O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


segunda-feira, 8 de março de 2010

RELIGIOSOS GAYS E CRIMINOSOS EM FOCO: Prostituição gay no Vaticano, Pedofilia na ordem dos capuchinhos e Abuso sexual no coral da Alemanha

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O Papa Bento deve estar de cabelo em pé. Pelo menos os gays estão!


Ler as últimas notícias envolvendo abusos e escândalos sexuais tão próximas da figura do Papa Bento XVI sugere reflexão.

Não faltam notícias que nos conduzam a essa conclusão, a última foi aquela que o Assessor do papa foi afastado por escândalo de “prostituição gay”:
“Angelo Balducci, um dos Cavalheiros de Sua Santidade, uma espécie de assistente de elite para o papa quando recebe visitas importantes, foi flagrado em gravações feitas pela polícia dando instruções a um interlocutor sobre detalhes físicos de homens que gostaria que fossem levados a ele.
Segundo a imprensa italiana, o interlocutor era Thomas Ehiem, 29 anos, integrante do famoso coral do Vaticano, que também foi afastado. A polícia italiana havia grampeado o telefone de Balducci durante uma investigação de corrupção separada e não relacionada ao Vaticano. Em uma das transcrições vazadas para a mídia, Ehiem descreve um homem como tendo "dois metros, 97 quilos, 33 anos e diz que é 'completamente ativo'".

Em outra, Balducci pergunta a Ehiem se ele já "falou com o seminarista", ao que ele responde "ele provavelmente está na missa, ou algo assim".”
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Nem o local de origem do Papa e até seu irmão fogem a essa dedução:

“Depois que casos de abusos em escolas jesuítas na Alemanha vieram à luz no mês passado chocando o país, a Igreja Católica revelou na sexta-feira acusações contra padres que teriam espancado e abusado sexualmente de meninos em pelo menos três escolas na Bavária.

O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, publicou no sábado uma declaração do Bispo de Regensburg, Gerhard Ludwig Muller, dizendo que um caso de abuso do diretor-assistente de uma escola primária ligada ao coral foi detectado em 1958. O clérigo foi prontamente afastado e processado, disse o comunicado.

Outro padre, que trabalhou com o coral da catedral em 1958 durante sete meses, foi culpado de abuso sexual 12 anos mais tarde. Uma investigação está sendo conduzida agora para determinar se ele cometeu algum abuso durante seu tempo com o coral.”

Ou ainda:

“A ordem dos capuchinhos reconheceu que um ex-diretor da escola de Burghausen abusou sexualmente de meninos em 1984 e 1985. Os casos foram investigados em 1991, mas a única providência tomada foi a transferência do religioso. Só neste mês ele foi suspenso.”

Será esta proximidade do Papa com locais e pessoas que figuram em tais escândalos sempre regados a abuso, sexo e homossexualidade é a razão dele sempre focar sua condenação aos homossexuais?

Seria um recurso fácil e apelativo associar os escândalos de pedofilia ao Vaticano – e o que teria ainda maior impacto – relacioná-las ao Papa.

Não acredito que a instituição, por si só e no todo, seja pervertida e criminosa, tampouco acredito que o Papa esteja diretamente envolvido em qualquer situação escabrosa.

Com todo respeito que merece qualquer instituição religiosa, cada vez mais desconfio que não seja bem a leitura estrábica da bíblia que condena os homossexuais, mas o reflexo da instituição no próprio espelho que reflete o mal existente que pulsa dentro da igreja, com violações aos seus dogmas, inclusive da castidade, regado de abusos sexuais, pedofilia e sexo consentido, propiciados pela convivência quase que absolutamente masculina dentro do clero e de suas instituições de ensino. A vivência homossexual DELES (ativa, sufocada ou testemunhada) dentro da igreja acaba sendo, numa visão turva, a justificativa fácil que é ela – a homossexualidade – o “instrumento” que conduz a todo mal que desvia do caminho da santidade.

