O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Perguntar não ofende: Cadu do BBB10 é gay?


Quem era aquele amigo que Cadu saiu correndo para abraçar no dia da final do BBB 10?

Eu sei que a imagem que ficou foi de Cadu largando a Lia na pista e beijando a famosa Monica, entre um momento e outro, não há registros em nossas mentes.

No entanto, ao assistir sua entrevista com Diego Alemão no canal Multishow, Cadu esclareceu que nem tinha visto Monica, a quem nem esperava encontrar ali, e que, na verdade, ele largou Lia e saiu correndo para abraçar um amigo, a quem tinha avistado. De fato, apareceu a imagem e ele realmente tinha ido ao encontro do tal amigo que foi o primeiro a ser abraçado, aliás, também seria amigo da Monica. Talvez o amigo seja o Bruno, aquele para quem pediu para mãe, no telefonema que ganhou da Embratel, mandar um beijão. Ratificou ainda para o Alemão que não era namorado da Monica, que mantinha o que havia dito, que apenas tinha alguém especial fora da casa e que continuava solteiro.

Diego Alemão até criou uma situação meio constrangedora, questionando se ele não ficou atraído fisicamente por nenhuma mulher durante aquele longo período de tres meses, que elas teriam dado encima e etc. Enfim, aquela cobrança bem típica de macho inconformado com a postura de outro, sugerindo uma leve insinuada.

Essa história de "alguém" especial e "pessoa", sem nunca definir o gênero masculino ou feminino, também todos conhecemos.

O fato dele ter se candidatado a um papel numa série absolutamente gay, "Farme 40º" ou modelo da capa de uma revista de turismo gay, "Via G", não representam nada, uma vez que não é cabível confundir um trabalho artístico com os impulsos sexuais. Tampouco o fato das mulheres do BBB10 terem se insinuado explicitamente para ele e ainda assim o mesmo não ter "pego" nenhuma delas. Já foi o tempo que o homem hetero era obrigado a cumprir este papel machista.

Mas estranhei foi o fato de ter surgido a misteriosa Monica na mídia imediatamente após surgir na imprensa uma foto de Cadu sendo beijado no rosto por uma amiga travesti.

Deveria dizer que pouco importa a orientação sexual do Cadu do BBB10. Cadu é um gentleman e não é por isso que questiono sua orientação. Seja heterossexual ou não, não deixará de ter as qualidades que apresentou durante todo o programa (exceto, evidente, ser parceiro de Lia e Dourado). Nem acho, em sendo heterossexual, que sua postura não seja masculina.

É um homem, como todos (ou quase, ninguém pode negar suas qualidades especiais). Aliás, me incomoda muito quando uma mulher afirma que fulano "não é homem, é gay" ou pioram mais decretando, "não é homem de verdade". Ora, todos os homossexuais masculinos são homens, e de verdade, apenas gostam sexualmente de outro homem. Tal afirmativa serviria apenas para as transexuais, que se entendem mulheres em corpos de homens, assim como muitas travestis. Engraçado que não vejo isso ocorrer quando se referem as mulheres lésbicas. Nunca ouvi alguém dizer que elas não são mulheres de verdade! Essa coisa pejorativa é reducionista e pura discriminação!

Mas voltando ao tema, a verdadeira razão deste questionamento se dá por outro motivo, não esqueço aquela matéria que saiu no JB afirmando que Boninho teria dito que existia na casa um quarto elemento Colorido naquela edição que se revelaria mais próximo do final.

Isto não ocorreu, exceto se ele quis sugerir que Fernanda seria lésbica porque se interessou por Serginho, rs.

André Fisher afirmou que Alex, do BBB10, era "homossexual enrustido", após este ter afirmado para Diego Alemão que se fosse cantado por um homem diria: “Sou hétero graças a Deus”. Bem, se Alex afirma que é hetero, então acredito.

André Fisher também comentou ao site de celebridades que, na casa, Alex não era o único gay enrustido ou bissexual que não se assume. No entanto, preferiu não dar nome aos bois. “Mas deste outro não vou falar porque não ofendeu ninguém quando participou do programa do Alemão. Ninguém é obrigado a assumir nada. O que não dá é para ser preconceituoso", concluiu.

Quem afinal seria esta pessoa?

