O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


domingo, 21 de novembro de 2010

Manifestação contra a homofobia dia 21/11 (domingo). Concentração às 15h, no vão livre do MASP


Organizações LGBT repudiam violência homofóbica e realizam ato na avenida Paulista no dia 21 de novembro

CONTRA A HOMOFOBIA, NOSSA LUTA É TODO DIA!

Manifestação contra a homofobia dia 21/11 (domingo). Concentração às 15h, no vão livre do MASP - e caminhada até o local das agressões (próximo à estação Brigadeiro do Metrô).

Entidades e organizações da sociedade civil organizaram abaixo-assinado para manifestar indignação, repúdio e exigir providências aos graves fatos ocorridos na madrugada do dia 14.11.2010, na Avenida Paulista, envolvendo 5 (cinco) jovens adolescentes que agrediram 4 (quatro) vítimas com violência física, e evidente motivação de intolerância homofóbica.

Segundo a imprensa divulgou, os cinco jovens são de classe média, colegas de um colégio particular de um bairro nobre de São Paulo, e foram reconhecidos como responsáveis por três ataques a pessoas que passavam pela região da Avenida Paulista. A polícia investiga se os crimes tiveram motivação homofóbica.

Esta não é a primeira ação violenta de jovens da classe media brasileira, em especial contra pessoas oriundas de grupos discriminados, e usualmente vítimas de intolerância, como os gays, negros, nordestinos, índios etc. Exemplos não nos faltam: morte do índio Galdino, assassinado por jovens ricos e filhos de autoridades públicas de Brasília em 1997; a violência cometida por jovens da Barra da Tijuca, que agrediram fisicamente uma trabalhadora, empregada doméstica, que voltava para casa, e foi confundida com uma “prostituta” (como se para as profissionais do sexo este tratamento violento fosse admitido).

Agora, uma vez mais, no décimo ano da morte por assassinato do adestrador de cães, Edson Neris da Silva, na Praça da República, em 6 de fevereiro de 2000, executado por um grupo delinquente de “skinheads do ABC”, deparamo-nos com este arrastão “chique” no coração econômico da terra cujo povo se autoproclama locomotiva e esteio do Brasil.

Certamente, se o Brasil já tivesse uma legislação que criminalizasse a homofobia, a exemplo de países mais desenvolvidos na defesa e promoção dos direitos humanos, fatos como o ocorrido seriam mais raros, pois a juventude brasileira, em especial a bem educada e privilegiada do ponto de vista econômico, já teria aprendido que homofobia é crime e não pode ser praticada. Mas a inércia e a omissão do Poder Legislativo nos obrigam a continuar lutando para viver com dignidade e exigindo a ação das instituições que devem cumprir e manter a Constituição Federal. As autoridades públicas, Polícia, Poder Judiciário, Ministério Público têm a obrigação de garantir a ordem, a lei e o respeito à Constituição brasileira que, em última instância, proclama como sua razão máxima a garantia dos direitos individuais da pessoa humana.

Sendo assim, o documento tem como objetivo chamar atenção das autoridades públicas e do povo de São Paulo e do Brasil, exigindo e cobrando para que este fato não caia no esquecimento, em vista dos agressores terem posição sócio econômica privilegiada. A justiça brasileira tem a obrigação de ser justa e a polícia e o Ministério Público de cumprirem suas funções.

No mesmo sentido, estão organizando o II ATO ALEXANDRE IVO dia 07/12/2010, a partir das 15 horas, em frente ao novo Forum de São Gonçalo - RJ, no mesmo momento em que ocorrerá a II AUDIÊNCIA do caso, para que não haja impunidade aos assassinos do nosso querido Alexandre, que foi morto e torturado por intolerância, ódio e homofobia. Os "suspostos" assassinos estão respondendo ao processo em liberdade. Não queremos que esse caso também caia no esquecimento da população brasileira.HOMOFOBIA MATA! Pela Criminalização da HOMOFOBIA!

sábado, 20 de novembro de 2010

Todos são iguais perante a Lei, mas não para a Justiça: uns têm direitos, outros não; uns agridem, outros apanham; uns ficam soltos e outros presos.



Os cinco agressores foram soltos pela JUSTIÇA e agora podem pegar novas lâmpadas fluorescentes e atacarem qualquer outro homossexual.

