O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

O casamento gay na Argentina pode ser um novo fator de pressão no Brasil


A posição adotada pela Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que não só defendeu publicamente a aprovação do casamento homossexual, condenando a reação beligerante da Igreja, como ainda se valeu de seu poder para forçar que sua base governista no Senado aprovasse este projeto pode ser um fator de pressão para que no Brasil também se comece a cobrar do Presidente Lula e especialmente dos candidatos a Presidência uma postura semelhante.

É que através do exemplo político visto na Argentina os brasileiros poderão chegar a uma conclusão óbvia: um Presidente da República que possua uma boa base governista no Congresso Nacional consegue fazer que qualquer projeto de seu interesse passe. Lula durante todos estes anos teve esse lastro, mas diferente da Cristina Kirchner, jamais comprou a briga com as instituições religiosas por essa minoria, pelo oposto, até se aliou a alguns partidos fundamentalistas e ainda virou amigo intimo de alguns que são os grandes vilões dos direitos dos homossexuais, como o Senador Marcelo Crivella. Lula fez promessas, agrados e acenos para o Movimento LGBT, mas nunca passou das alegadas boas intenções e algumas ações no âmbito da administração pública.

A candidata que se apresenta como sucessora do Lula, Dilma Roussef, já deu sinais ainda menos amigáveis e antes mesmo de chegar a uma fase mais próxima do final do processo eleitoral já possui veiculadas nos noticiários promessas realizadas para os fundamentalistas utilizando como moeda de troca a garantia que determinados direitos LGBTs não ocorreriam em sua campanha e governo.

Não só para Dilma Roussef, como para todos os demais candidatos a Presidência da República, até então estava bem fácil enrolar o eleitorado deste segmento das minorias sociais. Bastava se valerem dos argumentos das próprias entidades religiosas, confundindo casamento civil com o religioso, como se tudo fosse uma coisa só, apesar da enfadonha conversa fiada de respeito aos direitos civis dos homossexuais brasileiros, fazendo parecer para os incautos que apenas se tratava de uma eventual confusão e despreparo.

O anúncio da aprovação do casamento civil dos homossexuais na Argentina não vai mais permitir esse teatro. Não tem mais como os leigos deixarem de perceber que existe uma diferença entre o casamento civil e o religioso.

A reportagem do ‘Jornal da Globo’ desta quinta-feira sobre a aprovação do casamento homossexual na Argentina também abordou sobre os comentaristass políticos argentinos que se pronunciaram acerca das consequências da forte influência que tiveram os Kirchner para a aprovação da referida lei e o ônus que terão daqui a aproximadamente um ano quando ocorrerão novas eleições, considerando a forte controle da Igreja no interior do país.

Os mais atentos a este tipo de reportagem concluirão igualmente que no Brasil não há um Presidente da República, e nem se tem a expectativa de um novo, que se disponha a lutar explicitamente da mesma forma que a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Mas a cobrança e pedido de posições poderão surgir, a partir de então.

A militância brasileira precisa urgentemente fazer com que os noticiários que decorreram da aprovação do casamento homossexual na Argentina não se transformem - amanhã mesmo - nos papéis que servem de embrulho para os peixes comprados na feira, deixando que um fato ocorrido aqui do lado Brasil, num país culturalmente tão religioso e machista quanto o nosso, seja esquecido. É isto que os fundamentalistas religiosos e políticos que proliferam deste segmento desejam, tornar este fato e conquista bem distantes da nossa realidade, inclusive, de nossos pensamentos.

E algumas perguntas que não querem se calar:
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Qual a posição no ranking mundial da Argentina em termos de população em sua Parada Gay?

Porque será que o Brasil possui a maior Parada Gay do mundo e não possui NENHUMA lei sequer aprovada até hoje no Congresso Nacional?

Quais foram as considerações do Presidente Lula e dos candidatos a Presidência sobre a aprovação do casamento gay na Argentina?

Afinal, onde estamos errando?

A Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, meus respeitos, aplausos, cumprimento e admiração.

