O presente blog se propõe a reflexão sobre os Direitos Humanos nas suas mais diversas manifestações e algumas amenidades.


terça-feira, 30 de março de 2010

Glória Perez não tem medo de ser rídicula!

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Realmente a vida dá voltas.

Eis que, de repente, descobrimos que Gloria Perez é uma admiradora entusiasmada de Marcelo Dourado, e assume advogar sua defesa publicamente, tanto quanto fazem aqueles advogados de Suzane Richtofen e do casal Nardoni que a mesma condena!

A mesma novelista que criou um personagem pitboy, baseando-se em histórias reais, saiu em ataque aos homossexuais, acusando-os de discriminarem Marcelo Dourado e, em outras palavras, de endossarem uma falsidade.

Afirmou ela que Marcelo Dourado não é homofóbico. Com base em quê, senhora escritora? De sua experiência na pele, enquanto homossexual, diante de Marcelos Dourados em sua vida? Com certeza não!

Imaginava que pessoas inteligentes e sagazes tivessem sensibilidade suficiente para perceber onde mora o preconceito e o qual o sentido do termo homofobia para a comunidade LGBT. Pelo vista ela desconhece ambos.

Pode parecer jogo baixo mencionar advogados de criminosos, até porque ninguém pode fazer tal afirmação de Marcelo Dourado. Não pode mesmo, porque a lei que transforma em crime a homofobia está lá engavetadíssima no Senado Federal. Nem isso os homossexuais têm, a eles cabem apenas o grito e os dedos para digitar. Dourado é e continuará inocente enquanto para o Brasil a homofobia não for crime.

Não convive a tal senhora com pitboys violentos, que têm horror a viados e sapatões, que lhes dão socos, chutes, cusparadas, facadas, marretadas e introduzem alguns instrumentos em seus orifícios, fazendo-os entrar nas estatísticas de vítimas de homicídio a cada dois dias. Alguns sobrevivem, como foi o caso de Ferrucio, rapaz de Niterói que no ano passado sofreu tal violência.

Pitboys que fazem cara de nojo quando ouvem alguma história homossexual, que se sentem ofendidos se alguém se atrever tocar num assunto que envolva o tema e que utilizam delicadamente o termo viado, bicha e sapatão para xingar aqueles que não gostam. Pitboys que se divertem atingindo e agredindo drag queens, travestis e até prostitutas fazendo ponto.

Pitboys que se negam a usar camisinha com as marias-alguma-coisa, porque são machos, e a AIDS é uma peste gay.

Pitboys que têm como máxima, mandar e apoiar seus amigos "arrepiarem" as mulheres e para quem sair para zoar se traduz em quebrar um bar por onde passem.

Marcelo Dourado não é homofóbico para a escritora, que parece ainda viver no seu mundo de fantasias, criado para si mesma, com o final que der a maior audiência.

Dourado, para Glória Perez, não tem problema com homossexuais. Vai ver que por isto, hoje seu amigo Cadu, que já convivia anteriormente com ele do lado de fora do programa, ao fazer sua justificativa para Dourado ganhar, disse na frente do mesmo, sem qualquer contestação e em bom som: “ele conviveu (dentro do problema dele, que foi posto aqui dentro do programa) de conviver com um gay, ele se saiu muito bem...”. Qual problema Cadu?! Afinal, Dourado não tem problema com homossexuais. Os homossexuais que o discriminam!

Dizer que a AIDS é doença de homossexual, sem dúvida é ignorância, assim como é uma total ignorância o ser que ataca brutalmente um outro ser humano, espanca, mata ou apoia em público a violência. Fazer tal afirmativa, fosse na boca de alguém que apenas repetisse o que ouviu, desprovida de juízo de valor sobre os homossexuais, aí sim, poderia supor que seria mera ignorância. Mas vindo daquele que não esconde a cara muito feia que faz, reclamando publicamente do apresentador do programa (Bial), porque este disse que um gay o admirava como homem, lamentando sua sorte por conviver com tal tipo e questionando o que fazia lá, assim como o que seus amigos não estariam pensando dele, a ponto do Bial, num outro bloco, pedisse para que levasse na esportiva, certamente é a exata idéia que tenho de “rejeição ou aversão a homossexual”, ou seja, em nosso dicionário, homofobia.

Mas Dourado se saiu bem, escritora. Ele negociou seus arrotos na mesa com o fim de papo de viadagem.

Daria um bom texto para sua novela os argumentos de Dourado para aquilo que ele chamou de Orgulho Hetero. Tem lógica total, afinal os héteros como ele se orgulham de sua condição de macho, colocando uma linha bem firme que os separam dos homossexuais. Aqueles por quais ele não possui qualquer rejeição, é claro!

Pena que os homossexuais brasileiros sejam tão ignorantes e não alcancem sua grande inteligência.

Marcelo Dourado é um pitboy sim, senhora advogada, pois é isso que entendo por alguém que diz para sua parceira Lia, na festa mexicana, que está sentindo falta da liberdade, de pegar sua moto, se juntar aos amigos para sair zoando, arrumar confusão e quebrar um bar.

Porque será que Pitboys, violentos e criminosos, se identificaram - de imediato - com Marcelo Dourado? Aliás, eles pertencem a magnânima “Máfia Dourada”, e, diga-se de passagem, não estão na telinha disputando nada e não precisam fazer o gênero do “pobre menino mau”. Sem temor, ameaçaram a família do gay Dicesar, invadiram sites LGBT, e em seus blogs, demonstrando o quanto e, no que, se identificam com Dourado, fizeram até uma bela campanha:


"Campanha: Dourado quebra logo essas bichas
Dourado é o único naquela casa que odeia aquelas bichas alucinadas. O cara tem que continuar na casa até o final.
Se for eliminado, que seja por dar um pedalaço nas costas daquele Drag Queen ou então daquele emo viadinho saltitante. Boto fé que se ele continuar, não aguenta mais de 2 semanas sem quebrar um deles, aheuaheuaehau!
Curte o que o Drag Queen disse:
"Eu não tenho preconceito contra homofóbico, acho que a gente tem que conviver. Ele também é uma pessoa boa, mas pra conviver 24 horas não dá"
Sim, e conviver com uma bicha velha dá por acaso? Haheuaheaue
Se o Dourado for eliminado nas próximas semanas, eu paro de assistir essa porra, pq esse ano ta um nojo. Não da mais para aguentar aquelas bichas. A mulherada mal aparece, é só aquelas bichas o tempo todo, pqp... O fato de ter uma chance do Dourado quebrar um deles é a única coisa que me motiva a ver essa merda esse ano."

leia em:http://vacadodemonho.blogspot.com/2010/01/campanha-dourado-quebra-logo-essas.html


A suástica que Marcelo Dourado leva no seu braço, de fato, é uma suástica que consta na vestimenta de um guerreiro. E daí? O que precisa mais? Não venham me dizer que se trata de uma referência religiosa, budista ou outra qualquer, porque daí já é desafiar a inteligência de quem ouve. Dourado também se tatuou “sem fé” e falou para quem quis ouvir, com orgulho, que era chamado para as lutas porque tinha fama de mau. Ora, escolheu aquela tatuagem contendo a suástica, num período pós nazismo, sem fé, sabendo perfeitamente como a mesma seria entendida e como poderia agredir a tantos que foram vítimas do holocausto. Vai ver que existe uma justificativa mais filosófica. É a cara do Dourado.

