
Uma parcela generosa.
Em dois programas com públicos distintos denunciou a homofobia, aquela que o nosso Congresso Nacional insiste em negar a existência e proteção.
Malhação
A mais importante, a meu ver, porque dirigido a galera jovem, ocorreu na MALHAÇÃO, trazendo à baila a explicação do significado do termo HOMOFOBIA.
O professor Odilon (Marcos Winter), diante dos alunos agitados por conta de um cartaz com propaganda de uma Parada Gay, percebendo a discriminação fez um belíssimo e didático esclarecimento sobre a homofobia.
Mostra ainda a angustia do personagem Cadu (não consegui descobrir o nome do ator). Trata-se do aluno gay que colocou o polêmico cartaz e que, em consequencia, sofre violência moral pelos demais colegas da escola. Termina o capítulo com homofóbicos tentando partirem para violência física, tudo por conta da orientação sexual do mesmo.
Na mesma MALHAÇÃO há uma personagem, Duda, interpretado por Nathalie Jourdan, que apesar de não ter definido sua orientação sexual como lésbica, possui traços que conduzem a essa conclusão e que, por conta disto, sofre toda sorte de preconceito.
Duda não é necessariamente lésbica, mas denuncia todo preconceito que sofrem as mulheres que não atendam a expectativa da feminilidade esperada pelos demais. Ela possui um blog com vídeos e nela o personagem se revolta com a discriminação sofrida pelo colega gay, Bruno.
Realmente vale a pena assistir a estas duas cenas, que abaixo reproduzo:
Globo Repórter
À noite, para outro estilo de espectador, o tema HOMOFOBIA volta ao centro das atenções. Agora não é mais ficção, mas vida real.
Dá agonia ver as declarações de Felipe Capozzi e o sofrimento que ele e sua mãe passaram juntos durante o período escolar.
Clama por atenção duas partes:
A primeira na qual ele retrata o desespero e sofrimento de ter que ir a um local (colégio) para somente sofrer e saber que teria que retornar no dia seguinte. Muitas vezes se dirigia ao colégio chorando e voltava de lá chorando.
A outra, reflexiva e contundente, próprio de quem sofre na pele a discriminação, joga na cara a desvantagem que levam os homossexuais quando a questão é preconceito. Felipe faz uma comparação entre a realidade do preconceito sofridos por homossexuais e negros:
“Diferentemente do racismo, o negro sofre preconceito na rua, mas em casa ele tem todo um acolhimento. Os gays não. Eles sofrem preconceito na rua e, muitas vezes em casa, eles são mais reprimidos ainda”.
“Desde criança, eu sou zoado na escola de gay, de veado e sofri bullyng, às vezes, até de apanhar e de sofrer ameaças”.
Embora a crônica do Arnaldo Jabor tenham ocorrido há poucos dias atrás, não posso de deixar de incluir aqui seus provocativos comentários. Ele afirmou que os agressores de gays são solitários e desamados por mulheres e homens. O melhor foi sua sugestão para que os homofóbicos fossem para o Irã, afinal lá o presidente garante que não têm gays. Impagável, confira:
Fontes:
http://malhacao.globo.com/malhacao/2010/12/10/cadu-confessa-que-foi-ele-quem-colou-os-cartazes/
http://malhacao.globo.com/videoblogdaduda
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2010/12/lidar-com-o-preconceito-e-desafio-para-os-pais.html