O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


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domingo, 7 de março de 2010

Documentário "Dangerous Living: Coming Out in the Developing World" denuncia o quanto é perigoso ser LGBT

Acabo de assistir o documentário de média metragem “Dangerous Living: Coming Out in the Developing World”, que traduzido livremente seria equivalente a Vida Perigosa, saindo do armário num mundo em desenvolvimento.
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Trata-se de unm documentário de João Scagliotti, Dan Hunt, Janet Baus e Williams Reid, que denuncia o fato ocorrido em 11 de maio de 2001, no Cairo, quando 52 homens foram presos e torturados, simplesmente porque se reuniam em um barco que funcionava uma discoteca no rio Nilo.

Não há nenhuma lei contra a homossexualidade no Egito, ainda assim 52 gays foram presos e condenados por crime de devassidão. Um desses presos foi Ashraf Zanati. Ele foi torturado, humilhado, espancado e obrigado a passar 13 meses na prisão. Sua declaração define o tema de base para o filme:
"Minha sexualidade é a minha própria sexualidade. Não pertence a ninguém. Não pertence ao meu governo, não pertence ao meu irmão, minha irmã, minha família. Não."
O momento do julgamento é surreal. O juiz sussurava a sentença sem que os LGBTs pudessem sequer ouvir sobre o que estavam sendo julgados. Um deles, atônito, diz que não estava com ninguém, apenas dançava, sem entender a razão de sua prisão e julgamento.

As questões que envolvem a população GLBT no Egito ganharam alguma atenção da imprensa ocidental. Mas o documentário mostra que isto nem sempre ocorreu. Em Honduras, Dilcia Molina teve coragem de participar da parada pelo direitos LGBT, um marco em sua cidade, sem esconder seu rosto (como os demais), por consequência disto, teve sua família atacada por policiais militares, que a procuraram em sua casa, mas não a encontraram:

"Um dos homens pegou meu filho e cortou seu rosto com uma faca. Aqueles homens estavam me procurando. Eles iam me estuprar e retirar a lésbica de dentro mim."

Rodney lutalo, um ativista gay no Quênia, foi preso e espancado por seus esforços na educação da diversidade. Ele foi um dos indivíduos capaz de buscar segurança fora de seu país, obtendo segurança e asilo no Ocidente:

"Só podemos passar por este mundo através da educação, não por ódio. A melhor vontade de vingança é o perdão. Para aqueles que me odiavam, meu perdão."

Vergonhosamente, o Brasil é lembrado no filme, quando aborda o tema fundamentalismo religioso, através da reprodução da fala patética do Pastor Silas Malafaia:
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Homossexual Ativo: A bíblia condena! É pecado! É iniqüidade! É PERVERSÃO MORAAALLLL!”
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É esse o homem, indicado no filme como fundamentalista religioso, que o Senador Magno Malta deseja levar, como representante da sociedade, na audiência pública para debater o PLC 122/2006 (que deseja tornar crime a homofobia).
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Interessante constatar no filme como o acesso a informação foi imprescindível para cidadãos LGBTs do mundo (não ocidental) descobrirem que não estão sozinhos e não são páreas. Eles mesmos mencionam o furor ao descobrirem no MTV clipes homossexuais e a importância da internet não só em decorrência da globalização, mas mesmo para conhecerem pessoas locais com as quais se identificam. Pode parecer pouco, mas para eles era um novo mundo sendo descoberto.
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Abaixo segue o trailer do documentário. Serve como aperitivo. Sugiro que assistam ao filme de média duração, com cerca de 60 minutos. Nos ajuda a entender um pouco as diferenças culturais, assim como o risco que sofremos com os fundamentalistas de plantão.
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foto extraída do site static.blogstorage.hi-pi.com

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O DISCURSO MUDA, MAS A FEIURA É A MESMA


O Magno Malta (PR-ES) que é senador do estado do Espírito Santo até janeiro de 2011, fez mais um pronunciamento medonho nesta última quinta-feira. O discurso muda, mas a feiúra é a mesma.

Não é fácil ser homossexual no Brasil. Tem que se lutar contra discursos dos padres com formação em teologia e filosofia, mas também contra pronunciamentos de pessoas como o Senador Magno Malta. Haja versatilidade.

Não por coincidência, todos interferindo na vida civil embasados integralmente na religião. Que Deus e a Constituição nos acudam!

A última do lúcido Senador Magno Malta é que o presidente da república teria enaltecido no Programa Nacional de Direitos Humanos a “excrescência” do projeto de lei 122 (que pretende criminalizar a homofobia), o qual, segundo ainda ele, cria “um império homossexual no Brasil”.

O modesto e consciente Senador já garantiu que vai dar um fim a isto e que da sua comissão não passa! Isto sim é PODER!

Mas para os poderosos barrar na comissão é pouco. Senador Magno Malta prometeu fazer mais: - estou trabalhando uma grande reação a esse decreto, uma frente contra esse decreto. Vamos chamar essa frente, principalmente onde confesso a minha fé.

Após mil e umas Audiências Públicas, o cauteloso Senador afirma que não houve debate público para o projeto e agora nos premiará com debate acerca de DIREITOS homossexuais convidando o Pastor Silas Malafaia, assim como integrantes da religião islâmica, além de judeus, evangélicos e católicos.

Cheguei ficar arrepiado, pois sinto que agora a discussão do projeto LEGAL vai ser bem mais elevada!!! Quem mais poderia discutir sobre HOMOFOBIA e DIREITOS HOMOSSEXUAIS senão os convidados do Magno Malta?!

O mais interessante de todo seu pronunciamento foi descobrir que o Senador da República Magno Malta nem mesmo conhece a Constituição Federal:

- Não tinha prestado atenção, Senador Mozarildo, mas o art. 266 da Constituição, §3º, diz que união estável é entre homem e mulher.

Agora sim, diante dessa descoberta, o Senador não terá dúvida de chamar o projeto de lei de inconstitucional, pois conforme suas próprias palavras:

- Agora vamos fazer uma lei que vai ficar maior do que a Constituição? Ou a nossa Carta Maior é a Constituição? (grifos nossos).
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Gente, avise ao Senador que a carta maior é a mesma coisa que constituição! Perguntou se ela é ela? isso mesmo? O homem entrou em crise e já nem sabe o que é o quê.
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Povo do Estado do Espírito Santo somos solidários a vocês, pois temos também no Rio de Janeiro o Marcelo Crivella.
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foto do site do Senado de autoria de Geraldo Magela
Fonte do discurso:
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