Minha mãe que assiste Ana Maria Braga me confidenciou um clima, um tanto duvidoso, quando as meninas e o Alemão falaram do Cadu no programa. Mas que fique claro, isto foi uma sensação dela, nada que fosse, de fato, explícito. Também li num blog gay no mixbrasil do UOL fortes insinuações que pareciam se referir ao Cadu.

Não sei quem era o quarto elemento colorido, se homem ou mulher, se Cadu ou qualquer outro, mas se era um dos outros homens que participaram desta edição, fez falta. Muita falta. Serginho e Dicésar, na qualidade de homossexuais, representaram muito bem dois segmentos LGBTs que não contemplava a grande maioria que conheço.

Acho o Cadu, aparentemente, o mais resolvido sexualmente, inclusive em razão de sua postura diante dos assédios femininos e bom relacionamento inicial com Dicésar e Serginho. Por este motivo, em particular, acredito que ele seja heterossexual, mas ainda assim quero fazer a pergunta.

Óbvio que sendo a pergunta realizada por mim, jamais poderia ser entendida como um demérito, portanto, sem qualquer intenção de duvidar da masculinidade de Cadu, questiono:

Carlos Eduardo Parga, você é heterossexual, bissexual ou gay?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Fala que Eu te Escuto – Famoso homossexual afirma em programa evangélico que gays são tristes e solitários


Li esta notíca, no mínimo, estranha.

Primeiro a transcrevo e em seguida faço meus comentários:


"Por Renato Cavallera, em 08 de fevereiro de 2010

O programa “Fala que Eu te Escuto”, ligado a Igreja Universal do Reino de Deus e exibido na TV Record, tratou nas últimas madrugadas sobre o tema “homossexualismo”.

Na última quarta-feira com a presença de Leão Lobo e Amin Kader, o bispo Clodomir Santos, apresentador do programa que é exibido nos finais de noite na Rede Record, atendia telespectadores que davam a sua opinião sobre qual é a maior discriminação sofrida pelos homossexuais: na família, no ambiente de trabalho ou na sociedade.

Entre uma opinião e outra, quando o bispo Clodomir pedia a opinião de Leão Lobo, o artista procurava sempre em defesa aos homossexuais transparecer uma certa segurança quanto a sua orientação sexual, porém o comediante Amin Kader não media palavras e soltava o verbo (muitas vezes quase partindo pra vulgaridade) e admitia que os homossexuais são todos “infelizes” e extremamente “vítimas de discriminação” aqui no Brasil. Amin também afirmou que a parada gay não serve para outra coisa a não ser diversão, que gay não deve adotar filhos e que todos são solitários.

Num dado momento do programa, o apresentador bispo Clodomir, perguntou aos dois convidados, se “um beijo entre homossexuais numa novela” poderia ajudar ou atrapalhar a causa homossexual. Para Leão Lobo, poderia sim ajudar, porque segundo ele a a sociedade seria “moldada” e consequentemente acabaria aceitando a ideia de que os homossexuais podem viver em pé de igualdade com os heterossexuais.

Já para Amin Kader, nem um pai de família estaria disposto a assistir um homem beijando outro homem diante de seus filhos, e o comediante voltou a frisar a “infelicidade” em que vivem os homossexuais. Amin Kader também gritou que se pudesse voltar ao mundo com uma nova vida, com toda a certeza não seria na condição de homossexual.

No final da programação, bispo Clodomir apresentou um texto do bispo Macedo (extraído de seu blog), onde o líder da IURD comenta sobre “o erro cometido por muitos cristãos em discriminar” os homossexuais.

Fonte: Vooz / Gospel+
Via: O Verbo"


Tal artigo me pareceu extremamente tendencioso ou, no mínimo, ingênuo.

Não é a primeira e nem será a última vez que homossexuais ligarão para programas envangélicos como estes para se manifestar, impulsionados por motivações diversas, sejam elas por "zombaria", "revolta", "defesa" e assim por diante.

No caso retratado, apesar de não ter assistido (evidente), Leão Lobo parece que desejou colocar em xeque as prováveis argumentações expostas no programa evangélico e o Amin Kader, por sua vez, expor sua possível revolta com o que teria assistido.

