resguardado para qualquer deles, na hipótese da falta do outro, excetuando a herança, ressaltando ainda que deseja garantir o direito ao INSS e declarar a união estável existente.

Ainda não existe lei que cuide especificamente das uniões homossexuais e suas conseqüências. No Legislativo há projeto em andamento e no Judiciário decisões para todos os gostos, o que pode sofrer mudanças e ser pacificado quando o STF julgar a ADPF 132 e/ou ADIN 4277 que solicitam o pronunciamento judicial sobre o direito ao reconhecimento da união estável homoafetiva.

Independente do que venha ocorrer, minha sugestão é a seguinte:

Considerando a hipótese que ambos não possuam filhos ou pais vivos a solução é simples, basta que cada um faça o seu testamento deixando o outro como beneficiário de todos os bens móveis e imóveis, além dos direitos existentes. Os irmãos, sobrinhos e tios não são herdeiros necessários e não impedem que você disponha de todos os seus bens da forma como desejar.

Na hipótese de existirem filhos ou pais vivos a disponibilidade testamentária estará limitada a 50% (cinquenta por cento) do montante dos bens a serem inventariados. Neste caso, quanto ao imóvel sugiro que a titularidade esteja em nome dos dois e que seja realizado um testamento dispondo que na eventual falta dos herdeiros necessários (falecendo primeiro os pais ou filhos) todos os bens sejam destinados ao companheiro, e na hipótese de subsistirem herdeiros necessários (pais ou filhos) que é a sua vontade que o companheiro seja beneficiado com o direito ao usufruto vitalício do imóvel, além de ser destinado ao mesmo, à título de herança testamentária, os cinquenta por cento da parte que lhe cabe como futuro proprietário do imóvel (seu parceiro ou você deteria assim 75% da propriedade ou direito, além do usufruto). No mesmo sentido devem ser incluídos no testamento o carro e outros bens por ventura existentes no momento do falecimento.

No testamento vocês já devem aproveitar para declarar a união estável existente, ou seja, a convivência pública, notória, sob o mesmo teto e duradoura, como se casados fossem, declarando o tempo de tal convivência, a fim de que o sobrevivente possa exercer todos os direitos decorrentes de eventuais modificações legais que certamente virão ou, se for necessário, sirva como prova em demanda judicial ou junto ao INSS para o pedido de pensão. Essa declaração constante na escritura pública será prova documental válida e terá eficácia para todos os fins de direito, independente da finalidade testamenteira em si.

Ressalto que o testamento a ser realizado não pode ser conjunto. Cada qual deve fazer o seu, sob pena de ser inválido.

E evidente, o testamento é algo extremamente solene, prefira o testamento público realizado em cartório e, de preferência, assessorado por um advogado.
*fotos extraídas da internet

TEM MAIS UM HOMOSSEXUAL NO BBB10. FAÇA A SUA APOSTA!


Na coluna da Anna Maria Ramalho do Jornal do Brasil saiu uma notícia hoje:


"Ui, titia! O grupo dos Coloridos do Big Brother Brasil 10 ganhará novo integrante em breve. Nenhum novo participante do jogo. Apenas um dos integrantes revelará ser homossexual até o meio da temporada do reality show. Já está tudo combinado. Quem é? Tã-tã-tã-tã-tã!"

A notícia não chega a surpreender.

Mas vamos as apostas! Para você, quais dos brothers é esse homossexual surpresa do BBB10 ?

Não sou muito bom no gaydar, mas se tivesse que apostar, acho que iria no Uilian!
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Será?
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E já que estou no momento "amenidade", não custa incluir nela a educação.
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Não faça sexo sem camisinha:
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

BBB 10: “É O QUE TEM PRA HOJE!”


Assim diria Dicesar ou Dimmy Kieer e da mesma forma me referirei a ele e os demais LGBTs, o "Grupo Colorido" da casa do BBB 10, composto também pelo Serginho e Angélica.

Aliás, nenhum deles sabe que LGBT é a sigla do Movimento LGBT, no Brasil e, em regra, fora dele.