Edio Dalla Torre Junior, advogado de Jonathan Lautan Domingues (o instruto de jiu-jtsu, único maior de idade), teve a audácia de desafiar a inteligência de todos os telespectadores que assistiam ao Jornal Nacional com o argumento desprezível que o vídeo que revelava o flagrante do crime cometido não mostrava seu cliente agredindo ninguém. Não, quando ele vai se dirigir para agredir, infelizmente, a câmera é fixa e não o acompanha. Mas a câmera fez muito mais, mostrou que SEU CLIENTE era quem estava ao lado do adolescente marginal que bateu com as lâmpadas a vítima e fez isto imediatamente após seu cliente criminal falar algo com ele, assim como que foi o seu cliente de camisa branca, o que parou para dar guarida ao seu comparsa para agredir. Fez mais, quando viu a vítima finalmente tentar se defender, o cliente deste advogado levantou a parte da bermuda para se digirir contra a vítima utilizando algum golpe com a perna. Em seguida, é exatamente o cliente deste advogado que, calmamente com o outro agressor inicial, comemora a selvageria praticada!

Confesso que cheguei a ficar constrangido por este advogado, pois imediatamente a sua fala, o Jornal Nacional colocou o segurança Rafael Fernandes desmentindo-o. Seco e direto. Agrediu sim, afirmou o segurança. E acrescentou ainda a testemunha que o agressor lhe disse que era porque se tratava de um homossexual.

Como será que o Ministério Público, que deu parecer favorável a liberdade deste selvagem, se sentiu ao assistir o vídeo e reportagens?

Sempre lembro, porque não é muito divulgado, além das agressões aos três jovens por motivação homofóbica, os cinco jovens suspeitos também foram acusados de roubar um lavador de carros na região da Avenida Paulista no último domingo.

E a Juíza da 4ª. Vara Criminal do Fórum da Barra Funda que concedeu a liberdade?!

Deixou em liberdade um indivíduo que pode voltar agredir qualquer outro homossexual ou até uma das vítimas, quiçá as testemunhas do caso! E o número de vítimas e testemunhas é grande, pois os meliantes não se intimidaram de fazer várias vítimas!

Eu não me sentiria seguro se estivesse em São Paulo e soubesse que a Justiça local livra imediatamente bandidos homofóbicos que atacam vários homossexuais na principal avenida do estado, às claras, na frente de qualquer um, sem qualquer medo, comemoram ao final e que ainda sabem que serão soltos imediatamente pela justiça! A sensação de impunidade para eles, que serve de modelo para outros homofóbicos deve ser imensa, assim como deve ser, na mesma proporção, a sensação de perigo para todos os homossexuais paulistas!

Não consegui localizar os nomes do Promotor de Justiça e da Juíza ou Juiz da 4ª. Vara Criminal do Fórum da Barra Funda que funcionaram no habeas corpus que soltou o agressor. Até onde pude apurar pela internet, parece que a Juíza Marcia Tessitore é responsável por este juízo (não tenho certeza), pois também parece que existem dois juizes auxiliares, Drs Carlos Eduardo Lora Franco e Lilian Lage Humes nomeados para o mesmo Juízo Criminal. Se foi a Dra. Marcia Tessitore que soltou o rapaz me causará espanto ainda maior, pois foi esta mesma juíza a responsável pelo caso daquela artista plástica que em 2009 fez uma Pichação na Bienal e ficou presa mais de 50 dias, sem conseguir a liberdade!!! Se realmente for ela a Juíza do caso deste violento agressor, teremos que entender que espancar homossexuais não é tão grave quanto pichar a Bienal!

Já o Promotor de Justiça que acompanha o caso dos menores, Tales de Oliveira, parece ter se situado, pois após as vítimas afirmarem que não eram homossexuais, o mesmo declarou que “O fato de as vítimas dizerem que não são gays não importa para o processo. A apuração é que elas teriam sido agredidas por serem confundidas com gays. A motivação do ataque seria por homofobia. E isso será apurado”.

Segundo ele, a promotoria requisitou as imagens para juntar ao processo e verificar o que será feito em relação aos quatro menores. “O processo está em andamento, é juntar provas dos fatos para aguardar a sentença. Depois vai verificar que providência será tomada. A única coisa que pode acontecer diferente é o pedido de internação para os adolescentes. A promotoria vai analisar se vai pedir a internação mediante imagens. Essas imagens podem levar os meninos à internação, pode mudar o quadro probatório”, disse Tales de Oliveira.