Ao Exmo. Sr. Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, meu pranto e decepção.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CASAMENTO CIVIL NÃO É SACRAMENTO RELIGIOSO E HOMOSSEXUAIS SÃO CIDADÃOS PLENOS NA ARGENTINA!


Existem DIREITOS FUNDAMENTAIS para homossexuais reconhecidos NA ARGENTINA!

A partir de hoje a Argentina está no TOPO na América Latina no quesito cidadania LGBT, partilhando tal posto com a Holanda, Alemanha, Portugal, Espanha, Bélgica, Noruega, Suécia, Islândia, Canadá e África do Sul.

O Poder Legislativo no Brasil fede a mofo, é ultrapassado, retrógrado, reacionário, caduco, sendo motivo de grande vergonha para nós brasileiros.

Os senadores conservadores da Argentina tentaram enfiar na goela dos gays a união civil em substituição ao casamento e adoção. O movimento LGBT de lá NÃO ACEITOU e reagiu de forma impactante a esta tentativa de manobra, sob justificativa que acolher a união civil seria aceitar a discriminação. A resposta foram promessas de inúmeras ações no Poder Judiciário para ver o direito ao casamento reconhecido, manifestação pública, muito bem organizada em toda Argentina, com direito a todo barulho possível.

Não houve frio polar que retirasse os manifestantes ontem da frente do Senado Argentino. Os argentinos lgbts tinham dificuldades de digitar as informações no Twitter, com dedos congelados. Foram mais de dezesseis horas de espera para o resultado da votação no Senado. Na verdade, a manifestação na frente do Senado foi promovida pelos católicos e evangélicos, mas os homossexuais reagiram a essa iniciativa e tomaram conta do local.

Não adiantou a opressão e tirania do Cardeal Católico que tentou levar o debate para esfera do pavor psicológico ao alegar que o projeto de lei era obra do diabo contra Deus, nem levar a imagem da Virgem Maria para frente do Senado com religiosas rezando para que a lei não passasse. Os gays argentinos devem até agradecer. Tenho convicção que as orações serviram para a intercessão favorável da Virgem Maria!

O resultado da votação foi de 33 votos a favor e 27 contra. Com a aprovação do casamento, casais homossexuais terão TODOS os direitos iguais aos casais formados por homem e mulher.

Na Argentina a presidente não se omitiu ou fez pose para as câmeras. Reagiu como deveria ao discurso agressivo dos religiosos ao afirmar que “o discurso da igreja recorda os tempos da inquisição”.

Repito o que afirmei no último post. Enquanto na Argentina o Movimento LGBT não aceitou nada menos que a igualdade ao direito do casamento civil e adoção, o nosso Movimento aqui vergonhosamente propôs um projeto lei que pretende reconhecer a união estável, no qual ele mesmo retirou do projeto o artigo que previa a MERA POSSIBILIDADE da conversão da união estável ao casamento, como estabelece originalmente a lei existente para uniões heterossexuais. Portanto, aqui não só aceitamos bem menos (união estável ao invés de casamento) como ainda propomos que este menos (união estável) seja também inferior aos direitos heterossexuais.

Pior, militantes lgbts brasileiros abalizam nossos direitos por baixo e ainda assim, mesmo estes, se distinguem dos direitos dos heterossexuais.

Todos conhecem o dito popular que avisa o que ocorre com quem muito abaixa as calças. Temos que aprender com os ARGENTINOS.

Hoje assistimos a desrespeitosa PALHAÇADA praticada pelos candidatos a presidência da república quando questionados sobre suas posições sobre o casamento homossexual. Marina Silva e Dilma Roussef tiveram o grande topete de afirmarem que casamento é sacramento religioso, propositalmente omitindo-se sobre o casamento civil previsto pelas normas brasileiras, e José Serra não foi tão atrevido como elas, não tentando fazer essa confusão proposital, mas também se esquivou de se posicionar sobre o tema.