Quando será que a Igreja Católica vai parar de jogar o canhão de luz para a homossexualidade alheia, condenando-a, e focar em si mesma, encarando o que realmente lhe aflige dentro de sua instituição? Jogar a culpa na prática homossexual alheia é jogar o lixo debaixo do tapete e não enxergar o que realmente está errado.

A Igreja Católica age igual as mães que descobrem a orientação sexual de seus filhos. Culpa os outros, estes sim, perversos homossexuais. Estes são, na cabeça torta de quem quer achar um responsável, os homossexuais que conduziram seu filho ao descaminho e erro. Enfim, eles são os responsáveis por tudo de errado em suas vidas.

É mais fácil culpar a atividade homossexual que enxergar a realidade que se desnuda dentro de sua própria casa, seus princípios equivocados e, principalmente, o quanto é SUA A RESPONSABILIDADE e participação pela transformação da conduta de alguém sob sua responsabilidade na prática de atos repulsivos, como abusos e pedofilia.
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O que leva a concluir que a homossexualidade deveria ser o último dos problemas a preocupar a Igreja Católica. Ela deveria rever alguns de seus princípios basilares, o verdadeiro mal enraizado. Caso contrário, continuará a pregar contra aquilo que emana de Deus e continuaremos a denunciar absurdos incompreensíveis:
"A igreja católica torturou e matou milhares de inocentes durante a inquisição.
Afirmou que os índios brasileiros não tinham alma.
Apoiou o nazismo e deu força a todas as ditaduras militares na América Latina.
Encobre e protege os padres pedófilos, que literalmente comem criançinhas.
Afirma que os gays e lésbicas são seres indignos, diabólicos e que vão queimar eternamente no inferno.
E por incrível que pareça, essa seita inenarrávelmente retrógrada e cruel ainda hoje é contra a camisinha."
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fontes:
avenidacopacabana.blogspot.com

domingo, 7 de março de 2010

Documentário "Dangerous Living: Coming Out in the Developing World" denuncia o quanto é perigoso ser LGBT

Acabo de assistir o documentário de média metragem “Dangerous Living: Coming Out in the Developing World”, que traduzido livremente seria equivalente a Vida Perigosa, saindo do armário num mundo em desenvolvimento.
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Trata-se de unm documentário de João Scagliotti, Dan Hunt, Janet Baus e Williams Reid, que denuncia o fato ocorrido em 11 de maio de 2001, no Cairo, quando 52 homens foram presos e torturados, simplesmente porque se reuniam em um barco que funcionava uma discoteca no rio Nilo.

Não há nenhuma lei contra a homossexualidade no Egito, ainda assim 52 gays foram presos e condenados por crime de devassidão. Um desses presos foi Ashraf Zanati. Ele foi torturado, humilhado, espancado e obrigado a passar 13 meses na prisão. Sua declaração define o tema de base para o filme:
"Minha sexualidade é a minha própria sexualidade. Não pertence a ninguém. Não pertence ao meu governo, não pertence ao meu irmão, minha irmã, minha família. Não."
O momento do julgamento é surreal. O juiz sussurava a sentença sem que os LGBTs pudessem sequer ouvir sobre o que estavam sendo julgados. Um deles, atônito, diz que não estava com ninguém, apenas dançava, sem entender a razão de sua prisão e julgamento.

As questões que envolvem a população GLBT no Egito ganharam alguma atenção da imprensa ocidental. Mas o documentário mostra que isto nem sempre ocorreu. Em Honduras, Dilcia Molina teve coragem de participar da parada pelo direitos LGBT, um marco em sua cidade, sem esconder seu rosto (como os demais), por consequência disto, teve sua família atacada por policiais militares, que a procuraram em sua casa, mas não a encontraram:

"Um dos homens pegou meu filho e cortou seu rosto com uma faca. Aqueles homens estavam me procurando. Eles iam me estuprar e retirar a lésbica de dentro mim."