Aliás, a cultura e profundidade filosófica de Marcelo Dourado pode ser reproduzida aqui com seus comentários no dia 09/03, quando explicou ser o símbolo do cristianismo um peixe porque Cristo era de "peixes", indagado se estava se referindo a astrologia, o mesmo corrige: "Não, a astronomia". Em seguida, faz esboço de defesa dos muçulmanos contra os judeus (hummm) e ainda recomendou a leitura do livro 'Assustadora História da Maldade', que possui tema central sobre a moralidade e a maldade. Consegue a advogada escritora correlacionar o lutador de vale tudo ao conteúdo do livro por ele indicado e a sua real profundidade cultural e filosófica?

Dourado, com vontade e consciência, faz REPRESENTAR toda a homofobia que lutamos contra!

Ninguém quer retirar de Dourado os seus seguidores, afinal, todo mundo tem direito de se identificar com quem bem entender, e evidente, Glória Perez entre eles. Mas acusar quem sofre na pele a discriminação de discriminador chega a ser ofensivo!
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Todos temos defeitos e ninguém possui direito de cobrar a perfeição do outro. Mas para as vítimas da homofobia, este defeito é intolorável. Se repudiar os homofóbicos significa estar agindo com discriminação, então, particularmente, assumo esta condição e até me orgulho dela!
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Ter seu preferido no programa é normal, mas audaciosamente dizer que Dourado não é um pitboy homofóbico e que nem traz consigo a lembrança do nazismo, isto sim é má-fé, senhora escritora advogada de defesa.
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Quando realmente vamos começar a falar de justiça? Porque esta que está aí, transformando Marcelo Dourado no mocinho da estória, até aquela pessoa que não seja de toda imbecil deveria ter medo de ser ridícula.

PS1: Esqueci de comentar a reação de Dourado ao comentário de Dicésar ao afirmar que todos possuíam um diva interior. Isto foi motivo de grande revolta por Dourado. Ele fez questão de falar no programa seguinte para Bial sobre seu 'orgulho hétero' e registrar sua revolta pelo absurdo comentário de Dicésar, pois ele jamais teria uma diva consigo. Ah, é verdade, ele não é homofóbico! esqueci! Dourado apenas não gosta de divas...
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Ps2: No chat da Globo.com, Marcelo Dourado, afirmando repetir o discurso dado por Bial no progama, reiterou que não é homofóbico e respeita, apenas não tem simpatia por homossexuais. Ah tá, então ele não tem homofobia ("rejeição ou aversão aos homossexuais"). Só não tem simpatia aos mesmos...
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foto: reprodução GloboNews

segunda-feira, 29 de março de 2010

Efeito Homofóbico de Dourado na Rede Globo de Televisão"



Não só os LGBTs sofrem as consequências do "efeito dourado". A Rede Globo de Televisão terá sua quota.


Bial já falou sobre a ASNEIRA dita sobre a contaminação do AIDS proclamada pelo homofóbico Dourado, aquele fofo que vai ganhar 1 milhão e meio de reais, mas o fez lavando as mãos e apenas para tirar da reta da Globo, informando que as formas de contágios deveriam ser buscadas no site do Ministério da Justiça.


A comunidade LGBT fez várias representações e o Ministério Público Federal entendeu que procedia a denúncia. Da mesma forma, isenta da Máfia Dourada e com o compromisso nos direitos e garantias fundamentais, decidiu a justiça brasileira.


O juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 3ª Vara Civil Federal de São Paulo, deferiu parcialmente um pedido de liminar em ação cautelar movida pelo Ministério Público Federal contra a Globo. Com isso, a emissora vai ter que "exibir um esclarecimento sobre as formas de contágio do vírus da Aids definidas pelo Ministério da Saúde durante a 10ª edição do “Big Brother Brasil”.


A liminar saiu hoje e esta noite o programa vai exibir as informações que a Justiça pede. A emissora, entretanto, não informa de que maneira isso será feito. Na noite de ontem, portanto antes de a Globo receber o aviso da liminar, Pedro Bial leu um editorial em que disse que “Por ser um programa sem roteiro os candidatos às vezes fazem afirmações que não representam a posição da Globo”. Mas não explicou se estava se referindo às declarações de fevereiro de Marcelo Dourado, de que "hetero não pega AIDS e que um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem”.


O juiz determinou que "o tempo mínimo (para os esclarecimentos) seja o mesmo tempo usado para veicular as informações erradas". O juiz fixou ainda uma multa, em caso de descumprimento, no valor de R$ 1 milhão."

Lia, bye bye!

Ver a Lia fazendo beicinho ao ser limada do BBB, na portinha dos finalistas, NÃO TEM PREÇO!

A guria embromou para sair por aquela porta psicodélica do BBB, até o finalzinho. Foi quem mais demorou para sair! E saiu sem poupar o público de seus enfadonhos discursos.

Paredão medíocre, que não chegou sequer a metade do número de votantes na disputa de Dicesar e Dourado. E olha que no paredão do Dicesar a votação acabou imediatamente depois de começar o programa, enquanto este da Lia, Bial ficou até o último momento implorando para o povo votar... E olha que eu e tantas outras pessoas que não gostam da moça sequer votamos, afinal todas as pesquisas já apontavam sua inequívoca saída, com larga vantagem.

Tenho pena do pai e da mãe de Lia, que vão levar essa mala para casa.

Verdade seja dita, Lia teve sorte e azar. Sorte porque com absoluta certeza sairia antes e teria sido vexatoriamente limada do BBB caso tivesse ido para o paredão com Dicésar e azar porque saiu de lá justamente com quem menos gostava, Fernanda.

Cadu chorou, mas como suas lágrimas terminaram tão rápido! rs. Menos de hora e meia depois passou a ficar cheio de amores, carinho e, pasmem, gargalhadas com Fernanda, na hidromassagem.
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Lia deixou uma herança, talvez muito ruim: sua imagem associada a Cadu. Tenho pena de Cadu que pode sair bastante prejudicado na final. O menino grande está em terceiro lugar nas pesquisas informais. Efeito Lia.

A trajetória da Lia foi assim: entre quatro paredes, prometeu uma aliança até o final para Tessália, Michel e Serginho. Golpeou Tessália, deu de ombros para Michel e antes de dar a facada em Serginho este saiu, graças seus amigos, intimos parceiros de jogo, Maroca e Dourado. Sua melhor amiga foi Ana Mara, que depois de sentir na pela a grande demonstração da "amizade" de Lia, caiu em desgraça. Fernanda fez parte da sua patota até a casa 3, depois também foi rechaçada, votada e com direito a campanha contra, assim como Ana Mara. Lia se gaba de ser leal. Sim, leal a si própria e não a quem promete ser.

domingo, 28 de março de 2010

SAIU DICESAR, MAS COM MUITA DIGNIDADE!



BBB 10

Fizemos a nossa parte.

Dicesar saiu, mas saiu com o maior paredão em número de votos, em apenas 24 horas!

Não saiu escurraçado e rejeitado. Foi embora da casa BBB10 com aquilo que mais priorizamos: dignidade!

Acho que devemos nos orgulhar!

Dicésar pecou e muito! Ele, mais que Serginho, reproduziu dentro do BBB10 o preconceito, quando afirmou que a demonstração de afeto público dos LGBTs, através do beijo, seria um direito restrito aos heterossexuais. Ele, que frequenta todas as Paradas Gays sequer sabia a sigla do movimento que luta pelos seus direitos!

Dicesar, apesar das observações acima, imediatamente à saída de Maroca, foi aquele que deu voz ao nosso sufocado grito, quando finalmente disse TUDO que milhões de brasileiros gostariam para Dourado. Isto não tem preço!