Há muito tempo falta atuação. Nada temos a perder, POIS NADA TEMOS DO PODER LEGISLATIVO até hoje. Temos que ir para votação dos projetos existentes. Que os políticos brasileiros mostrem sua cara e até mesmo provoquem os cidadãos lgbts com suas definitivas negativas, pois assim, quem sabe, não há finalmente alguma reação. Somos e estamos todos no mais ou menos, sem nada acontecer.

O Brasil foi o pioneiro em 1996 na América Latina ao propor a grande inovação que era o projeto da parceria civil, conhecido como união civil, apresentado à época pela Deputada Federal Martha Suplicy. Já muito ultrapassado e ATÉ HOJE NÃO VOTADO na Câmara de Deputados, apesar de apto para votação. E assim vamos!

O movimento homossexual brasileiro tem que começar a ter consciência da inoperância e falta de efetividade no Poder Legislativo. Não adianta mais sorrisos e tapinhas nas costas. Temos que ser mais agressivos, partir para o confronto e sair para brigar por nossos direitos. Já passou da hora de ir à luta. Que sejam votados os projetos! Melhor qualquer resultado que nenhum. Se pelo menos for negado provocará a discussão e, principalmente, a reação.
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Não podemos mais admitir que candidatos ao cargo de Presidente da República finjam que não saibam o que é Estado Laico e nem a diferença entre casamento civil e casamento religioso. Falta vergonha na cara deles e também na nossa!

Votação de casamento gay na Argentina demonstra atraso do Brasil


Estou desde cedo acompanhando a votação no Senado da Argentina do projeto de lei que modifica o código civil deles para permitir o casamento e a adoção.

A Igreja Católica, em especial, avançou agressivamente contra a lei do casamento homossexual chegando ao ponto de, através de seu Cardeal, chamar a lei de uma "obra do diabo" e que se está promovendo algo contra Deus...

No lado de fora do Senado da Argentina estabeleceu-se verdadeiro confronto entre aqueles que condenam e aprovam a lei, com ofensas para todos os lados.

O exercício do poder das entidades religiosas frente ao estado foi colocado a prova e acabou mostrando a sua cara. A Igreja CONTINUA, pasmem, como nos séculos passados, com forte propósito de intervir no Estado Democrático de Direito.

A votação na Argentina tomou proporção extra territorial. A Igreja tenta, violentamente, afastar da América do Sul valores que se afastem de seus dogmas e não poupa munição nesta guerra que declarou. É o seu Poder em discussão.

A forma encontrada pela Igreja foi a mobilização intensa para tentar criar um EMBLEMÁTICO bloqueio na América do Sul, onde a porta de entrada está ocorrendo na Argentina. O resultado desta votação interessa a todos nós sul americanos.

E ocorre numa hora MUITO IMPORTANTE, já que a votação na Argentina acaba revelando O QUANTO O BRASIL ESTÁ ATRASADO no que diz respeito aos direitos civis dos homossexuais.

Aqui no Brasil, diferente do que ocorre na Argentina, o Movimento LGBT abaixa a cabeça para a Frente Parlamentar Evangélica e mesmo em seu último projeto de lei que pretende ver reconhecido um direito bastante INFERIOR, como é a união estável se comparada ao casamento, retirou do projeto a previsão da MERA POSSIBILIDADE da conversão da união esável em casamento, apesar de expressamente previsto na lei civil este direito para casais heterossexuais. Portanto, mesmo a união estável para homossexuais, se passar aqui, não será idêntica a união estável para heterossexuais.

Também aqui no Brasil há um ABSURDO projeto de lei que pretende PROIBIR a adoção por casais homossexuais. Mais absurdo ainda, o debate SOBRE A LEI, apresentado no Jornal Hoje da TV Globo foi de um lado, a favor da proibição, um PADRE e de outro, contra este projeto, um Defensor Público, este obviamente justificando ser contra o projeto que proibe a adoção por homossexuais por entender o óbvio, é INCONSTITUCIONAL, já que discrimina acintosamente homossexuais.