Rodney lutalo, um ativista gay no Quênia, foi preso e espancado por seus esforços na educação da diversidade. Ele foi um dos indivíduos capaz de buscar segurança fora de seu país, obtendo segurança e asilo no Ocidente:

"Só podemos passar por este mundo através da educação, não por ódio. A melhor vontade de vingança é o perdão. Para aqueles que me odiavam, meu perdão."

Vergonhosamente, o Brasil é lembrado no filme, quando aborda o tema fundamentalismo religioso, através da reprodução da fala patética do Pastor Silas Malafaia:
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Homossexual Ativo: A bíblia condena! É pecado! É iniqüidade! É PERVERSÃO MORAAALLLL!”
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É esse o homem, indicado no filme como fundamentalista religioso, que o Senador Magno Malta deseja levar, como representante da sociedade, na audiência pública para debater o PLC 122/2006 (que deseja tornar crime a homofobia).
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Interessante constatar no filme como o acesso a informação foi imprescindível para cidadãos LGBTs do mundo (não ocidental) descobrirem que não estão sozinhos e não são páreas. Eles mesmos mencionam o furor ao descobrirem no MTV clipes homossexuais e a importância da internet não só em decorrência da globalização, mas mesmo para conhecerem pessoas locais com as quais se identificam. Pode parecer pouco, mas para eles era um novo mundo sendo descoberto.
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Abaixo segue o trailer do documentário. Serve como aperitivo. Sugiro que assistam ao filme de média duração, com cerca de 60 minutos. Nos ajuda a entender um pouco as diferenças culturais, assim como o risco que sofremos com os fundamentalistas de plantão.
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foto extraída do site static.blogstorage.hi-pi.com

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dias Toffoli, o voto solitário pela liberdade de Arruda


Tenho que reproduzir o pontual Noblat em seu blog.

"O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi o único a votar pela liberdade do governador afastado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Apesar da influência que o Executivo mantém sobre o Legislativo, e, no caso de Arruda, segundo o Ministério Público, pagando até mesada, Toffoli entende que nenhum governador pode ser preso se os deputados não deixarem."

Foi a continuidade de algo que já havia começado mal.
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A página on line da Folha de São Paulo, em 01/11/2009, anunciava que "Dias Toffoli começa mal no Supremo "

Foi notícia do Colunista da Folha Online, Kennedy Alencar:

"José Antonio Dias Toffoli começou muito mal no Supremo Tribunal Federal. Sua festa de posse, patrocinada parcialmente com dinheiro de banco público, é exemplo das mordomias e relações promíscuas que ameaçam a independência do Judiciário brasileiro.
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O repórter Frederico Vasconcelos, da Folha, vem prestando enorme serviço ao distinto público ao noticiar as mazelas de nossa magistratura. Toffoli estreou com uma festa de arromba, bem ao estilo deslumbrado que reforça os argumentos de quem não vê nele credenciais para integrar o STF.