Concordo e aqui neste blog, bem antes do discurso final do Bial, fiz a mesma afirmativa: Foi Dourado que melhor traduziu Dicésar ao afirmar que ele agradava todos porque na vida sempre foi rejeitado e buscava aceitação. Não digo que Bial leu isto aqui, seria muita pretensão, apenas que chegamos a mesma conclusão.

Outra hora quero falar sobre as afirmações de Glória Perez, que afirmou ser covardia associar Dourado ao Nazismo e que ele não é homofóbico. Beira ao ridículo tal afirmação!
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Hoje digo de boca cheia. Vou assistir Big Brother Brasil. Talvez seja um dos momentos mais felizes desta edição: QUERO VER A LIA SAIR! uhhhhhhhhh rs
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Ela manipulou o público com inúmeros discursos para as câmeras, ao ponto de dar canseira e levar a pecha de chata. As pessoas votarão por ser chata, mas a verdade é que ela foi muito pior que isto.

Bye bye Lia! beijos, (não) te ligo!

Vídeos

Um pouco de purpurina não faz mal a ninguém.
Ontem fui apresentado a um vídeo que adorei! Pura descontração! "Xuxú em Pantera Cor de Rosa"! Ela é tudo!!!

E hoje me enviaram a uma coleção de moda íntima masculina. Fiquei imaginando os gays bem cachorras dançando funk com o modelito Fuzion (veja no vídeo).

Divido com vocês essas duas preciosidades.






sábado, 27 de março de 2010

A LUTA MACHÃO X GAY QUE VAI ALÉM DO BBB10!

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Recebi mensagens que me sinto na obrigação de repassar, ainda que tivesse dito aqui que o BBB10 já deu o que tinha para mim. Mas, de novo, nos vemos com este programa diante de um o tirano Dourado versus a meio atordoada Dicésar.


Mais uma vez se coloca, frente a frente, a homofobia e violência diante da diversidade sexual. Como Dicésar fez bonito no dia que Ana Mara saiu, falando tudo o que todos desejavam para Dourado é um dever de gratidão agora prestigiá-lo.


O Grupo Arco Iris passou e-mail solicitando a todos que participassem da votação do BBB10:


"Grupo Arco-Íris convoca toda a comunidade LGBT a se mobilizar para eliminar Marcelo Dourado do BBB 10.


Grosseiro. Mal -educado. Ríspido. Rude. Troglodita. Desinformado. Agressivo. Machista. HOMOFÓBICO. Existem mil motivos para toda a população brasileira votar contra a permanência de Marcelo Dourado no Big Brother Brasil, mas a intolerância e as agressões (ainda) verbais do participante aos LGBT não podem ser deixadas de lado. É o momento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, simpatizantes e todas e todos aqueles (as) que acreditam numa sociedade mais fraterna e de paz dizer um NÃO à violência.


“O BBB não é um programa meramente de entretenimento. É um formador de opinião; um espelho de nossa sociedade. Não podemos permitir que anos em defesa dos direitos humanos, em especial dos LGBT, sejam jogados no ralo. Devemos mostrar nossa força e nos mobilizarmos contra a homofobia que ainda teima em descolorir nosso país!”, conclama a presidente do Grupo Arco-Íris, Gilza Rodrigues.


Reflita sobre sua vida, os obstáculos que todos
passam no processo de aceitação. Pense em quantas pessoas já morreram em virtude de suas orientações sexuais. A permanência de Marcelo Dourado não apenas reflete a indiferença do país em relação a esta situação, como também a cumplicidade que tod@s adquirem o apoiando.


A partir da instauração do paredão, o Grupo Arco-Íris e seus freqüentadores (as) ficarão de plantão numa nítida demonstração de resistência, perseverança e por acreditar que uma sociedade sem homofobia é possível. Faça parte desta luta! Mobilize-se a si a tod@s que @s cerca! #FORADOURADO"

Também o maravilhoso Jean Wyllys, em seu twitter, faz campanha pelo FICADICESAR, alertando o mal que representam Dourado e Lia ganharem esse BBB. E em seu blog (http://bloglog.globo.com/jeanwyllys/), há um trecho bastante interessante no qual faz sua análise de Marcelo Dourado:

... "Dourado tem as características daquele “ridículo tirano” a que Caetano Veloso se refere na letra de Podres poderes, ou seja, é tirano, mas, é passível de provocar riso. Há, por exemplo, quem ache muita graça em vê-lo arrotar à mesa. Aliás, não foi sobre Caetano Veloso que Marcelo Dourado disse que gostaria de vomitar? Sintomático...


Esse tipo de líder permite alguns excessos, mas, sob certas condições prescritas. Por exemplo, Dourado tolera as excentricidades de Serginho desde que ele não fale de suas relações sexuais nem se oponha deliberadamente à ordem heterossexual que ele defende. Ora, é fácil tolerar um gay quando ele tem homofobia internalizada, é despolitizado, está reduzido ao estereótipo da “bicha louca” e, por isso mesmo, justifica a opressão que a maioria heterossexual exerce contra os homossexuais. Logo – e entendam isso de uma vez por todas - o gaúcho não deixa de ser homofóbico por causa dessa aproximação com Sérgio, muito pelo contrário.


Como eu sei que todo líder fascista é auto-interessado, eu não me deixei seduzir pelos elogios de Dourado à minha pessoa, afinal, ele sabe que eu gozo de alguma popularidade e prestígio, logo, não me criticaria abertamente; ao contrário, principalmente quando há um milhão e meio de reais em jogo. Por essa grana, ele sempre faz o jogo de “assoprar depois de morder”, ou seja, de posar de bacana depois de uma cena de fúria homofóbica, como naquela em que xingou Dicésar de “viado”, ressaltando, nesta palavra, toda sua carga negativa (sem contar que oposição “viado” versus “homem”, presente em sua frase para Dicésar, é típica da estupidez homofóbica e machista de quem não quer ver ou finge não saber que todo “viado” também é homem; alguns são até mais homens que o próprio Dourado, no sentido de que sabem conviver com os diferentes e respeitá-los verdadeiramente, sem interesses)" ...

A votação deste paredão do Dicésar x Marcelo Dourado tem prazo de validade para hoje. Hoje é a votação e hoje mesmo um deles será eliminado. FAÇA A SUA PARTE, de uma votadinha básica para Marcelo Dourado sair, rs, eu imploro.


sexta-feira, 26 de março de 2010

No estado do Piauí casais homossexuais obtiveram direito na justica de declarar Imposto de Renda em conjunto

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...........................Grupo Matizes
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O Grupo Matizes, do Piauí, teve a excelente iniciativa de fazer uma representação ao Ministério Público Federal, que foi acolhida pelo Procurador da República, que, por sua vez, transformou a representação numa ação civil pública, obtendo uma liminar na Justiça Federal garantindo o direito de casais homossexuais, que moram naquele estado e tenham união estável, de declararem em conjunto o imposto de renda.

Não tive ainda acesso a decisão liminar, mas as notícias na internet sempre se referem a casais homossexuais que "possuam união estável", o que me faz questionar e gera dúvida se tal direito a declaração de imposto de renda conjunta, a priori, seria cabível somente para casais que obtiveram uma declaração judicial que reconheceu a união estável, quiçá, a esdrúxula sociedade de fato ou se basta declarar que existe a união. Por isto é importante a leitura do inteiro têor da decisão.

Ainda não há uma sentença, somente uma liminar que foi concedida em primeira instância e confirma em segunda instância. No entanto, o processo já está conclusos para sentença desde o dia 05/03/2010. A sentença deve ser favorável, considerando a liminar concedida. Mas ainda há muito caminho a percorrer, com recurso contra a provável sentença para segunda instância e, se mantida, até o Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. É algo ainda para ver a definitividade pela Justiça a perder de vista.