Na Argentina, não é união civil, união estável ou união homoafetiva a discussão e nem sobre a proibição da adoção por homossexuais. Lá a votação no Senado, após APROVADA NA CAMARA, é para reconhecer o direito ao CASAMENTO e a ADOÇÃO.

Quanta diferença!

Enquanto a Presidente da Argentina defende expressamente o CASAMENTO e a ADOÇÃO, aqui nossos candidatos à Presidência da República afirmam de maneira LEVIANA E ABSURDA que casamento é sacramento, desconsiderando o casamento civil, não religioso, previsto no Código Civil.

O que pensar destes candidatos ao cargo de Presidente da República?

Tenho vergonha nestas horas de ser brasileiro e INVEJO A ARGENTINA.

Não posso deixar aqui de transcrever ainda a matéria publicada ontem no Site UOL, que tratou deste mesmo tema, onde também fui um dos entrevistados:


"Votação de casamento gay na Argentina demonstra atraso do Brasil, afirmam ativistas

Thiago Chaves-Scarelli Do UOL Notícias Em São Paulo

O Senado argentino pode aprovar na tarde desta quarta-feira (14) a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país, em uma votação que é considerada pelos movimentos pró direitos humanos como um marco histórico para toda a América Latina. Ao mesmo tempo, demonstra como o Brasil está atrasado em relação
ao tema “Esse debate na Argentina mostra que enquanto o Brasil avança em outras questões, ainda está muito atrasado no tema da união homoafetiva”, afirma Phamela Godoy, vice-presidente da ONG Visibilidade LGBT.

Em entrevista ao UOL Notícias, a ativista lembra que a Argentina já discute casamento, mas o Brasil não consegue aprovar sequer a união civil.

Para Godoy, a principal razão para isso seria a força da religião no país. “Por mais que o Brasil seja um estado laico, ele está preso a questões religiosas, porque algumas frentes colocam uma questão privada, que é a fé, acima dos direitos de uma população”.

Sem a possibilidade de casamento, pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira ficam negados aos homossexuais, segundo análise do advogado Carlos Alexandre Neves Lima, Conselheiro Político do Grupo Arco-Íris (RJ).

Dessa forma, fica ausente a proteção legal em temas como posses comuns, direitos de família, direitos de representação, por exemplo – questões práticas já consagradas para os casais heterossexuais.

Na falta de legislação adequada, o casal homoafetivo pode recorrer a uma brecha no Código Civil para formalizar a união como uma “sociedade de fato”, nos termos de uma sociedade comercial, seguindo o artigo 981.

“Alguns cartórios permitem que o casal homoafetivo abra uma sociedade com bens de grande valor. Mas isso não garante muita coisa. Garante apenas que no final da sua vida, se seu companheiro morrer, você não vai perder a casa que vocês dois trabalharam para construir”, explica Phamela Godoy.


Importância política

O advogado Lima destaca que, ao contrário da Argentina, o debate no Brasil ainda carrega elementos equivocados. “Todos os candidatos presidenciais dizem que o casamento é um sacramento, esquecendo que o casamento está presente no Código Civil, um instituto jurídico que nada tem a ver com religião”, explicou o especialista, em conversa com o UOL Notícias.

“Evidente que a união estável não é casamento, mas já prevê muitos dos direitos civis negados aos homossexuais – e é o máximo que o Brasil admite discutir atualmente”,
acrescenta Lima.

No âmbito do poder legislativo, o projeto mais recente sobre a união homossexual foi encaminhado em 2009 por um conjunto de deputados liderados por José Genoíno (PT-SP) e ainda tramita na Câmara. A proposta é estender aos casais homossexuais o mesmos direitos e deveres da união civil, mas afirma explicitamente que o casamento continuaria vetado.

A possibilidade de união civil poderia chegar também a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que deve examinar uma série de ações nas quais se argumenta que negar o direito de união aos gays viola os princípios constitucionais de
igualdade.