Ex-advogado-geral da União, chegou à mais alta corte do país exclusivamente pela ligação política com o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi critério político. Tivessem sido levados em conta apenas os aspectos jurídicos, Toffoli não seria o indicado da vez. Tal circunstância exigia e exige do novo ministro do Supremo comportamento mais discreto na função e disponibilidade de dar explicações à opinião pública com rapidez."
Amtes disto, na sabatina do Senado Federal, houve um sério questionamento quanto a sua capacidade jurídica para ocupar o cargo:
"O senador do PSDB Álvaro Dias afirmou que Toffoli não possui conhecimento jurídico necessário para a função. Dias ainda lembrou que o advogado fracassou duas vezes ao tentar um concurso para juiz."
Esse é o nosso mais recente Ministro do Supremo Tribunal Federal.
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Meus comentários
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Assisti o julgamento do habeas corpus em favor do Governador Arruda pela televisão. Seu advogado se desdobrou para realizar a defesa e foi bastante hábil, mas a Vice-Procuradora-Geral da Republica, Deborah Duprat, rebateu todos os argumentos, inclusive o que insinuou que o Ministério Público Federal estaria em conluio com o STJ para decretar a prisão preventiva.
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O Voto do Ministro Marco Aurélio foi extenso e imbatível. Não deixou pedra sobre pedra, enfrentando com absoluta técnica jurídica todos os argumentos da defesa do Arruda e teses jurídicas que envolviam o caso.
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O segundo voto foi justamente do Ministro Dias Toffoli. Começou lançando perguntas ao Relator e pediu ajuda ao advogado de defesa para informar dados relativos a denúncia da ação penal. Ali já estava claro que tentava desestabilizar o voto do Relator com dúvidas insubsistentes. Praticamente todos os ministros interviram. Mas Toffoli apenas queria justificar o que veria a seguir, seu voto pela concessão do habeas corpus.
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Senti vergonha pelo Ministro Dias Toffoli quando a Ministra Carmem Lúcia tomou a palavra para dar seu voto. Ela acabou com Toffoli e o corrigiu quanto a aplicação da jurisprudência trazida. O argumento deduzido pelo novo Ministro foi primário, nem mesmo o advogado de defesa, na tribuna, havia feito uso pontual da questão levantada por ele. O voto de Toffoli diria que foi além de primário, previsível, e tecnicamente muito fraco diante daquilo que já havia sido argumentado juridicamente pela Vice-Procuradora-Geral e especialmente, o Ministro Marco Aurélio. Com todo respeito que o Ministro Toffoli merece por ocupar aquela vaga, mais parecia voto político e não jurídico. Uma vergonha!
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fontes:

quinta-feira, 4 de março de 2010

Jogo dos Sete Erros

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1- Mahmoud Ahmadinejad, Lula e Hillary Clinton

Lula recebeu no ano passado em Brasília o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e em maio fará uma visita a Teerã. O homofóbico, machista e violento presidente parece que caiu nas graças do Lula.

Já a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, não conseguiu ser tão bem recebida quanto o lider Mahmoud Ahmadinejad, saindo do nosso território sem obter apoio brasileiro a novas sanções contra o Irã, evitando o enriquecimento de urânio para fins duvidosos.

Mas a visita rendeu foto para a campanha de Dilma.

foto: Adriana Machado/AFP Photo, no G1

2- A Calça Pênis

A estilista Isabel Mastache acaba de lançar uma verdadeira novidade para o vestuário masculino: a calça pênis. A calça, desfilada na semana de moda de Madrid, vem com um bolso para a genitália masculina e fez o maior sucesso!!!

Fotos: guanabee.com
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3- Ambas as notícias são verdadeiras.
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A correlação existente entre ambas notícias e imagens, ora sugerida por este blog, é deixada para imaginação dos leitores.

terça-feira, 2 de março de 2010

Carlos Tufvesson dá entrevista à Revista Júnior #15 e diz que movimento gay virou agência de viagens

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"Carlos Tufvesson é conhecido nacionalmente não apenas por vestir globais e socialites mas também por seu ativismo pelos direitos civis LGBT. Casado há 15 anos com o arquiteto André Piva, usa o grande espaço que tem na mídia, a proximidade com poderosos e seus disputados desfiles para levantar as bandeiras do casamento gay e da luta contra AIDS. Em um papo no café da Daslu durante a são Paulo Fashion Week, fez graves denúncias contra o movimento organizado, reconheceu que não consegue atrair nem amigos nem seu marido a se engajarem na militância e avaliou que, apesar de querer muito se casar de papel passado e ser um dos estilistas favorito das noivas cariocas, não ficaria bem de véu e grinalda.

Acusado de burguês por militantes, estilista das famosas rasga o verbo e afirma que movimento gay virou agência de viagens.