Essa decisão abre uma importante precedência para o Judiciário brasileiro e serve de exemplo para que outras entidades LGBTs procedam de idêntica forma.

A lei 9.250 (sobre o Imposto de Renda) determina que poderão ser considerados como dependentes "o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho".

Não há lei no país que regulamente a união entre pessoas do mesmo sexo, mas, em alguns casos, esse tipo de união já é reconhecida pela Justiça.

Histórico

Por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, os contribuintes que mantêm união estável com pessoa do mesmo sexo poderão continuar declarando seus companheiros como dependentes para fins de dedução do Imposto de Renda. A decisão é válida somente para contibuintes homoafetivos que residem no Estado do Piauí e é resultado de uma representação feita pelo Grupo Matizes, em março de 2009, junto ao Ministério Público Federal - MPF no Estado. Após essa representação, o MPF ajuizou ação civil publica, distribuída à 2ª Vara, sob nº 2009.40.00.001593-9, em 17/03/2009.

Em abril de 2009, a Justiça Federal deferiu liminar, nos autos da ação civil pública já citada, determinando que a Receita Federal admita, independentemente do sexo, a inclusão como dependentes para fins de dedução no imposto de renda, de contribuintes que mantenham sociedade de fato e onde se configure relação de depedência financeira. Pela decisão, os homossexuais poderão incluir seus companheiros ou companheiras como dependente no Imposto de Renda.

A liminar foi concedida pela juíza federal Maria da Penha Fontenele, da 2ª Vara da Seção Judiciária do Piauí, acolhendo o argumento do procurador da República Carlos Wagner Barbosa Guimarães, autor da ação, de que a recusa da Receita Federal em permitir a inclusão de dependentes de companheiro ou companheira do mesmo sexo nas declarações do IRPF viola os princípios constitucionais da igualdade, liberdade e isonomia tributária. A magistrada fundamenta sua decisão no princípio da igualdade, especialmente da igualdade tributária (art. 150, II da Constituição Federal). Ainda em abril de 2009, a Fazenda Nacional interpôs recurso recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, requerendo a suspensão da liminar. O pedido da Fazenda Nacional foi negado, através de decisão do Des. Federal Jirair Aram Meguerian, Presidente do TRF da 1ª Região. A Fazenda Nacional tanbém interpôs agravo regimental, tentando sustar os efeitos da liminar, mas também não obteve êxito.

Agora, os autos da ação civil pública 2009.40.00.001593-9 encontram-se conclusos à Juíza Maria da Penha Fontenele, para sentença. Segundo Marinalva Santana, do Grupo Matizes, a expectativa é que a decisão em favor dos contibuintes homoafeivos seja mantida. "Nossa tese, abraçada pelo MPF e acolhida pela magistrada, é que a proibição da Receita Federal constitui flagrante aos princípios constitucionais da igualdade e da isonomia tributária. Pelo desenrolar dos fatos, queremos crer que, ao final da labuta processual, nossos argumentos prevalecerão.", pontua Marinalva.

quinta-feira, 25 de março de 2010

VIDEO DE SEXO, Igreja, Padres, Monsenhores e Coroinhas - Pedofilia em Arapiraca/AL - Programa Conexão Repórter – ASSUSTADOR !

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Os meus sentimentos ficaram confusos: pena, raiva, indignação e muita inquietação com as imagens abaixo. Prefiro que primeiro assistam, depois comento.

Creio que antes de qualquer comentário seja suficiente reproduzir na íntegra a reportagem do Programa Conexão Reporter – SBT – sob comando do Roberto Cabrini, sobre abusos sexuais com crianças e adolescentes praticadas por mons. Luiz Marques, o mons. Raimundo Gomes e o pe. Edilson Duarte. Começo com as notas jornalisticas e a seguir o vídeo:
“Atrás da Sacristia, o segredo. Uma imagem perturbadora. Sexo, intrigas e poder na Igreja Católica. O altar e o crucifixo como testemunhas. Mentes traumatizadas. Lembranças que persistem. Pesadelos intermináveis. O ensino sagrado, evangelho e a formação do caráter de jovens. Pretexto para se aproximar de meninos que achavam que ser coroinha era o caminho mais curto até Deus? O verdadeiro caminho do calvário. A inocência negada. Proibida. Violentada.

Nossa investigação começa quando temos acesso a um vídeo, entregue por um morador de uma cidade de Alagoas. Cenas que revelam uma face obscura da fé. No fundo, o altar de uma casa construída com o dinheiro dos fiéis. Na cama, um padre. O sacerdote em ato sexual com um jovem. Ao final, o padre se assusta ao perceber que tudo estava sendo registrado.
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Arapiraca, duzentos mil habitantes, a segunda maior cidade do estado de Alagoas. Como em tantos lugares do interior do país, a igreja exerce colossal influência na vida da comunidade. O padre trata-se de um dos religiosos mais conhecidos na região. De seus oitenta e dois anos, cinquenta e oito são de sacerdócio e vinte a frente da Paróquia de São José. Mesmo aposentado continua celebrando missas e casamentos pelo enorme prestígio. Camisetas foram vendidas para arrecadar dinheiro para a construção de uma casa para ele. Os fiéis de Arapiraca o enxergam como um verdadeiro santo.Abusos ou relações homossexuais? Padres em pecado ou garotos atrás de dinheiro? Padres e coroinhas...um relacionamento atrás da sacristia.”


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comentários
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O Monsenhor Luiz Marques Barbosa – 82 anos, antes de ser padre é homem, possui evidentemente desejos sexuais, o que não justifica, nem de longe, o abuso de menores. O fato de ele valer-se de ser um padre com ascendência sobre a criança e adolescente, dentro da igreja, torna o crime muito mais grave, seja sob aspecto criminal, quanto moral. Por este motivo, foram sim, abusos cometidos servindo-se do nome de Deus, e este é um dos grandes problemas, além, obviamente, do abuso em si.

O Monsenhor fez votos de castidade e não soube honrar sua instituição religiosa, a qual, diga-se de passagem, não se faz honrar a muito tempo, portanto, a recíproca é verdadeira. Lamentável, para as pessoas de fé. Especialmente porque o padre, sendo quem é, praticou tais abusos, dentro do local e diante de imagens consideradas sagrados, com menores que estavam ali para exercer atividade cristã.

A perseguição a homossexualidade e o celibato sacerdotal têm tudo a ver com o assunto. O celibato já deveria ter sido abominado a muito tempo. Diante de todos os escândalos sexuais dentro da igreja, praticados a séculos, e constantemente tornados públicos, deveriam ter provocado na igreja católica uma reflexão, transformando aquilo que é uma obrigação em faculdade. Certamente a maioria destes CRIMES BARBAROS inexistiria. Portanto, sem isentar o padre pedófilo, a igreja possui seu quinhão de responsabilidade.
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Como já mencionei em outro post, tais escândalos sexuais mais explicam que justificam a perseguição a homossexualidade pela igreja. Parece que a igreja imagina que resolve o SEU problema interno, apontando o dedo da culpa para fora. Antes de olhar o rabo alheio, deveria ver e cuidar do seu próprio.