Atualmente, o casamento gay com plenos direitos é reconhecido em nove países: África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal, Suécia. O direito também é possível nos EUA, em cinco Estados e na capital, e na capital do México.Caso aprove a reforma, a Argentina se tornaria o primeiro país na América do Sul e o décimo no mundo a autorizar o matrimônio a qualquer casal, independente de sua orientação sexual."


Fonte:

terça-feira, 13 de julho de 2010

Jovem Iraniano condenado à morte por relações homossexuais


Primeiro, perdão pelo sumiço e ausência de novas postagens. Assunto é o que não falta. O problema tem sido tempo mesmo.

O Presidente Lula, que faz questão de ser aliado do Presidente do Irã, Ahmadinejad, defendendo-o em detrimento de todos nós, deveria ser obrigado a se pronunciar sobre mais uma notícia escabrosa que chega aqui.

Um jovem iraniano em Tabriz foi condenado à morte por enforcamento pela acusação de ter relações homossexuais, apesar do Presidente do Irã, quando infelizmente esteve visitando o Brasil, tenha dito que em seu país não existiam homossexuais.

Essa afirmação faz sentido. Não existem homossexuais que ele saiba, porque se souber, EXECUTA!

Segundo a lei iraniana , relações homossexuais são contra a lei e a pena é a morte.
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Mohammad Mostafai, o advogado do acusado, sustentou que Hamid Taghi , Ebrahim Hamidi, Mohammad Mehdi Pouran e Rezai foram acusados de ter relações homossexuais e foram condenados à morte na corte preliminar. Mosatafai acrescenta depois de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, três deles foram absolvidos, enquanto a sentença de morte Ebrahim Hamidi foi confirmada.
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Aliás, Mohammad Mostafai é também o advogado de defesa da mulher iraniana, Sakineh Mohammadi Ashtiani, que foi condenada a morte por apredejamento acusada de adultério. A vítima deste país absurdo é Mulher e Heterossexual, portanto, a Comunidade Internacional se mobilizou para evitar este "castigo" e o advogado em questão aguardou até o último dia 12 de julho ser informado sobre a revisão da "pena de morte por apredejamento". Não sei o homossexual terá a mesma "sorte".

Recorde-se. No caso da mulher, Sakineh Mohammadi Ashtiani, que tem 43 anos e está presa desde 2006, a mesma recebeu 99 chibatadas por ter mantido relações sexuais classificadas como "ilícitas", depois de ter ficado viúva. Após ter recebido a pena corporal, uma nova sentença foi emitida, condenando a mulher à pena de morte por apedrejamento. O advogado confirmou que foi suspensa a penade apedrejamento, mas advertiu que a suspensão é temporária e que a qualquer momento pode ser efetivada.

De acordo com um relatório da Anistia Internacional em 2009 mais de 388 pessoas foram executadas no Irã .

Quando será que as pessoas entenderão, diante de exemplos como estes, que o direito à religião e os direitos fundamentais são inerentes aos seres humanos, mas cada qual deve andar na sua própria trilha. Um não pode intervir no outro. A mistura resulta na injustiça e é inconcebível, motivo pelo qual sempre se luta por um Estado Laico.

Fontes:
(Foto: Arte/G1)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Descobertos anticorpos capazes de neutralizar 90% das variedades de HIV

A estrutura do anticorpo VRC01, em verde e azul, ligando-se ao HIV, em cinza e vermelho. Divulgação

"Cientistas descobriram dois anticorpos capazes de impedir, em condições de laboratório, que mais de 90% das cepas conhecidas do vírus causador da aids, o HIV, invadam células humanas. Os pesquisadores também foram capazes de demonstrar como um desses anticorpos obtém o efeito.


O trabalho, descrito na edição desta semana da revista Science, pode inspirar o desenvolvimento de vacinas contra a aids. Os anticorpos também poderiam ser desenvolvidos como uma forma de tratamento da doença, acreditam os autores da descoberta, cientistas ligados ao governo dos Estados Unidos.