O que aconteceu para você se envolver nessa batalha por direitos?
Eu me casei com um italiano, morei na Itália com ele por cinco anos e nunca consegui visto. Senti na pele que fazia parte de uma minoria sem direitos. Depois disso voltei para o Brasil, vivo com o André há 15 anos e continuo sem esses direitos. Não tenho filhos, mas tenho sobrinhos e quero um Brasil melhor para eles. O que não podemos é ficar 20 anos lutando e nada acontecer. e, pior, não temos uma luz no fim do túnel ainda. Países como argentina e Uruguai (onde já foi aprovado recentemente união para casais homossexuais) já estão colhendo frutos de uma discussão que começou antes no Brasil. Um belo dia percebo que o movimento gay tirou da pauta a questão da união civil alegando que ela só interessa a quem tem bens e dinheiro para dividir, ao invés de entender como um projeto de cidadania plena. É o único projeto que faz a sociedade formar uma opinião sobre o que é ser homossexual, que não é só uma coisa de promiscuidade. O atraso na regulamentação dos direitos civis dos cidadãos homossexuais no Brasil é fruto das estratégias erradas adotadas por esse movimento, uma cegueira ideológica.

Você tem esse embate dentro do movimento por causa disso? Por te enxergarem como burguês...
Cara, estou aqui para lutar pelos meus direitos civis como cidadão. Acho que é uma falsidade ideológica dizer que o André é meu amigo. Eu tenho pavor disso, falo muitas coisas na cara dos outros, na cara de governadores, de prefeitos. É lamentável que a decisão do movimento seja priorizar o PLC 122 (que criminaliza a homobofia), um texto fraco, de código penal.

Por que essa resistência do movimento à união civil?
Isso é uma questão que o Luiz Mott me explicou. Tem essa resistência por achar que é uma questão burguesa. Pega o exemplo do Pacs (Pacto de União Civil) na França. Ele mudou a maneira como a sociedade francesa via os gays. Discutir com pessoas que não têm essa visão cosmopolita de mundo, estratégica, é muito complicado. Ficar gritando ‘sexo anal derruba o capital’ não dá. Não dá para ficar brigando com a imprensa, acusando de ser capitalista. O movimento está com uma comunicação completamente errônea, a imprensa é muito mais nossa aliada. No Brasil existe um apagão de direitos LGBt. Dois parlamentares fortes de um partido do governo declararam recentemente que falar sobre direitos gays seria prejudicial à campanha presidencial. O governo federal discursa muito, não faz quase nada e o movimento não abre a boca.

Qual seria a saída para o fim desse apagão?
Primeiro: uma mudança geral das lideranças homossexuais. Numa boa, se o time não está ganhando, troca o técnico. Existe um sistema feudalista no movimento, de capitanias hereditárias. Cada lugar tem um chefão e não podem surgir lideranças novas. isso é grave.

Mas se saem essas lideranças, quem entra?
É melhor que não tenha. Para conseguir nossos direitos não precisa ter 500 seminários, distribuição de passagens para quem bate-cabeça para o governo. está virando um movimento de turismo. Aliás, ele poderia mudar e passar a ser subvencionado pelo Ministério do turismo, não precisa mais ficar na secretaria de Direitos Humanos. É ridículo. e ainda ficam levantando bandeira babaca. se não tiver ninguém, fica melhor do que a situação como está, pois parece que tem alguém e na verdade não tem. eu não sou um grupo, mas tem muita gente que me apóia. as ações que eu faço nunca são solo, não defendo nenhum personalismo no movimento, defendo grupos fortes e com representatividade. Forte não é ser amigo de alguém, forte é ter representatividade na sua cidade. É desesperador ver que há cinco anos os grupos chamavam para manifestações em rua e agrupavam 100 pessoas, que nem era um número muito grande. Mas agora não reúnem nem cinco pessoas. não adianta ter uma associação nacional com 300 afiliadas se cada grupo tem cinco afiliados.

Se tiver 1.500 pessoas até que é bastante...
Mas muitos grupos que tomam a decisão pelo movimento funcionam na sala de casa de alguém e não conseguem dialogar com a sociedade. O que eles representam? a gente sabe que o movimento não é coeso, não é unido, na verdade as pessoas só falam mal das outras pelas costas. Eu prefiro o trabalho de formiguinha. Uma ação no TJ do Rio vai ter um efeito muito maior do que anos de seminários e passagens pagas com o dinheiro do contribuinte.