Não só os católicos, mas também os LGBTs ficam escandalizados quando um padre homossexual é flagrado em atos sexuais com um homem adulto. Não pelo fato do padre ser homossexual, mas pelo o homossexual ser padre da igreja católica!
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É o cúmulo da contradição ser um homossexual que pertence a uma igreja que ele escolheu representar, a qual condena e persegue os homossexuais. Isto só revela o quanto de hipocrisia existe dentro da própria Igreja Católica Apostólica Romana. Hipocrisia esta que cada vez mais ficamos cientes quando a vemos compactuando com estes eventos sórdidos, inclusive, mantendo ou defendendo pedófilos heterossexuais ou homossexuais, em detrimento de crianças vítimas.
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Quanto ao padre ser pedófilo, sequer procuro resposta na sua orientação sexual. Se resposta há para esta aberração está em outro local: a repressão da igreja em relação a sexualidade dos padres e a facilidade destes reprimidos padres manipularem inocentes crianças seriam as melhores indicações. Toda essa repressão e impulsos sexuais destes padres vão para algum lugar. A igreja tem que fazer seu dever de casa!
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E neste exato momento, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão traz matéria na qual reproduz do NYT que Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos anos 1990, atual Papa Bento XVI, abriu mão de iniciar os trâmites contra um padre acusado de abusos sexuais numa escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos) de quase 200 crianças surdas entre 1950 e 1972.

Foto: Gazeta de Alagoas

Primeira Emenda da Constituição Americana para a lésbica que queria mandar mensagem, levando namorada ao baile trajando smoking

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E a história da adolescente americana lésbica que foi parar na barra do tribunal porque o baile de formatura foi cancelado depois que ela pediu para levar como acompanhante sua namorada, trajando um smoking?

Todos que pelo menos já assistiram filmes americanos sabem como, na cultura deles, é importante o baile de formatura. É uma parte significante em suas vidas, que começa desde a roupa e o acompanhante, até a festa propriamente dita. É um registro que fica para vida toda.
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Constança McMillen, apesar de adolescente, é lésbica bem resolvida e, como todos os seus colegas, quis levar alguém importante para ela, sua namorada, e diante das regras impostas pelo colégio, não teve escolha senão solicitar a autorização para ter direito de levar sua companhia, assim como se vestir com um smoking. Pedidos estes negados sumariamente pelo colégio.

A sua família a apoiou, tendo seu pai partido para briga em defesa de sua filha. O caso chegou aos ouvidos da União Americana de Liberdades Civis que processou a escola para forçá-la a realizar o baile e permitir que McMillen levasse a namorada usando smoking.
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Segundo a direção do colégio, a comoção pública a tornou vilã, recebendo vários e-mails de alunos com desaforos e xingamentos.

O colégio, após saber da demanda judicial, por sua vez, em retaliação, arranjou um “jeitinho”, nos moldes à brasileira: cancelou a festa de formatura para todos. Numa tentativa de fugir ao debate e se esconder atrás do muro da discriminação.

Os colegas do colégio, evidente, passaram a culpar Constança McMillen por estragar o evento, pesando ainda mais o clima, que já estava ruim. A exclusão e preconceito foram acentuados de tal forma que os alunos daquela escola resolveram fazer nova festa, particular, sem que McMillen fizesse parte dos convidados.
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A adolescente lésbica ficou numa situação tal, que desde que os colegas resolveram hostilizá-la, não apareceu mais no colégio.

Tudo isto aconteceu numa área rural do Mississipi, mas tomou dimensão nacional, tendo a menina sido convidada para ser entrevistada no talk show da Ellen DeGeneres.
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O juiz federal, Glen H. Davidson, que apreciou o caso, decidiu na última terça (23/03) rejeitar o pedido da União Americana das Liberdades Civis para forçar a escola do distrito de Itawamba a remarcar o baile para o dia 2 de abril. No entanto, reconheceu expressamente que tal cancelamento da festa violou os direitos constitucionais da estudante Constance McMillen, de 18 anos e que, por conseguinte, realizará um novo julgamento sobre a questão.

Na decisão, o juiz menciona que McMillen é abertamente gay desde que estava na oitava série e que a aluna queria comunicar uma mensagem, vestindo um smoking e acompanhando a namorada do mesmo sexo.

"O Tribunal considera esta é uma expressão de comunicação, e enquadra-se na competência da Primeira Emenda [da Constituição americana]", sentenciou o juiz.

Engraçado o contraste cultural dos americanos com os brasileiros. Lá, especialmente no interior, eles vivem sob a batuta de um severo moralismo ao estilo Magno Malta e Marcelo Crivella, mas com uma conscientização elevada de seus direitos individuais, num regime democrático de direito mais valorizado, atuante e eficaz.

Se fosse aqui no Brasil, numa escola não religiosa, a diretora ia dar de ombros, dizer para moça “sapatãose danar, e provavelmente rir muito ou dizer que bem avisou quando os colegas da turma a esculhambassem durante a festa, e evidente, a grande sensação para todas fofoqueiras da cidade, que teriam sobre o que falar de tal acontecimento, ao estilo Nelson Rodrigues.
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O problema aqui talvez seja este. Fica tudo muito morno, mais ou menos. Até crimes por homofobia são relativizados. Os preconceituosos fingem que não discriminam e muitos LGBTs fingem que acreditam.
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foto: (AP Photo / Warner Bros, Michael Rozman)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Terça-Feira de Carlos Tufvesson, Amália Lima e como nem tudo são flores, Lia.

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Hoje a agenda à noite foi concorrida.

Premiação Carlos Tufvesson

Primeiro fui prestigiar Carlos Tufvesson que recebia a medalha Tiradentes na ALERJ. O cara além de tudo tem prestígio. O governador do Rio de Janeiro e sua esposa se fizeram presentes. Sérgio Cabral fez questão de falar sobre a importância de Carlos Tufvesson como cidadão fluminense, assim como o Senador Francisco Dorneles fez anunciar a justificativa de sua ausência. Várias pessoas do movimento LGBT fluminense presentes, entre elas a Presidente do Grupo Arco Iris e membros de seu Conselho Político. Apesar do Governador do RJ e o Chefe da Casa Civil estarem presentes, Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SUPERDir), que representaria o órgão que defende os interesses dos LGBTs, não apareceu, nem para fazer cena para seu chefe ou comunidade LGBT.
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O discurso do Tufvesson foi emocinante. Lembrou da importância de sua atividade para o Rio de Janeiro e todo mercado brasileiro. Homenageou sua mãe e toda geração anterior de estilistas e contou um pouco de sua família tradicionalmente militar, inclusive seu pai. Se emocionou ao lembrar de sua avó e ao agradecer seu companheiro André Piva, que chorava ao assistí-lo discursar.
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Óbvio e ululante, fizeram grande parte do discurso, tanto do governador quanto do homenageado, o papel de Tufvesson no movimento social na luta pelos direitos civis dos LGBTs. Carlos Tufvesson lembrou que era inadmissível, após mais de quinze anos de convivência com o Andre Piva, não poder oficialmente dizer que André é seu marido, pois considera falso chamá-lo mero amigo.
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Ao meu lado estava a assessora do Governador Sérgio Cabral que, particularmente, fazia questão de aplaudir Tufvesson, confidenciando que gostaria de localizar o André, pois queria uma foto do casal com o Govenardor, a pedido deste, e o quanto o admirava pela sua postura no tratamento a todos que o cercavam.

Sabe aqueles programas meio chatinhos que são só protocolares? Não foi. Teve de tudo um pouco: emoção, informação, brilho, história e comentários de bastidores sobre a política LGBT.


Aniversário da bailarina Amália Lima

Sai de um evento já atrasado para o outro. Amália Lima festejava seu aniversário junto com vários bailarinos que integram o mesmo corpo de baile e muitos amigos. A festa foi um sucesso e pura alegria, e evidente, tinha muita gente dançando, rs. Estavam lá, além da maioria de bailarinos que faz parte da companhia de danças, devidamente acompanhados de seus respectivos maridos, a medalhista olímpica do volei de praia, Jackie Silva, seu sobrinho Gabriel e esposa, Lan Lan, percussionista da Banda Moinho, Mariana Richard, o gerente de programação do Centro Cultural Banco do Brasil, Danon Lacerda, a cantora Jussara Silveira, Silvio, o coreógrafo João Saldanha Filho e muitas outras pessoas que pareciam ser igualmente interessantes, infelizmente, não deu para conhecer e conversar com todas.