"Estou mais otimista sobre uma vacina de aids neste momento do que provavelmente já estive nos últimos dez anos", disse o principal autor do estudo, Gary Nabel.

O médico Anthony S. Fauci, diretor do NIAD, órgão do governo americano dedicado ao estudo de alergias e doenças infecciosas, refere-se à descoberta dos anticorpos e à determinação do método de ação de um deles como "avanços excitantes". "Além disso, a técnica usada para descobrir esses anticorpos representa uma nova estratégia que pode ser aplicada na criação de vacinas para muitas outras doenças", afirma, em nota.

Os anticorpos descobertos, chamados VRC01 e VRC02, foram encontrados no sangue de um paciente infectado com o HIV e que não desenvolveu a doença.

A detecção foi feita com base numa nova técnica, que utiliza uma proteína modificada do HIV para localizar anticorpos específicos para a parte do vírus que se liga à célula infectada.

Os cientistas determinaram que o VRC01 e o VRC02 neutralizam mais cepas do HIV, e com maior eficiência, que anticorpos para o vírus testados anteriormente.

Descobrir anticorpos capazes de neutralizar cepas do HIV originárias de qualquer parte do mundo tem sido um desafio, porque o vírus muda continuamente a estrutura de proteínas em sua superfície. Isso dificulta o reconhecimento do invasor pelo sistema imunológico. E, como consequência dessas mudanças, um número enorme de versões do vírus existe no mundo.

Mesmo assim, cientistas identificaram algumas poucas áreas na superfície do HIV que se mantêm praticamente constantes em todas as versões. Uma dessas áreas, localizada nos "espinhos" usados pelo HIV para se ligar a células do sistema imunológico e infectá-las, é chamada de local de ligação CD4.

Os anticorpos VRC01 e VRC02 bloqueiam a infecção pelo HIV ligando-se a esse local, evitando que o vírus consiga usar o "espinho" para se agarrar às células imunológicas.

A aids infecta cerca de 33 milhões de pessoas no globo, de acordo com a agência da ONU para a doença, a Unaids. Já matou 25 milhões desde que a pandemia teve início, nos anos 80, e não há atualmente uma vacina ou cura, embora seja possível controlar a infecção com drogas.
(com Reuters)"
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Fonte:

sábado, 3 de julho de 2010

Enquanto isto, na Argentina... casamento homossexual será votado pelo Senado em 14/07, com decisão favorável do Supremo Tribunal já pronta na gaveta


Carlos Tufvesson encaminhou um e-mail da Central de Notícias Gays para listas de discussões acerca do Casamento Homossexual que será votado em 14 de julho na Argentina, chamando atenção para algo bastante interessante: nunca recebeu um e-mail destes na versão tupininquim.

O teor da notícia diz:

A torcida das lideranças LGBTs da Argentina, em época de Copa do Mundo, está dividida entre a seleção do país e uma votação histórica sobre direitos arco-íris.

Está prevista, para 14 de julho, a apreciação do casamento entre Homossexuais pelo Senado. Um dos lemas da ação política das ONGs LGBTs é “Quero igualdade, quero respeito. Quero meu direito ao casamento!”.

O clima está bem agitado. Há debates organizados pelo Senado Federal em várias cidades do país. Ativistas têm pedido para LGBTs irem a essas reuniões e chegarem cedo porque religiosos têm se organizado para encher sozinhos os lugares.

Uma das armas do movimento pró-casamento é uma campanha com artistas conhecidos na Argentina
”.
Assisti no youtube a campanha que os famosos artistas argentinos fizeram. Muito bem realizada a campanha, chama atençao a quantidade de figuras públicas que participam. Assista, é bem bacana:



Carlos Tufvesson tem toda razão. Nunca assisti nada igual por aqui. Nem mesmo, com raríssimas exceções, homossexuais pleiteando o direito ou debate sobre casamento.

A única coisa que se vê em comum tanto na Argentina como no Brasil, além do futebol, é a religião intervindo de forma enlouquecida contra os direitos LGBTs.

