sexta-feira, 19 de março de 2010
Video do Manisfesto em defesa ao Rio
quarta-feira, 17 de março de 2010
Porque dizer "Eu sou Gay" pode ser tão difícil
Estava lendo uma matéria americana que falava sobre o tema.Três palavras, nada mais do que três letras - e ainda assim, para alguns de nós ainda é quase impossível dizer.
“Gay não é uma escolha,
gay não é pecado,
gay não é uma vergonha.
Gay simplesmente é.”
Leonard Pitts Jr.
A grande dificuldade de falar e assumir estas três palavras é simples. Os gays advém, a priori, de um lar heterossexual, vivem em ambientes que as normas de comportamento são heterossexuais, onde a aversão a homossexualidade sempre está presente, seja de forma velada ou explícita. Os gays são constantemente bombardeados com mensagens negativas sobre a sua orientação sexual. Portanto, toda composição sócio psicológica do gay já vem viciada com uma marca negativa, uma forte baixa estima em relação a sua orientação sexual e muito medo de não ser bem acolhido ou até agredido físico e moralmente.
Apenas “ser gay” já significa enfrentar, de algum modo, grande tempestades nesta vida, nem sempre agasalhado, protegido e sem garantia de sobrevivência.
No entanto, quando o sujeito se vê “confortável” para falar estas três palavrinhas, entra em contato com o sentimento de LIBERTAÇÃO, e só sabe a profundidade que isto significa, quem já vivenciou esta “passagem”.
O problema é encontrar o tal “conforto” para se assumir. Palavra subjetiva e, se nestas situações levada a extremo, quase utópica. É o mesmo que esperar um príncipe encantando, lindo, milionário e apaixonado, montado num cavalo branco vindo lhe buscar.
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terça-feira, 16 de março de 2010
Convocação para participar do movimento "Contra a covardia, em defesa do Rio"

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"É uma emenda alucinante. O Estado do Rio recebeu, em 2009, em royalties e participações especiais, mais de R$ 4 bilhões e pela nova lei passa a receber R$ 100 milhões. Isso acaba com o estado. No nosso caso, esses recursos vão todos para a previdência pública. Os 5% desses recursos são destinados ao Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e todos são aplicados no meio ambiente e no saneamento básico, o que vem salvando a Baía de Guanabara e as lagoas e rios do estado. A repercussão da aprovação dessa emenda é de fechar o estado. Esquece Olimpíadas, esquece Copa do Mundo, esquece tudo. Acabou o estado. Não estou de brincadeira, não. Cabo Frio, que recebe R$ 350 milhões/ano, passará a receber R$ 1 milhão, Macaé, onde todo o teatro de operações do petróleo, que recebe R$ 500 milhões, R$ 600 milhões/ano, terá apenas R$ 2 milhões. É uma brincadeira de mau gosto".
Cabral lembrou que o Estado do Rio já perdeu recursos que atualmente somariam R$ 10 bilhões por ano se, na votação da Constituição de 1988, o petróleo, ao lado da energia elétrica, não fossem os únicos produtos que não cobram ICMS na origem.
Depois da derrota do estado do RJ na quarta-feira passada, na Câmara dos Deputados, quando a chamada "emenda Ibsen" foi aprovada por 369 votos a favor e 72 contra, tudo ficou mais difícil.
É que agora só depende da apreciação e votação no Senado Federal. A situação no Senado é mais delicada do que na Câmara. Existem três representantes para cada ente da Federação. Na prática, portanto, existem apenas seis votos das bancadas capixaba e fluminense para mudar as regras de distribuição dos royalties, num universo de 81 senadores.
A lista de apoio pode subir para nove, se os senadores paulistas forem convencidos por seus colegas do Rio e do Espírito Santo a engordarem a frente. São Paulo ainda tem uma baixa produção de petróleo no mar, mas o início da produção dos campos do pré-sal na Bacia de Santos vai mudar essa realidade.
Após a forte repercussão, Ibsen Pinheiro, autor do infeliz projeto de lei, procurou Senadores sugerindo que seja retirada parte da fatia que cabe a União para que fosse repassado para os dois estados prejudicados, o que não encontra acolhida nem mesmo pelos políticos da base do governo.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi designado para a ingrata tarefa de tentar encontrar uma solução, com intuito de reverter o quadro e evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete, às vésperas das eleições de outubro, um dispositivo que aumenta o volume de dinheiro para todos os Estados e municípios do País. Missão praticamente impossível, nas palavras dele: "só com um milagre"..
O Rio de Janeiro e todo resto do Brasil têm que lutar contra a irresponsabilidade deste projeto de lei que decretará a falência de nosso estado!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Você sabe o que o Senado Federal disse para o STF sobre casais homossexuais?