Cada notícia que aparece só me faz deixar mais perplexo. Não me espantaria se o próximo argumento dos advogados a ser acolhido pela justiça fosse que a culpa eram das lâmpadas fluorescentes!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Câmeras de segurança de um prédio na Avenida Paulista registraram o momento que os jovens foram agredidos no domingo



Muito interessante este vídeo.

As vítimas homossexuais andavam pela Av. Paulista conversando entre eles. Apesar de não gostar de me referir a estereótipos, vê-se, claramente, até pelas calças bem justas da principal vítima, e uma certa delicadeza dos demais que eram visivelmente homossexuais.

A quadrilha formada pelos adolescentes caminhava em sentido contrário, sendo que um destes marginais, já desde longe, trazia consigo duas lâmpadas fluorescentes, ou seja, já era clara sua intenção de usá-las, apenas aguardava aparecer uma vítima e a vítima havia sido escolhida desde o momento que foram avistadas pelo grupo homofóbico.

Segundo antes da agressão, todos os membros da pretensa quadrilha olharam em conjunto para o componente mais abusado que segurava a lâmpada, como se ali já fosse esperada a ação, e em ato imediato, este se separa e vai direto ao encontro da vítima e manda na cara do mesmo a lâmpada. A vítima para, ainda assustada com ataque, e o covarde não perde tempo, desfere outro golpe com a segunda lâmpada, quando, então, finalmente a vítima reage para se defender dos dois ataques.

A câmera consegue mostrar apenas um dos amigos daquele marginalzinho que teve a iniciativa, e vê-se que o mesmo estava acobertando o principal, apenas aguardando para ver existiria alguma reação, e constatando que teve, puxou parte da perna de sua bermuda para atacar a vítima, a partir de algum golpe com as pernas.

Os dois outros gays que acompanhavam a vítima, se acorvadaram, pois foram surpreendidos e também não possuíam o mesmo instinto de seus agressores. Um destes teria dito em entrevista que "Eles passaram por nós, depois se viraram, chamaram o L. e atacaram com uma lâmpada fluorescente no rosto". Acrecentando, "Eu e mais um colega ficamos em choque, não pudemos fazer nada. Tudo durou menos de dois minutos.", disse.

A partir daí a câmera não capta mais a cena das agressões covardes que todo grupo faz ao jovem agredido, mas se vê os seguranças do shopping saindo em socorro ao constatarem a grande covardia praticada por todo o grupo de selvagens.



Os garotos que golpearam o rapaz homossexual deveriam estar presos e serem adestrados a conviver em sociedade, mas não posso estranhar o comportamento agressivo e anti-social destes moleques após ler alguns comentários de seus pais expostos no jornal ‘O Estado de S.Paulo’.

“O diretor de teatro Marcelo Costa, pai de um dos menores de 16 anos acusado de agressão, defende que o filho e os amigos participaram de "uma briga como outra qualquer" e nega ter havido atitude homofóbica. "Ele participou de um confusão. Acho que ele errou, sim, em se meter em briga. Mas não foi como estão falando", afirmou.

Segundo Costa, os jovens estavam chorando quando ele os encontrou na carceragem da delegacia, na manhã de ontem. "Quando entrei, meu filho me perguntou: "Pai, eu ia apanhar?"." Costa diz que o filho mora com a mãe na Bela Vista. Segundo ele, o garoto - que estuda em escola pública - nunca teria se envolvido em confusões.

O pai de outro menor, de 17 anos, alega que nem familiares nem advogados dos acusados viram os agredidos. "As supostas vítimas vieram pela manhã, falaram com a polícia sem a presença de um advogado do nosso grupo. E essa é a versão final", disse.

O advogado Alexandre Dias Afonso alega que os jovens teriam sido "assediados". "Parece que foi uma cantada um pouco agressiva. Mas nada que caracteriza roubo foi apresentado."

O pai de Jonathan, único maior preso, admitiu que o filho tem pavio curto. "É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga", disse Eliezer Domingues Lima”.

E agora senhores papais, diante do vídeo, o que dizem?