Foi um espanto ver que, depois de um silêncio constrangedor, precisou a simpatizante Elenita (foto ao lado) responder que o termo “GLS” teria sido substituído pela sigla “GLBT”, colocando o G na frente, como de fato era a antiga ordem das letras !!!

Dicesar que como drag queen frequenta Paradas Gays pelo país, a princípio realizados para lutar por direitos e não apenas dar pinta, ainda agravou o equívoco, afirmando que agora seria "GLBTT", com um "T" a mais, ao invés de LGBT.

A pergunta foi feita aos três homossexuais: uma jornalista, um antenado cibernético e uma drag que não sabiam sequer a sigla do movimento que luta pelos direitos deles, então o que dizer dos heterossexuais que não sofrem na pele a ausência de reconhecimento de direitos?!

É-o-que-tem-para-hoje!

Reconheço a propriedade da indignação do apresentador que questionou para onde foi o “S” de simpatizantes do antigo termo GLS, ao ouvir a resposta da Elenita. Afinal, foram dois heterossexuais que dialogaram, em rede nacional, sobre o movimento que lutava pelos direitos de todos os LGBTs. De fato, há simpatizantes que levantam mais bandeiras pelos direitos LGBTs que os próprios lgbts.

Estar em evidência, seja por qual for a motivação, significa assumir responsabilidades. O papel que os três assumiram no programa como o grupo dos “coloridos”, querendo ou não, vai para além de um simples jogo.

Hoje, Dicesar me decepcionou ainda mais.

Dicesar, Sérgio e Angélica resolveram conversar sobre a liberdade de casais homossexuais demonstrarem afeto em público e a pérola do Dicesar não poderia ser mais discriminadora. Segundo ele não seria correto um casal gay se beijar num shopping :

"Tem avó, tem família, eles vão ver você e vão falar 'que falta de vergonha na cara'. Não é assim que você quebra preconceito".


"É tudo igual para mim", discorda Sérgio. Ele acaba se levantando e deixando o maquiador sozinho. Antes, Dicesar solta a frase: "Vai, vai arrumar um namorado e queimar teu filme no shopping".


Angélica chega na varanda e Dicesar quer saber a opinião da jornalista, homossexual assumida. "Andar de mão dada, sim, beijando não, é desnecessário. Hetero quando fica de agarração também é feio ", comenta a moça. "Não ficaria porque pode passar a minha mãe, podem passar as minhas sobrinhas", reforça Dicesar.

"Mas meu sonho é andar numa boa no shopping, na praia", confessa Angélica.

Vamos combinar: que conversinha mais fiada essa!

Dicesar não parece acreditar no direito a igualdade! Casais heterossexuais se beijam normalmente, mas pare ele se um casal homossexual fizer isto é falta de vergonha na cara, pois ele não gostaria que sua mãe e sobrinhas presenciassem essa manifestação de afeto por gays.

Então tá, para ele os héteros podem rir ao assisti-lo andando de sapatos femininos de salto alto vermelhos pela casa, mas não podem ver um casal gay demonstrando afeto, tanto quanto um casal hetero. Donde se conclui que para Dicesar gays só servem para serem caricatas e servirem de anedotas. Que pena que pense assim.

Angélica ficou encima do muro e foi contraditória. De um lado, acha feio e desnecessário o beijo em público (para ela isto é, pasme, “agarramento”), mas sonha “andar numa boa” num shopping e praia. Então tá!

Serginho foi coerente com seu próprio perfil. É o que é naturalmente na TV e na vida, e entende ser natural um casal gay se beijar em público.

Não há dúvida que todos somos e pensamos diferentes e, por princípio, devemos a lidar com as diferenças e aprender a respeitar. Mas é uma decepção constatar o legado que Dicesar, um homossexual vivido, 44 anos, drag queen, que convive com homossexuais e participa das Paradas Gays, está deixando, em rede nacional, para causa LGBT.
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Dimmy tirou a maquiagem e mostrou a cara de Dicesar. Como ele diz: “E O QUE TEM PRA HOJE”!
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