O artigo não faz qualquer referência ao eventual debate e nem o que foi exposto em tal programa, se cingi apenas a comentar que Leão Lobo "procurava sempre em defesa aos homossexuais transparecer uma certa segurança". Transparecer certa segurança?! Enfim, o autor do artigo sugere que Leão Lobo sequer possuía segurança na sua fala.

Já quanto ao Amin Kader tudo indica que a tal coluna pegou pesado, pesadíssimo, desafiando a inteligência e realidade dos fatos. Isto porque, deu a idéia de uma fera enjaulada e raivosa, desequilibrado, que falava impropérios porque simplesmente é infeliz por ser homossexual. Francamente, né?

Volto a insistir, embora não tenha assistido ao programa, tudo leva a crer que Amin Kader apontou o dedo para o bispo que apresentava o programa e (parece) que responsabilizou a discriminação dos evangélicos de tornarem a vida dos homossexuais um inferno. Daí colocar como título do artigo uma pretensa confissão de um homossexual famoso que estaria passando por sofrimento e agonia pelo fato de ser homossexual, isentando toda culpa da religião ali professada e qualquer relação com as idéias que são propostas pelo programa evangélico, parece realmente uma distorção lavada e de extrema-fé. Exceto se quem assistiu, ingenuamente, tenha apenas captado o que lhe interessava.


Fonte:

http://noticias.gospelmais.com.br/fala-que-eu-te-escuto-famoso-homossexual-afirma-em-programa-evangelico-que-gays-sao-tristes-e-solitarios.html

domingo, 29 de novembro de 2009

Grito de desabafo direto do Púlpito da “Vida Inteligente Na Madrugada” para o Senado Federal

Serginho Groisman, de bermuda e camiseta branca, com estampa da mão da estátua do Cristo Redentor portando uma fita vermelha, símbolo de luta contra AIDS, resolveu comemorar o aniversário de 9 anos do programa Altas Horas no super, mega, hiper popular PISCINÃO DE RAMOS.


O programa era POVÃO, com mais de mais de 40 mil pessoas, de variadas comunidades locais, num calorão digno de verão, em plena primavera.


“Altas Horas, vida inteligente na madrugada” possui um quadro realmente interessante, o Púlpito, no qual o microfone é aberto para a platéia, que comparece à tribuna para falar, ou protestar, sobre o que quiserem.


Nunca o púlpito refletiu tão bem a sua finalidade. Era o povo literalmente falando na telinha da Globo com clareza, literalidade e sem rodeios.


O povo de Ramos vinha abaixo a cada protesto, e não foi diferente quando surgiu um rapaz chamado Deri que chegou lá e de dedo em riste e em altos brados foi direto:




“O meu protesto é contra a homofobia, todo gay tem direito de se expressar. O meu protesto é contra os senadores que não aprovaram a PLC 122 de 2006, dando liberdade para os homossexuais de se expressarem. Todos nós temos direito de nos expressar, temos direito de amar, todo mundo é igual perante a lei. Brasil aprova a lei contra a homofobia!!!"



DERI falou como entendia ser o objeto do PLC 122/2006, um projeto de lei que visa ir contra a homofobia, no exercício do direito à cidadania, justificado em suas coerentes palavras, no direito de se expressar, no amor e no fato que "todo mundo é igual perante a lei".

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Vejo muitos militantes de movimento que parecem que estão lá mais preocupados em se projetar politicamente que realmente envolvidos com a causa que aparentemente defendem. Assisto também alguns militantes em listas de discussões arrotarem desaforos àqueles que não integram a uma ONG que possua CNPJ, desqualificando e desmerecendo qualquer um que não faça parte da sua trupe fechada de seis ou sete pessoas. Essas pessoas, ditos militantes organizados, discutem e decidem entre elas o que acha conveniente e desprezam todos demais.


Pois o DERI fez ali do púlpito, na telinha da Globo, perante mais de quarenta mil pessoas presentes, entrando ainda em todos os lares do Brasil que assistiam ao programa, infinitamente mais que abaixo assinados, blogs, listas de discussões, enquetes ou carta para senadores. Ele falou direto do povo e com o povo, e cobrou com clareza inquestionável, com dedo em riste, aos senadores.
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Tai um momento menorável e uma gravação digna a ser encaminha para o Congresso Nacional.





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