Os jovens sofreram assédio agressivo? Foi uma briga como outra qualquer?!

Detalhe importantíssimo.

Este vídeo é da SEGUNDA AGRESSÃO praticada pelos selvagens no mesmo dia, na mesma Avenida Paulista, pois pouco antes já haviam espancado outra vítima.

Em outro vídeo, volta a mostrar um dos seguranças que ajudou a parar o segundo ataque, esclarecendo de forma inquestionável que os selvagens lhe disseram que atacaram a segunda vítima pelo fato do mesmo ser homossexual.

Mas também neste mesmo vídeo, mostra que não era à toa que a quadrilha já preparava ardilmente nova tocaia para atacar de surpresa e covardemente o gay que aparecesse, pois mesmo antes já haviam feito outra vítima, na mesma rua, sem qualquer receio.

Há registros, inclusive, que uma outra vítima da quadrilha os identificou ao chegaram na delegacia de policia, pois estava fazendo sia ocorrência policial pelo dito ataque e roubo sofrido pela mesma quadrilha.

Quero entender como podem estar solto? Porque foram soltos no dia seguinte?

Não gostaria de ser homossexual e morar em São Paulo sabendo que esse grupinho está solto, pronto para espancarem homossexuais, conscientes que se fizerem isto não haverá qualquer problema, pois serão imediatamente liberados para continuarem a agredir outros homossexuais.

Povo de São Paulo não deixe de comparecer ao e Ato de Protesto, promovido pelo Instituto Edson Neris, contra as agressões homofóbicas no último final de semana, em São Paulo e no Rio de Janeiro que ocorrerá no próximo domingo, dia 21.11.2010, concentração às 15:00hs no vão do MASP - na Avenida Paulista, em São Paulo, divulgue!

Para a "JUSTIÇA" de São Paulo só me resta cantar a estrofe da música “Geni e o Zepelin” de Chico Buarque de Holanda:


"Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sem opção, militar confessa que atirou no homossexual após a Parada Gay do RJ

Como serão os rostos dos Terceiros Sargentos do Exército, Ivanildo Ulisses Gervasio e Jonathan Fernandes da Silva, que praticaram a bárbarie homofóbica no estudante do Rio de Janeiro?

A vítima, um estudante homossexual, não pretendia sequer dar continuidade e ajudar a investigação sobre o criminoso que lhe disse que o homossexual era uma raça desgraçada e lhe deu um tiro. Mesmo com medo, a mãe do rapaz não deixou o filho se omitir e insistiu que o mesmo fosse fazer o reconhecimento.

Os militares primeiro negaram a existência de um tiro no local, os organizadores da Parada Gay do Rio de Janeiro se silenciaram sobre o fato, mas o estardalhaço criado pela imprensa não deixou o caso ser desconsiderado.

Sem escolha, após exame das armas e o anúncio que o estudante homossexual faria o reconhecimento de todos os militares de plantão no dia, o militar homofóbico que disparou o tiro não teve escolha. Confessou o crime.

No G1 do site Globo foi anunciado:

"O Exército prendeu nesta quinta-feira (18) dois militares suspeitos de envolvimento no episódio em que um estudante de 19 anos foi ferido na barriga após a Parada Gay, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no último domingo (14). A instituição confirmou as prisões em nota à imprensa.

"O militar que atirou no estudante admitiu o crime e contou os detalhes sobre sua ótica. Não há dúvidas quanto à atitude homofóbica dos militares", disse o delegado. Segundo Veloso, eles teriam dito que saíram do Forte à revelia dos seus superiores com o objetivo de fazer com que as pessoas que estavam no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, deixassem o local.

"De acordo com o delegado Fernando Veloso, da 14ª DP (Leblon), onde o caso foi registrado, o Exército realizou uma perícia nos militares que estavam em serviço naquela noite para saber se algum deles havia efetuado disparos com armas de fogo e os identificou. A instituição chegou a negar o envolvimento de militares, porque o responsável pelo tiro teria reposto a munição de sua arma, dificultando a perícia inicial.

Às 15h, o delegado pretende levar a vítima e as testemunhas do crime ao Forte de Copacabana para que eles façam o reconhecimento formal dos militares.

Na ocasião, os acusados, que já foram ouvidos no Inquérito Policial Militar, serão ouvidos oficialmente pela Polícia Civil.