A Igreja Católica está apelando para as criancinhas. É que iniciou uma campanha para reunir adeptos nas escolas contra a aprovação do projeto do casamento gay na Argentina desencadeando uma polêmica com o Governo, que descreveu a iniciativa como "perigosa".
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E como sempre a religião tentando intervir na questão de direito. Segundo chefe da comissão, Justo Carbajales, do diário La Nación: "Nós trabalhamos com a Igreja Evangélica e organizações judaicas e muçulmanas e tivemos uma grande resposta. No total, estima-se que já ultrapassa meio milhão de assinaturas de pessoas que se opõem ao casamento gay"
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Predomina a fração PJ (peronista), que controla 34 dos 72 assentos no Senado, sugerindo que a reforma seja aprovada em 14 de Julho, entretanto, alguns parlamentares aliados ao governo manifestaram sua oposição à iniciativa, a qual divide os principais partidos políticos do país.
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A exposição "Ciência em favor do casamento para casais do mesmo sexo" foi realizada no Salão Eva Perón no Senado.
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Na conferência participaram figuras de destaque em universidades nacionais e as associações profissionais de psiquiatria, psicologia, pediatria, medicina, filosofia, antropologia, sociologia e direito.
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A reunião foi aberta pelo presidente da Comissão da Cultura e da Educação da câmara, Rubén Giustiniani, para quem, "sem dúvida, a aprovação da lei do casamento para casais do mesmo sexo constitui um avanço substancial em matéria de direitos humanos e da cidadania, inclusão e reconhecimento."
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Maria Rachid, presidente da FALGBT disse que "eventos foram realizados, bem como referências culturais e líderes de diferentes religiões, este evento continua a manifestar o amplo consenso social em favor da Lei da Igualdade, que é instalado entre todos os argentinos e argentinas".

O respaldo científico que tem a Argentina para a modificação do Código Civil, permitindo o casamento de pessoas do mesmo sexo, foi exibido no Congresso Nacional pela Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros ( FALGBT ).

Juízes do Supremo Tribunal da Argentina já teriam escrito uma decisão favorável ao pedido de acesso aos direitos de casamento para casais do mesmo sexo, segundo informou o jornal “Tiempo Argentino” e divulgado pela Rádio Continental, evidentemente, ambos argentinos. Segundo informaram eles, a Suprema Corte Argentina pretendia declarar inconstitucionais os artigos do Código Civil que hoje impedem o casamento civil de duas pessoas do mesmo sexo. Essa questão diz respeito a recurso existente impugnando o casamento de Maria e Claudia Castro Rachid, apresentado em 2007. No entanto, a suprema corte resolveu esperar que a questão seja definida no Congresso antes de emitir sua decisão.

Esse ponto mostra que, de uma forma ou de outra, pelo legislativo ou judiciário, casais de gays ou lésbicas, em breve, serão capazes de realizar o casamento na Argentina.

Com o final da Copa do Mundo para os Argentinos o foco deve mudar do futebol para a política. A vitória de goleada da Alemanha sobre a Argentina encerra este capítulo de Diego Maradona e deve chamar atenção para outro, casamento de homossexuais.
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Não há como deixar de falar, coincidência ou não, tanto a Holanda como a Alemanha possuem leis que aprovam o casamento de homossexuais. Portanto, na busca de identificações com os vitoriosos, para os LGBTs não houve derrota. Venceram as melhores seleções e países que respeitam os direitos LGBTs. Serve de recado, sob este enfoque, que Deus não é brasileiro ou argentino. Protege mesmo é quem respeita e reconhece o direito do próximo!
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Aos irmãos sul-americanos argentinos nossa torcida e também nossa admiração. Estão infinitamente mais a frente que nós brasileiros. Lutam pelo casamento homossexual, com real apoio do Governo e muita organização da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros.
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Aqui suplicamos ainda pela união estável homoafetiva e, para nossa desgraça, além de termos uma Frente Parlamentar Evangélica (numa minoria que prevalece sobre a maioria dos parlamentares), os candidatos a Presidência da República, Marina Silva, Dilma Roussef e José Serra aceitam no máximo a discussão da união civil e tiveram o topete de falar a imensa asneira, apenas para negar nossos direitos, que casamento é sacramento religioso, em ofensa frontal ao casamento civil previsto no ordenamento jurídico brasileiro.
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Atraso é pouco!
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Fonte:

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um pacman laranja engole o losango amarelo da bandeira brasileira


Brasil perdeu para Holanda.
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A culpa foi de quem?
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Temos opções...
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Mick Jagger depois de torcer pela Inglaterra e EUA veio para arquibancada do Brasil. PÉ FRIO É POUCO!
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Kaká pecou! Falou tantos palavrões nesta Copa e seu pecado foi fatal!
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Felipe Melo, nosso jogador também evangélico, que disse que seria lutador caso não fosse jogador, o qual é "absolutamente contra o casamento gay", que cabeceou para o gol contra, a favor da holanda, meteu também violentamente uma pisada na perna do holandês, desnecessarimanete, e tirou do Brasil um jogador numa partida fundamental!
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Júlio Cesar, nosso goleiro, que usou chuteiras de chumbo e não conseguiu se erguer para defender os gols.
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Dunga fashion, com seu mal humor e arrogância que escalou para seleção e insistiu em não tirar Felipe Melo a tempo e nem foi competente, apesar de termos outros excelentes jogadores.
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Da Vuvuzela que deixou doidões os brasileiros e incentivou os holandeses.
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Da Jabulani que teimou em entrar na nossa pequena área.
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Da Elite burguesa branca e machista, dos EUA e da TV Globo, não sei o motivo, mas os socialistas sempre criam uma razão.
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Continuo achando que a culpa foram dos Evangélicos (Felipe Melo e Kaká). Pecaram e foram castigados! Novamente, nós levamos a pior por causa deles...
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Brincadeiras à parte, nem Kaká, Mick Jagger, jabulani ou vuvuzela tiveram culpa. Vamos colocar as coisas nos seus devidos lugares.
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O volante Felipe Melo, não bastasse fazer gol contra foi expulso de forma infantil ao cometer falta em Arjen Robben e pisar na perna do atacante após a marcação da falta. Apesar do lance brusco, o jogador não achou que exagerou, para ele foi normal, e pasmem, criticou a decisão do árbitro de expulsá-lo. Acho que o jogador evangélico Felipe Melo deveria desistir de jogar e optar pela sua declarada segunda opção profissional, luta livre.
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Vale a pena ler o parcial Perfil do Felipe Melo, numa entrevista dele ao Jornal O Globo, que já começa com a seguinte informação: "Agora, quem aparece para mostrar sua verdadeira face é o Felipe Melo, um dos homens de confiança de Dunga".
Se não fosse jogador, trabalharia com o quê?
Lutador de vale-tudo
Religião:
Evangélico
Um outro esporte que gosta fora o futebol:
Jiu-jitsu
É a favor ou contra o aborto?
totalmente contra
É a favor ou contra o casamento gay?
totalmente contra
É a favor ou contra a legalização da maconha?
totalmente contra
É a favor ou contra a pena de morte?
a favor
Quando precisavamos de 11 jogadores tivemos 10. Quando queríamos uma defesa, tivemos um gol contra. E quando contávamos com uma vitória, amargamos uma derrota.
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Repito o que disse o Capitão Lúcio, muito abatido: 'Com um jogador a menos, ficou difícil'
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O destemperado Dunga, por escolher e manter o destemperado Felipe Melo, e este, por ser quem é na hora do jogo, acabaram com o sonho dos brasileiros.
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Minha torcida agora vai para Uruguai, Gana ou Holanda (prefiro perder para o melhor)!
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Jabulani pra frente que atrás vem gente!
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Tudo tem seu lado positivo, agora voltamos as atenções para ELEIÇÕES 2010, depois deste choque de realidade que o continente Africano nos apresentou!
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fonte:
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