...................LIA RODRIGUES COMPANHIA DE DANÇAS


BBB10 - Com Ana Mara saindo e Lia ficando

Enquanto isto deixei gravando o BBB10. Tinha esperança de ver Lia saindo e a reação de Dourado e Cadu neste momento.

Quando ao chegar em casa me deparei com a notícia que Lia ficou no programa, a sensação que tive foi que finalmente o BBB 10 acabou. Pelo menos para mim. Fiquei extramemente feliz em constatar que não desperdicei meu precioso tempo assistindo a esquisitissima vitória de Lia, já que todas as enquetes de conhecidos sites informavam que Lia sairia com uma boa margem de diferença. Eu até já sabia que Dourado ficaria em primeiro lugar, Cadu em segundo, mas não imaginava que Lia - contrariando a todas as pesquisas - ficaria em terceiro. Não há lógica perder tempo assistindo o BBB. Boninho e sua produção deveriam logo entregar os prêmios para os três e fechar a porta da casa, poupando a todos nós. E eu que pensava que os capítulos de consagração de Odete Roitman e Nazaré Tedesco já haviam acabados, surge esta nova pérola.

Deus é pai. Me fez trocar um programa micadérrimo (BBB10) por outros dois bem mais saudáveis e definitivamente mais felizes.
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A gravação, mesmo sem assistir, já apaguei. Não quero ocupar meu HD com lixo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Frutos de Marcelo Dourado no BBB10: "Campanha: Dourado quebra logo essas bichas"

Na festa de sábado Marcelo Dourado disse para sua aliada Lia que queria quebrar um bar!!! Segundo ele: estou sentindo falta da minha liberdade…sabe o que eu queria fazer? pegar minha moto, sair por ai com os amigos para arrumar confusão!! estou sentindo falta da liberdade, sair com os amigos zuando pelas ruas, quebrar um bar...

Então tá... o badboy queria sair para arrumar confusão e quebrar um bar... Legal! Tomara que no tal bar estejam aqueles que votam nele e as vítimas sejam os próprios!


De vez em quando vejo uma pseuda artista fazendo larga campanha pró Dourado. Ela esteve também na festa dos mascarados do BBB. Fico imaginando que perfil de mulher ela é. O que me vem a cabeça é que seja aquele tipo perua moderninha que aplaude machos rudes e gosta de levar também na cara. Esse tipo fica, tanto quanto a tal atormentada, pegando fogo quando está com um macho assim. Esse tipo de mulherzinha reproduz o machismo e veladamente odeia homossexuais bonitos e gostosos que tem asco por um tipinho como ela.

Aliás, falando em ator-mentado me lembrei da atriz-teza. A atriz substituta da linda Carol Castro, na peça Dona Flor e seus dois Maridos, chamada Fernanda Paes Leme, que parece gostar do Dourado e também estava na tal festa do BBB, num gesto de nobreza e ética, fez questão de publicar em seu twitter que o perfume de Dicésar era fooooooorte... Como todos sabem, Dicesar ganha de R$300,00 a R$400,00 em seus shows e vive disto, portanto, de fato seus perfumes devem ser do tipo barato demais para o nariz delicado da debochada mocinha que fez a maldosa fofoca em público. E a turma que gosta do Dourado ainda chama o Dicésar de fofoqueiro. Deve ser efeito reflexo!

Quando penso que estou sendo imparcial e crítico demais com Dourado, leio algo que só faz confirmar o ótimo exemplo que ele dá.

Li hoje um blog "Vaca do Demonho" o que um dos adoradores do Marcelo Dourado escreveu. Veja no endereço http://vacadodemonho.blogspot.com/2010/01/campanha-dourado-quebra-logo-essas.html

"segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Campanha: Dourado quebra logo essas bichas


Dourado é o único naquela casa que odeia aquelas bichas alucinadas. O cara tem que continuar na casa até o final. Se for eliminado, que seja por dar um pedalaço nas costas daquele Drag Queen ou então daquele emo viadinho saltitante. Boto fé que se ele continuar, não aguenta mais de 2 semanas sem quebrar um deles, aheuaheuaehau!


Curte o que o Drag Queen disse:


"Eu não tenho preconceito contra homofóbico, acho que a gente tem que conviver. Ele também é uma pessoa boa, mas pra conviver 24 horas não dá"


Sim, e conviver com uma bicha velha dá por acaso? Haheuaheaue


Se o Dourado for eliminado nas próximas semanas, eu paro de assistir essa porra, pq esse ano ta um nojo. Não da mais para aguentar aquelas bichas. A mulherada mal aparece, é só aquelas bichas o tempo todo, pqp... O fato de ter uma chance do Dourado quebrar um deles é a única coisa que me motiva a ver essa merda esse ano."
.- grifos nossos -

Também tem um comentário:

"zito disse...
é isso!! torço pro dourado dar sossega leão no serginho e um socão da roça no dicesar"

Tem todo sentido o autor do blog ser seguidor do Marcelo Dourado. Pelo menos no que diz respeito a sair por aí arrepiando, quebrando o bar... Questão de identificação. Fazer o quê? Nos cabe apenas esperar que o Projeto de Lei que criminaliza a homofobia um dia seja aprovada no Senado Federal.
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Eu sei que, infelizmente, esse cara tem chance de ganhar o BBB10. Então me resta apenas a alegria de ver a cara dele e de sua gangue com a eliminação da Lia. Isso não tem preço!
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PS: Denuncia registrada no Safernet

segunda-feira, 22 de março de 2010

Primeiro Paredão Gay no Big Brother Brasil a gente nunca esquece, graças ao Pedro Bial!


Recentemente teci alguns comentários sobre a peça teatral “Tango Bolero e Tcha Tcha Tcha”. Além de ressaltar a qualidade dos atores e da comédia, mencionei que para não perder a piada, também era possível não perder o amigo. A comédia tendo uma transexual como figura central foi de alta qualidade e, pasmem, respeitosa.

Hoje esse mesmo respeito e talento se repetiram.

Pedro Bial, propositalmente com uma camisa rosa, elaborou um texto da eliminação que foi a mais pura emoção. Conduziu os telespectadores a fantasia de suas crianças internas, para destacar o perfil dos emparedados Serginho e Dicésar. O BBB10 hoje perderia um dos personagens infantis que um dia aprendemos a admirar e nos encheram de alegria. No texto da eliminação, Pedro Bial comparou Serginho a Peter Pan e Dicésar a Dorothy, de “O Mágico de Oz”. Pouco antes de anunciar Serginho, ele ainda citou trechos da canção “Somewhere Over The Rainbow”.

Sergio Luis de Ramos Franceschini, Serginho ou Sr. Orgastic para nós, cumpriu o papel que assumiu para si mesmo nesta edição do BBB10: “Saber respeitar, saber compreender, ser amigo, sorrir, sonhar e se divertir.” Mostrou também que existem gays e gays, ou seja, que os homossexuais não são criações em série de fornalhas, sendo cada qual um diferente do outro. Ele, sem dúvida, um GAY que faz jus ao termo ALEGRE. Um homem feliz.