Segundo Veloso, os militares vão responder na Justiça comum e na Militar. De acordo com o delegado, eles devem responder pelo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe (sem dar chance a vítima)".

Em tempo:

O autor do disparo foi descoberto com a ajuda de um exame balístico realizado pelo Exército, que apontou que a arma em posse do militar havia sido utilizada. Segundo a polícia, Ivanildo Ulisses Gervasio e Jonathan Fernandes da Silva, que têm a patente de 3º sargento do Exército, alegaram terem sido "desafiados" pelo estudante. O delegado pretende agora que a vítima reconheça os agressores. "Eles vão ser colocados junto com outros militares de aparência semelhante e a gente vai fazer a identificação direta. De qualquer forma, o autor dos disparos já admitiu que foi ele", afirmou.

Você acha que a homofobia não existe?


O termo homofobia incomoda muita gente e a primeira defesa é que a mesma é imprópria, porque fobia diria respeito exclusivamente ao ÓDIO, entretanto, estas pessoas se esquecem que a lingua é viva e como conceituado no Houaiss, a "fobia" se trata da "falta de tolerância; aversão".

Os homossexuais não têm dúvida, mas ainda há aqueles que afirmam que o termo homofobia é um exagero transloucado e até mesmo há os que se defendem afirmando que nada possuem contra, falam ser contra a violência, e outros, se atrevem a dizer que amam os homossexuais, mas apesar das palavras politicamente corretas agem firmemente para que nenhuma lei seja aprovada para punir especificamente esta agressão, perpetuando a gritante violência. Estes são os piores e estão com suas mãos sujas de sangue inocente!

Se for para escolher entre o ruim e péssimo, prefiro aqueles que não se mascaram e assumem a sua homofobia. E há os que não têm a menor vergonha de ser homofóbico. Pelo menos sabemos com quem realmente estamos lidando, mas não deixa de ser REPUGNANTE.

Está é a realidade.

Assista este vídeo do Youtube abaixo, são só palavras escritas no Twitter. Assusta, mas revela numa mínima mostragem o que os LGBTs passam!




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PORQUE TRATAMENTO DIFERENTE?

JONATHAN LAUTON DOMINGUES, 19 anos, é um dos homofóbicos de SP, morador da Vila Mariana, instrutor de Jiu-Jítsu, na academia Ryan Gracie Team, localizada no bairro onde mora, na modalidade MMA (Artes Marciais Mistas).

O rapaz de São Paulo que foi preso por namorar no cinema outro adolescente teve sua imagem largamente divulgada através de fotos e inúmeros vídeos em todas as redes de televisão e sociais.

O grupo selvagem de São Paulo que na Avenida Paulista atacaram inúmeras pessoas com socos e lâmpadas, a ponto de levar para o hospital a vítima por lesão corporal grave e seguranças afirmarem que se não tivessem intervindo algo muito mais grave ocorreria não tiveram em nenhum momento divulgadas suas fotos e nem mesmo qualquer vídeo ou reportagem mostrando seus rostos, apesar de um deles ser maior.

Os rapazes que atacaram no bairro da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a empregada doméstica Sirley, onde a mesma teve lesão corporal no braço, além de ter sustentado que levaram sua bolsa, foram presos, trancafiados e largamente enxovalhados pela imprensa nacional. Fotos, prisão e PRESOS IMEDIATAMENTE E TRANCAFIADOS POR ANOS, com condenação grave para todos.

Os rapazes que atacaram na Avenida Paulista VÁRIOS homossexuais praticaram violentamente lesão corporal grave (visivelmente comprovada pelas fotos nos jornais), aliás, muito mais que o braço daquela ÚNICA PESSOA, em comparação a empregada doméstica antes citada, e da mesma forma que ocorreu com esta, tem-se notícias que aqueles também supostamente subtraíram pertences de uma das vítimas que os reconheceu, foram SOLTOS NO DIA SEGUINTE.

Não entro em questão se a prisão resolve o problema para indivíduos tão jovens num sistema carcerário sabidamente decadente, mas O QUE SALTA AOS OLHOS é o imenso tratamento diferenciado, em casos de repercussão, quando o acusado ou vítima se trata de indivíduo homossexual.