Rola uma ciumeira no movimento por você ter espaço na mídia?
Esse espaço que eu tenho trago da minha história como estilista e uso em prol de uma causa, não tiro espaço de nenhum militante. Numa guerra temos que usar os melhores soldados, as pessoas que podem articular melhor. Não que eu seja soldado melhor que os outros, mas sou um soldado, e não posso ser deixado de lado. as pessoas não são estimuladas a participar de grupos por uma questão simples: é para que não possam votar e, assim, que mantenham os mesmos eternamente lá. No último desfile eu fiz um protesto porque ninguém lembrou dos 40 anos de Stonewall! Pode alguém do movimento ser um pouco mais específico sobre o que é e o que se celebra em uma parada? Sem formação de opinião a gente não vai conseguir nada!

Outra questão que você vem batendo é justamente o fato das Paradas no Brasil acontecerem de acordo com o calendário de feriados do país e não estarem ligadas à questão do orgulho gay.
Isso é mais uma coisa que eu me choco de frente com o movimento. Os gays de 18 anos nem sabem o que foi a revolta de Stonewall, que temos 40 anos de história, que muita gente já lutou e já morreu por isso. O orgulho de ser gay é o que celebramos no 28 de junho, no mundo inteiro. No Brasil se faz parada de janeiro a janeiro. É só para os militantes poderem viajar. Quando esses militantes vão sair das salas de conferências e começar a falar com a comunidade? Não adianta chegar em Brasília e falar ‘represento 10% da população’. Não amor, você representa 150 pessoas do seu grupo.

Como você lida com essa questão dentro de casa? Porque o André não milita...
Ele respeita super. Eu não posso atrair meu marido para uma militância organizada que eu mesmo questiono. Eu vejo amigos meus que não sabem nem que existem grupos gays... Você acha que eles participariam de um movimento? Eu sonho que um dia isso aconteça. Queria que eles entendessem que se em cada cidade houvesse um grupo forte e organizado, que prestasse assistência psicológica, jurídica e humana, tudo seria diferente. Mas se optou por não dialogar com as pessoas e sim pegar verba federal dizendo que representa essas pessoas.

Sua família nunca achou que estava se expondo muito?
Isso só aconteceu uma vez. Foi quando tive uma proposta para ser candidato a deputado. Minha irmã me chamou e disse que seria demais. eu tomo cuidado pra não falar militantês demais.

Quando sair o casamento ou a união civil, você vai casar?
Vou! Já pensei em casar fora do país, mas qual seria o sentido? Eu continuaria sem meus direitos respeitados aqui... e você vai casar? Não sei, talvez sim. Você pensa em como seria o casamento, na festa, nas roupas... Eu queria apenas a família e as pessoas mais queridas do lado. Você sabe que seria meu padrinho...

E a lua de mel?
Gato, a gente já é casado há 15 anos, seria apenas uma formalização.

E você acha que mudaria alguma coisa?
Não, mas o meu caso é absolutamente atípico. Minha relação já é respeitada pela minha família.

Vocês já fizeram algum tipo formalização?
A gente é péssimo nisso. Quando fomos fazer testamento, a gente chorava um para o outro, drama queen total. No nosso caso já existe um reconhecimento na sociedade. A gente deveria ter um contrato, mas o casamento é diferente, ele daria o respaldo do que realmente é a nossa relação.