Para os LGBTs, pecou um pouco, nem mesmo sabia o que significava a sigla LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, e Transgeneros (Travestis e Transexuais) – que luta pelo reconhecimento aos seus direitos de cidadão. E, com sua história com Fernanda, alimentou uma falsa expectativa para famílias heterossexuais que é possível a mudança de orientação sexual de seu filho gay, sugerindo que bastaria a mulher certa.

Mas também acertou, ao oferecer o primeiro pedaço do bolo a todos os gays que não possuíram sua mesma sorte de ter o apoio da família e que até são expulsos de casa, assim como fez a diferença num diálogo surreal entre ele, Dicésar e Angélica acerca da demonstração de afeto em público, defendendo o direito de beijar publicamente seu namorado.

Mas Sérgio foi o espelho daquilo que muitos são fora do BBB10. A maioria não se interessa em se conscientizar sobre seu direito cidadão, não se une ou apóia causas gays e nem se preocupa em votar naqueles que podem, de verdade, lhe representar, na tentativa de realmente realizar mudanças. Mesmo nas Paradas, muitos lá vão para "fechar", dar "close", enfim, dançar, paquerar e se divertir.

No BBB, mesmo Sérgio fazendo parte do 'grupo dos coloridos', diferente do que ocorreu com a maioria do grupo dos sarados, não demonstrou empatia ao seu grupo e não só deixou de defender Angélica e Dicésar, como em alguns momentos, aplaudiu os ataques. Saiu da casa deixando Dicésar (a versão “Geni” para os colegas de programa) e torcendo pela vitória de Cadu.

Pedro Bial, mais consciente e sabedor daquilo que o grupo colorido poderia significar para uma população de telespectadores cheios de preconceitos, fez muito mais pelos LGBTs, do início ao fim, que Sérgio. Serginho não possuía qualquer obrigação de levantar bandeiras, já que estava ali para jogar e se divertir, mas tinha o dever de assumir a responsabilidade daquilo que sabia que representava, naquele momento, para toda uma sociedade.

Bial, até nisto foi generoso, em seu texto, exultou a criança que se negava a crescer de Serginho, nos apontando sua maior qualidade, A ALEGRIA DE SER E VIVER.

sábado, 20 de março de 2010

Premiação de Carlos Tufvesson, um homem que não recusa a luta!

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O militante e estilista Carlos Tufvesson será um dos homenageados com a Medalha Tiradentes pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). A medalha é a mais importante da ALERJ e é destinada a premiar pessoas que hajam prestado relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro.
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Segundo site do mixbrasil, Carlos Tufvesson se tornará o terceiro gay assumido a receber a Medalha Tiradentes concedida pela ALERJ. Somente duas outras personalidades gays já receberam a medalha: João Antonio Mascarenhas, fundador do MHB, e Raimundo Pereira, do Grupo Atobá.
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A solenidade de entrega será realizada na próxima terça-feira, 23, às 18h30, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro.
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Recentemente Carlos Tufvesson também foi agraciado com o troféu Xica Manicongo (que remete a história da escrava que foi a primeira travesti não-índia do Brasil), dedicado a personalidades e instituições que defendem direitos de travestis e transexuais.
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O mérito da premiação é inquestionável.
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O militante atualmente integra o Conselho dos Direitos da População LGBT do Rio de Janeiro, inaugurado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral e já fez parte do Comitê de Garantia de Direitos Humanos da Prefeitura do Rio, na gestão Cesar Maia. Atualmente ainda, faz parte do Conselho Político do Grupo Arco Iris do Rio de Janeiro.
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Seus feitos são inúmeros e sua atuação fecunda. Desde sempre sua bandeira foi a luta para o reconhecimento de sua união com o arquiteto André Piva (a qual já conta com mais de quinze anos). Reconhecida e publicada enfaticamente pela sociedade e a mídia, mas ignorada pelo Estado, que se nega a reconhecer o direito do mencionado casal de celebrar oficialmente o casamento ou obter a declaração judicial da união estável. Para o Estado são duas pessoas solteiras, e a união tratada como uma mera sociedade comercial.
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Tufvesson, na gestão do Prefeito Cesar Maia, teve participação direta para regulamentar a lei que proíbe os estabelecimentos cariocas de discriminarem clientes por conta da sua orientação sexual. Também através de sua oportuna intervenção junto ao Prefeito Cesar Maia e do Deputado Federal Rodrigo Maia obteve apoio imprescindível para a aprovação na Câmara de Deputados do Projeto de Lei (hoje conhecida como PLC 122) que criminaliza a homofobia.
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Não bastasse tudo isto, idealizou uma campanha com empresas privadas para manter a subsistência da Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças que vivem com o vírus HIV.
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Também utiliza sua fama e reconhecimento público pela causa LGBT, e em pleno desfile do Fashion Week no RJ distribuiu panfletos para lembrar a comemoração de 40 anos de Stonewall, com a presença de inúmeras celebridades que foram lhe prestigiar, entre elas o Governador e o Prefeito do Rio de Janeiro. Já foi a inúmeros programas de televisão falar sobre direitos LGBTs, entre eles, destaca-se o programa da Ana Maria Braga e Happy Hour, no mesmo sentido, e de forma ainda mais abrangente, junto a todas as principais revistas nacionais, mantendo atualmente uma coluna no Jornal O Dia, sempre com foco no tema LGBT.
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Recentemente deu uma entrevista para a Revista Júnior, transcrita aqui neste blog, com uma severa análise crítica acerca do Movimento LGBT nacional, mexendo com os bastidores do cenário em questão. Não faz pactos dentro do Movimento LGBT e nem político partidário. Sua militância se restringe a causa LGBT, independente de partido político. Sua presença no movimento é suportada no MLGBT pelos caciques e aduladores destes, que sempre que podem, tentam discriminá-lo, sob argumentos que vão desde elitista, burguês até desagregador. Carlos Tufvesson incomoda, porque luta avidamente, sem ‘rabo preso’ com ninguém, tem grande capacidade de comunicação e de formação de opinião, possuindo do mesmo modo um espírito critico e evidente inteligência. Mas a característica que, particularmente, mais gosto nele, nesta vidinha LGBT do quase nada, é o fato de ser um militante proativo, de RESULTADOS.
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Também possui seu dedo, mãos e pés na ação de descumprimento de preceito constitucional (ADPF 132) ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de janeiro, onde se pretende que o Supremo Tribunal Federal declare o direito dos casais LGBTS à união estável, em âmbito nacional. Foi dele o pedido direto ao Governador Sérgio Cabral que o atendeu prontamente.
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Para que o leitor tenha idéia da importância do Carlos Tufvesson, nada aqui escrito foi necessário buscar na internet ou pesquisar no Google. Portanto, se falhas existirem serão, COM CERTEZA, o esquecimento de tantos outros feitos já realizados por ele.
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O que dizer senão parabéns para esse homem que não recusa a luta!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Video do Manisfesto em defesa ao Rio

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Ainda sobre cidadania! E não é só porque sou carioca. Se estivessem aniquilando o estado da Amazônia também seria motivo para protesto meu!
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No vídeo duas pessoas queridas para mim: Cristina Brasil e Carlos Tufvesson.
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O vídeo é da Cristina e o pego emprestado para o meu blog, rs.
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Apesar da música do Cazuza cantanto que "não me convidaram para essa festa pop", eu estava lá também - na chuva - mas não encontrei nenhum dos dois!
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Quem foi, tiraria de letra a prova desta noite do BBB10! Era muita chuva, corpo, pés molhados e muita determinação!
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Adorei ver tantos carros LGBTs, em especial o que estava imediatamente após o carro dos evangélicos.
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Gente, não vi o Magno Malta e nem o Crivella e NEM LEVEI OVO PODRE, mas li no jornal que eles estavam lá. Portanto, fui poupado e somente participei do lado bom da manifestação. Agora imaginem eles vendo aqueles trios com gays, lésbicas, travestis e go go boys na passeata que ELES estavam! Gostaria de ter visto a cara deles!
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Assistam o vídeo, ele dá uma parcial visão daquilo que foi o protesto em defesa do Rio.
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quarta-feira, 17 de março de 2010

.:: ASSINE PELO RIO ::.