No caso, a atual Vice-Procuradora-República, Deborah Duprat (foto ao lado), em cumprimento a sua expressa promessa, realizada ao se manifestar na Ação (ADPF 132) proposta pelo Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ingressou com uma AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE onde igualmente à aquela ADPF, pretende que seja reconhecida a união estável para casais homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal, desta vez com base na inconstitucionalidade da lei civil que limita a união para casal formado por - homem e mulher - e também para afastar o absurdo obstáculo criado pelo então Advogado Geral da União, Dias Toffoli, que defendia que o pedido do Governador não teria alcance nacional.
ADIN tomou o número 4277, tendo sido nomeada como Relatora para tal julgamento no Supremo Tribunal Federal a Ministra Ellen Grace Northfleet (foto a direita). Como já exposto, um dos procedimentos legais previstos para ações como esta e que a Relatora do processo determine a intimação do Senado Federal para que se manifeste acerca do pedido formulado pela Procuradoria Geral da República, na hipótese, a declaração da inconstitucionalidade do disposto no art. 1723 do Código Civil (que limita o direito a união estável apenas para casal formado por homem e mulher), reconhecendo o direito dos casais LGBTs a união estável homossexual, como entidade familiar.."10. ... o art. 1723 do Código Civil dispôs como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher... Ainda que uma união homoafetiva se configure na convivência pública, contínua e duradoura, com a intenção de constituir “família”, TAL CONJUNÇÃO NÃO É CARACTERIZADA COMO ENTIDADE FAMILIAR POR NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO... "...15. ... a união homoafetiva sequer encontra-se prevista no nosso ordenamento como situação jurídica a ser amparada, mas – E NESTE PONTO ACERTAM OS TRIBUNAIS – como SOCIEDADE DE FATO.
16. Em conclusão, não há inconstitucionalidade no art. 1723 do Código Civil ao estabelecer como ENTIDADE FAMILIAR a união estável entre HOMEM E MULHER, conceito recolhido do 3º do art. 223 da própria Constituição... , devendo a união homoafetiva, enquanto não dispuser o legislador a fixá-la como entidade própria, DISTINTA DA FAMILIAR, ainda que o objeto de igual proteção do Estado, continuar recebendo tratamento analógico aplicável a cada caso concreto"... (no caso, a dita sociedade de fato – esclarecimento nosso).* além do último esclarecimento, os grifos também são nossos..
Essas informações foram elaboradas pela Advocacia do Senado, ratificadas e enviadas pelo Senador José Sarney, na qualidade de Presidente do Congresso Nacional, para a ADIN 4277 junto ao Supremo Tribunal Federal.sábado, 13 de março de 2010
I Marcha Nacional contra a Homofobia ocorrerá em 19.05.10, em Brasília. Programe-se!
A ABGLT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS tomou uma iniciativa extremamente louvável. Criará uma manifestação em Brasília destinada a atrair a atenção das autoridades acerca das reivindicações dos LGBTs. Se trata de uma MARCHA, com LGBTs de todo território nacional, com cunho político e de demonstração do exercício da cidadania."Manifesto
• O assassinato de um LGBT a cada dois dias no Brasil (dados do Grupo Gay da Bahia - GGB) por conta de sua orientação sexual (Bi ou Homossexual) ou identidade de gênero (Travestis ou Transexuais);
• O Congresso Nacional não aprova nenhuma lei que garanta a igualdade de direitos entre cidadãos(ãs) Heterossexuais e Homossexuais no Brasil;
• O Supremo Tribunal Federal não julga as Arguições de Descumprimento de Preceitos Fundamentais e Ações Diretas de Inconstitucionalidade que favoreçam a igualdade de direitos de pessoas LGBT no Brasil;
• O Executivo Federal não implementa na sua totalidade o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT;
• Centenas de adolescentes e jovens LGBT são expulsos diariamente de suas casas;
• Milhares de LGBT são demitidos ou perseguidos no trabalho por discriminação sexual;"
fonte: Logotipo e Manifesto em http://www.abglt.org.br
sexta-feira, 12 de março de 2010
A peça 'Tango, Bolero e Chá chá chá' traz de volta a estória da transexual Lana Lee
.Edwin Luisi montado de Lana Lee
Já foi agraciado com os mais importantes prêmios teatrais do País: Molièrie (duas vezes), Mambembe (duas vezes), APCA (duas vezes), Procópio Ferreira, Governador do Estado do Rio de Janeiro, Quality Brasil (duas vezes), Shell (três vezes) e APTR.A primeira montagem ocorreu em 2001 e também deu ao ator os possíveis prêmios de teatro pela sua impecável interpretação da transexual Lana Lee.
O trio das personagens femininas arrasam e roubam literalmente a cena. Edwin Luisi está irreconhecível como Lana Lee e sua atuação na dose certa, sempre impecável, sem excessos
ou caricaturas, apesar de fazer uma diva transexual hilariante. Marcia Cabrita como Genevra, emprega da família, rouba todas as cenas na qual aparece e é simplesmente impossível não gargalhar com suas intervenções pontuais. Maria Clara Gueiros interpeta Clarice, a esposa abandonada e também se destaca pela sua espontaneidade e graça natural.