Mas até ele ser aprovado, o que a gente faz?
2010 é um ano de eleição e devemos analisar a plataforma de todos nossos candidatos, não acreditar em marketing político. Uma das grandes decepções que tive foi com a Marta e aquela campanha pavorosa, colocando a questão do preconceito sexual. na verdade tem vários políticos que sabemos que são gays e isso nunca foi usado em campanha. Precisamos nos focar na eleição de candidatos que lutam pelo reconhecimento dos direitos civis. Se não vai continuar essa eterna merda. Como o (ex-presidente da Câmara dos Deputados) Severino Cavalcanti, que dizia que queríamos casar de véu e grinalda na igreja. Ninguém quer casar de véu e grinalda na igreja. Eu não ficaria bem de véu e grinalda.

Quando o casamento for aprovado a tua luta acaba?
Não. Vai continuar sendo preciso dizer às mães que descobrem que o filho é gay que elas não devem ficar temerosas achando que ele vai ser infeliz. Você pode ser feliz amando uma pessoa do mesmo sexo, você só é infeliz se for obrigado a se casar com uma pessoa que não ama, que não sente tesão. Estamos aqui para viver e sermos felizes. A gente veio para o mundo com a função de ser feliz e de desejar o bem ao próximo."

Fonte: Revista Júnior número # 15

segunda-feira, 1 de março de 2010

Astro de 'Harry Potter' faz campanha de alerta para suicídio de jovens gays

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Saiu publicado no G1 do site Globo.com e merece transcrição:


Daniel Radcliffe gravou mensagem para entidade que combate homofobia. 'O fato de eu ser hétero não faz diferença em uma iniciativa como essa', diz

Daniel Radcliffe, astro da série de filmes “Harry Potter”, gravou mensagem para uma campanha de combate ao suicídio de jovens homossexuais nesta sexta-feira (25). A iniciativa faz parte da “The Trevor Project”, entidade sem fins lucrativos fundada em 1998, que combate a homofobia.
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Radcliffe explicou que pelo fato de ter nascido em uma família de artistas demorou a entender que a sociedade discriminava os homossexuais. “Até eu ir para a escola nunca tinha me dado conta de que havia preconceito contra os gays. Quando descobri que existia uma coisa chamada homofobia, fiquei chocado”, explicou o ator. “Sempre detestei a intolerância e me sinto afortunado por participar de uma campanha como esta e poder fazer a minha parte”.

O ator gravou a mensagem a convite da dupla Rajski Peggy e Randy Stone, diretor e produtor do curta-metragem “Trevor” e fundadores do “Trevor Project”. O filme, que ganhou o Oscar em 1994, conta a história de um garoto gay de 13 anos que tenta o suicídio após ser discriminado por amigos.

“Não sou gay. O fato de eu ser heterossexual não faz diferença em uma iniciativa como essa”, analisa Radcliffe.

A campanha deve estrear no início do segundo semestre na Inglaterra.
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fonte:

BBB10: Cacau x Dourado x Lia

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Se o programa se chamasse Big Bosta Brasil entenderia melhor esta décima edição do BBB.

Todos estão lá para jogar, isto é fato. Mas é incrível não ver o escancarado jogo SUJO de alguns brothers.

Marcelo Dourado após atender o Big Fone, tendo ciência que Dicesar estava imune e constatar que Cacau era anjo. sabia que havia entrado numa enrascada.

Possuía consciência que não teria em quem votar, pois seu inimigo já declarado estava imune: Dicesar e para votar em público e ficar bem com todos dependia que Cacau não desse o anjo para Eliéser. O que fez? Tentou de todas as formas colocar o Eliéser na parede, querendo que ele convencesse a Cacau de não lhe dar o anjo.

Dourado sempre se disse amigo da Cacau, assim como implicitamente fez pacto com os integrantes da antiga casa do puxadinho. Em quem votaria? Não podia votar no Dicesar, também não poderia votar no Eliéser se este recebesse o anjo. Michel estava imune pela liderança. Teria que votar na amiga Cacau ou nos seus “parceiros” do puxadinho.

O discurso que Dourado fez após o voto, não se sustenta Segundo o mesmo, como se estivesse falando com ignorantes, poderia ter se livrado do paredão, bastava não votar em Cacau e indicar um “boi de piranha”. Disse que votou em Cacau porque era sujeito homem e não fugiria do Paredão.