O acusado homossexual tem sua vida dilacerada, é preso, tem fotos e vídeos para arrasar sua vida, mesmo que seja por um mero namoro no cinema.

A resposta ao drama da vítima homossexual de homofobia é ver absolutamente protegida a imagem, sem fotos, sem vídeos, sem indicação dos nomes dos pretensos CRIMINOSOS homofóbicos.

Se o crime tem clamor público, como o caso da agressão sofrida pela empregada doméstica na Barra da Tijuca, os criminosos que sequer haviam sido presos em flagrante, são caçados, jogados na cadeia e ficam lá durante ANOS, com fotos e bastante divulgação.

Se o crime tem clamor público, como o caso das vítimas da homofobia de São Paulo, mesmo tendo a quadrilha sido presa em flagrante delito, são soltas NO DIA SEGUINTE, sem fotos, sem vídeos ou qualquer divulgação de seus nomes e rostos.

Se aqueles garotos da Barra saíram para zoar e agrediram a empregada doméstica mereciam prisão, porque os garotos de São Paulo que saíram para praticar homofobia e agrediram INUMERAS PESSOAS gravemente, foram liberados?

O PERIGO dos garotos da Barra que atacaram UMA PESSOA me parece bem menos grave que os garotos de São Paulo que atacaram INUMERAS PESSOAS. Se a prisão preventiva daqueles era para proteger a sociedade de novas práticas delituosas e só uma havia sido efeivamente agredida, porque então é menos perigoso para a sociedade a quadrilha de São Paulo que praticaram crime de ÓDIO em várias pessoas? O estado então não se preocupa que eles venham continuar a praticar violência de homofobia contra homossexuais?

A pergunta é, mesmo considerando que a prisão não é a melhor solução: PORQUE O TRATAMENTO DIFERENCIADO?

Ao menos conseguimos, através do site do Jornal Flit Paralisante algumas notícias e referência dos agressores, entre eles o maior agressor, que se chama JONATHAN LAUTON DOMINGUES, 19 anos, apresentado na foto inicial desta postagem. JONATHAN é morador da Vila Mariana, instrutor de Jiu-Jítsu, na academia Ryan Gracie Team, localizada no bairro onde mora, na modalidade MMA (Artes Marciais Mistas), na tradução do inglês.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Parada Gay do Rio de Janeiro e uma pergunta: somos ou não "uma raça desgraçada"?



Após adiamento, finalmente ocorreu a 15ª Parada do Orgulho Gay neste domingo (14), a qual foi composta por 13 trios elétricos para “animar” a Parada.

A Polícia Militar afirma que 250 mil pessoas ocuparam a orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para a 15ª Parada do Orgulho Gay, neste domingo (14). Apesar de estar marcada para as 14 horas — os primeiros os trios elétricos começaram o desfile duas horas depois. Organizadores do evento contestam os números e dizem que o público presente foi de 1,2 milhão. Portanto, alguém parece estar muito estrábico, não sei se a Policia Militar ou os organizadores, pois se trata de uma diferença gritante, de quase 1 milhão de pessoas.

Eu não fui e sei que vários outros gays também não puderam comparecer, por conseguinte, não sei se exageram para mais ou menos, mas a regra é que a polícia militar seja a menos parcial na apuração.

Até o Governador, que sempre se faz presente, também não compareceu nesta edição da Parada, sob alegação do antigo problema com o joelho, apesar de ter comparecido há vários eventos e inaugurado, inclusive, três prédios do complexo Judiciário Estadual uma semana atrás. Não há notícias, portanto, conclui-se, que também o Prefeito do RJ não foi.

Não tenho dúvida, a maioria presente vai pela festa, infelizmente. Exceção a regra são algumas pessoas mais politizadas ou que sofreram a violência na pele, como aquele noticiado pelo G1 do site do Globo, o cabeleireiro Guilherme da Silva, de 22 anos, que prestigiou a Parada GLBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) pela primeira vez. “Eu me assumi há um ano e estou adorando estar aqui. Vim pela festa, mas também para lutar contra o preconceito. Semana passada fui vítima de xingamentos na praia da Barra, na Zona Oeste”, revelou o jovem, que compareceu vestido de mulher.