Então tá. Conta outra.

Ele mandaria direto para o paredão quem? Fernanda, Cadu, Maroca, Sérgio? Quais destes seria o tal boi de piranha? Se ele mandasse direto para o paredão um desses, como ele disse “boi de piranha”, por acaso ele se livraria de ser o alvo do terceiro voto da casa para o Paredão? Qual seria a reação e em quem Lia, Fernanda, Cadu, Sergio e Maroca votariam depois de receber a facada de Dourado nas costas em alguém do seu grupo fechado? Ele já sabia que era o óbvio alvo de Elieser e Dicesar.

Ele não teve escolha. Preferiu meter a faca na amiga Cacau e culpar o Eliéser.

Até aí estaria tudo bem, pois o jogo é jogo. Mas mandar o discurso FALSO que a culpa do voto em Cacau foi do Eliéser é muito... Tentar indisfarçadamente convencer o Eliéser a não receber o anjo sob a falsa justificativa que era porque estava pensando na Cacau e que deveria ir para o paredão com a Lia é extremamente falso, já que só pensava no seu próprio problema. Lançar o texto que poderia mandar um boi de piranha foi falso. E, mais ainda, que se tivesse feito isto estaria livre do paredão. Dourado falou e agiu com total consciência. Exatamente do jeitinho aqui escrito.

Enfim, Marcelo Dourado FOI PURA FALSIDADE, do início ao fim desta jogada. Poderia ter votado na Cacau sem necessidade de argumentos mentirosos e agir com falsidade pessoal, mas não conseguiu.

Dourado trata os telespectadores como burros que não conseguem enxergar o que escancaradamente faz. Dolosamente transfere todas as responsabilidades de seu voto, que seriam inerentes do jogo e, portanto, sem razão de culpa, para Eliéser,

Lia, por sua vez, diz que queria ir para o paredão. Que Michel tinha que votar nela. Então tá. Quem acreditou que ela queria ir para o paredão? Ela e Fernanda não conseguiram esconder suas verdadeiras faces puxando de forma explícita o saco do Líder Michel como última tentativa de não serem indicadas. Como pode Lia ser tão CRITICA com todos e não enxergar a si mesma?

A edição do programa também não foi justa. Não mostrou Dourado e Lia combinando que alguém tinha que convencer o Eliéser de não aceitar o anjo. Para Lia não seria bom ir com Cacau. E também deixou de apresentara versão completa da conversa de Maroca com Cacau na festa. Na edição do programa se vê Cacau falando para Maroca que deveria escolher entre ela e Dourado (como se Cacau estivesse fazendo a sugestão), entretanto, não mostra que quem deu essas opções não foi ela, mas a própria Maroca que procurou Cacau e lhe avisou que todos votariam nos dois e ela não queria votar em nenhum deles.

Jogar é algo simples, sem culpa, sem erros. Quem transforma uma mera jogada em algo a ser julgado são seus jogadores. Dourado e Lia jogaram na defesa de seus interesses e isto não é errado, mas erraram ao agirem com má-fé, mostrando o caráter que possuem.

Apesar da escancarada de Dourado, para o público ESTRÁBICO, ele é o macho sincero que faz o jogo honesto e mais uma vez vítima do paredão.
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Até o cantor inglês Boy George protestou contra o Marcelo Dourado em sua página do twitter "Homofóbico lidera o Big Brother Brasil. Brasileiros, votem para que esse homem que odeia gays saia da casa", escreveu o cantor na última quarta-feira, 24 de fevereiro.

Marcelo Dourado está longe de ser o único que joga para as cameras, os demais também. Esse papo de voto "com o coração" e que "não está jogando" é papo para débil mental. Todos jogam, a diferença é que alguns o fazem com jogo limpo e outros sujo.

Tá difícil relacionar aqueles que estão jogando limpo nesta edição. Só mais difícil que isto é ver quem o público está preferindo deixar na casa...
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