Uma reportagem do canal de notícias Globo News deixa claro isto. Na frente a jornalista entrevistando Claudio Nascimento sobre o Projeto Lei da Câmara 122, que pretende criminalizar a homofobia e ao fundo muita música, dança, fantasias e pegação daqueles que compareceram ao evento. Não casava o discurso do entrevistado com o cenário, trilha sonora e figurantes.




Apesar do Movimento LGBT carioca dizer que aquele acontecimento se realizava em protesto da homofobia, foram exatamente os homofóbicos que conseguiram ser os protagonistas da edição da Parada, dar o real destaque e levar para todas as residências a questão da homofobia.

Houve até certa resistência dos organizadores da Parada em aceitar o fato, conforme se pode constatar na página do Facebook, onde a Dra. Rita Colaço, militante e historiadora, proprietária do blog “Boteco Comer de Matula” protestava com veemência, UM DIA DEPOIS, acerca da sonegação da informação do crime homofóbico ocorrido em decorrência da Parada: “Incrível. Nenhuma nota sobre o acontecido no pq garota de ipanema...É de uma alienação e alheiamento completos".

Não houve resposta, apenas uma posterior postagem de matéria jornalistica na mesma rede social noticiando que “O Comando Militar do Leste divulgou uma nota, na manhã desta segunda-feira, informando que nenhum militar do Forte de Copacabana disparou arma de fogo esta madrugada, no Arpoador”.

A homofobia no Rio de Janeiro, vedete apenas como tema, foi posta debaixo do tapete pelos organizadores, para não estragar o glamour da festa.

Mas felizmente não adiantou a tentativa de abafar e o gravíssimo fato veio à tona pelos principais jornais.

O estudante Douglas Igor Marques Luiz, de 19 anos, foi encontrado baleado, por disparo feito por um fuzil, no abdômen, nas pedras do Arpoador. O jovem baleado e a família acusam um militar do Exército, lotado no Forte de Copacabana, de agressão, discriminação (por ele ser homossexual) e de ter efetuado o disparo.

De acordo com a mãe do jovem, Viviane, de 37 anos, o filho e um grupo de amigos, todos homossexuais, estavam conversando e alguns namorando nas pedras, quando foram abordados por militares do Exército, por volta de meia noite e meia.

O jovem estudante de 19 anos após a 15ª. Parada do Orgulho Gay, em Copacabana, contou que foi humilhado e agredido por um grupo de três homens no Parque Garota de Ipanema, momentos antes dos disparos.




“Começaram a ofender, xingar, dizendo que, se pudessem, eles mesmos matariam cada um de nós com as próprias mãos, porque é uma ‘raça desgraçada’ e tal... humilhar, bater entre outras coisas. Foi quando um deles me empurrou no chão e atirou. Eu caí sentado e ele atirou na minha barriga", disse.

'Disseram que somos uma raça desgraçada'

'Disseram que somos uma raça desgraçada'

'Disseram que somos uma raça desgraçada'

E somos!
No dicionário Houaiss desgraçado significa:

1 que ou aquele que está em desgraça; desventurado, infeliz;
2 que ou aquele que é pouco ágil; desajeitado, inábil;
3 que ou aquele cujo caráter inspira desprezo.

desgraçados como nós caem em desgraça na campanha presidencial do pais, que utiliza como moeda de troca com evangélicos exatamente a lei que pretende coibir a homofobia.

inábeis como nós fazemos festa ao invés de conscientizar a população LGBT para protestar por nossos direitos e elegermos candidatos que lutem por nós.

desprezados como nós somos colocados como cidadãos de segundo categoria, vendo negados direitos fundamentais que segundo a Constituição deveriam ser direitos iguais para todos.

Inábeis é pouco. No Rio de Janeiro os organizadores desta Parada apoiaram explicitamente o PT e, pasmem, nenhum dos candidatos LGBTs. que concorriam nestas eleições. SP sedia a maior Parada Gay do Mundo e basta se perguntar quantos candidatos com orientação sexual LGBT foram eleitos. Nenhum.

Os homofóbicos matam um homossexual a cada dois dias, socam, chutam e machucam física e moralmente lgbts, e o que vemos ocorrer? Apoio político do Poder Executivo e Legislativo para que a lei que pretende criminalizar a homofobia permaneça engavetada, e se passar seja vetada, festa, glamour e nenhuma politização.

Somos ou não somos uma raça desgraçada neste país?

vídeo links:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

LinkWithin