Porque dizer "Eu sou Gay" pode ser tão difícil

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Estava lendo uma matéria americana que falava sobre o tema.

Três palavras, nada mais do que três letras - e ainda assim, para alguns de nós ainda é quase impossível dizer.
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Três pequenas palavras: Eu sou gay.
“Gay não é uma escolha,
gay não é pecado,
gay não é uma vergonha.
Gay simplesmente é.”

Leonard Pitts Jr.

A grande dificuldade de falar e assumir estas três palavras é simples. Os gays advém, a priori, de um lar heterossexual, vivem em ambientes que as normas de comportamento são heterossexuais, onde a aversão a homossexualidade sempre está presente, seja de forma velada ou explícita. Os gays são constantemente bombardeados com mensagens negativas sobre a sua orientação sexual. Portanto, toda composição sócio psicológica do gay já vem viciada com uma marca negativa, uma forte baixa estima em relação a sua orientação sexual e muito medo de não ser bem acolhido ou até agredido físico e moralmente.

Apenas “ser gay” já significa enfrentar, de algum modo, grande tempestades nesta vida, nem sempre agasalhado, protegido e sem garantia de sobrevivência.

No entanto, quando o sujeito se vê “confortável” para falar estas três palavrinhas, entra em contato com o sentimento de LIBERTAÇÃO, e só sabe a profundidade que isto significa, quem já vivenciou esta “passagem”.

O problema é encontrar o tal “conforto” para se assumir. Palavra subjetiva e, se nestas situações levada a extremo, quase utópica. É o mesmo que esperar um príncipe encantando, lindo, milionário e apaixonado, montado num cavalo branco vindo lhe buscar.
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Cada um tem que buscar o seu momento certo e se ele não existir, criá-lo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Convocação para participar do movimento "Contra a covardia, em defesa do Rio"

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É extremamente grave a situação do estado do Rio de Janeiro caso seja efetivado o golpe do governo federal de retirar os royalties do petróleo do nosso estado com a cobiça despertada pelo "pré-sal", sob o argumento da criação de um "fundo soberano" para distribuição da riqueza entre todos os brasileiros, visando "pôr fim às desigualdades nacionais".
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O Governador Sergio Cabral fez as contas, apresentou-as publicamente e decreta a conseqüência : O Estado do Rio de Janeiro ACABA!

"É uma emenda alucinante. O Estado do Rio recebeu, em 2009, em royalties e participações especiais, mais de R$ 4 bilhões e pela nova lei passa a receber R$ 100 milhões. Isso acaba com o estado. No nosso caso, esses recursos vão todos para a previdência pública. Os 5% desses recursos são destinados ao Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e todos são aplicados no meio ambiente e no saneamento básico, o que vem salvando a Baía de Guanabara e as lagoas e rios do estado. A repercussão da aprovação dessa emenda é de fechar o estado. Esquece Olimpíadas, esquece Copa do Mundo, esquece tudo. Acabou o estado. Não estou de brincadeira, não. Cabo Frio, que recebe R$ 350 milhões/ano, passará a receber R$ 1 milhão, Macaé, onde todo o teatro de operações do petróleo, que recebe R$ 500 milhões, R$ 600 milhões/ano, terá apenas R$ 2 milhões. É uma brincadeira de mau gosto".


Cabral lembrou que o Estado do Rio já perdeu recursos que atualmente somariam R$ 10 bilhões por ano se, na votação da Constituição de 1988, o petróleo, ao lado da energia elétrica, não fossem os únicos produtos que não cobram ICMS na origem.

Depois da derrota do estado do RJ na quarta-feira passada, na Câmara dos Deputados, quando a chamada "emenda Ibsen" foi aprovada por 369 votos a favor e 72 contra, tudo ficou mais difícil.

É que agora só depende da apreciação e votação no Senado Federal. A situação no Senado é mais delicada do que na Câmara. Existem três representantes para cada ente da Federação. Na prática, portanto, existem apenas seis votos das bancadas capixaba e fluminense para mudar as regras de distribuição dos royalties, num universo de 81 senadores.

A lista de apoio pode subir para nove, se os senadores paulistas forem convencidos por seus colegas do Rio e do Espírito Santo a engordarem a frente. São Paulo ainda tem uma baixa produção de petróleo no mar, mas o início da produção dos campos do pré-sal na Bacia de Santos vai mudar essa realidade.

Após a forte repercussão, Ibsen Pinheiro, autor do infeliz projeto de lei, procurou Senadores sugerindo que seja retirada parte da fatia que cabe a União para que fosse repassado para os dois estados prejudicados, o que não encontra acolhida nem mesmo pelos políticos da base do governo.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi designado para a ingrata tarefa de tentar encontrar uma solução, com intuito de reverter o quadro e evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete, às vésperas das eleições de outubro, um dispositivo que aumenta o volume de dinheiro para todos os Estados e municípios do País. Missão praticamente impossível, nas palavras dele: "só com um milagre"..

E IMPERIOSO que cidadãos fluminenses se mobilizem e volte a ser como pouco tempo atrás e até historicamente, uns dos mais politizados, e atuar tal como fez na convocação das diretas já, comparecendo a manifestação pública que irá ocorrer na próxima quarta-feira, dia 17/03, às 16 horas, na Candelária, no centro do Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro e todo resto do Brasil têm que lutar contra a irresponsabilidade deste projeto de lei que decretará a falência de nosso estado!



segunda-feira, 15 de março de 2010

Você sabe o que o Senado Federal disse para o STF sobre casais homossexuais?

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Não é à toa que não existe uma lei sequer aprovada pelo Congresso Nacional em favor da comunidade LGBT e que continuamos a depender do Poder Judiciário.

No entanto, é dever do Poder Judiciário quando instado a julgar um Ação Direta de Inconstitucionalidade de lei federal solicitar que o Congresso Nacional se manifesta sobre a questão em debate.

No caso, a atual Vice-Procuradora-República, Deborah Duprat (foto ao lado), em cumprimento a sua expressa promessa, realizada ao se manifestar na Ação (ADPF 132) proposta pelo Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ingressou com uma AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE onde igualmente à aquela ADPF, pretende que seja reconhecida a união estável para casais homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal, desta vez com base na inconstitucionalidade da lei civil que limita a união para casal formado por - homem e mulher - e também para afastar o absurdo obstáculo criado pelo então Advogado Geral da União, Dias Toffoli, que defendia que o pedido do Governador não teria alcance nacional.

A Ação Direita de Insconstitucionalidade, conhecida pela abreviatura de ADIN tomou o número 4277, tendo sido nomeada como Relatora para tal julgamento no Supremo Tribunal Federal a Ministra Ellen Grace Northfleet (foto a direita). Como já exposto, um dos procedimentos legais previstos para ações como esta e que a Relatora do processo determine a intimação do Senado Federal para que se manifeste acerca do pedido formulado pela Procuradoria Geral da República, na hipótese, a declaração da inconstitucionalidade do disposto no art. 1723 do Código Civil (que limita o direito a união estável apenas para casal formado por homem e mulher), reconhecendo o direito dos casais LGBTs a união estável homossexual, como entidade familiar..
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Como se manifestou o Presidente do Senado Federal acerca desta questão para o Supremo Tribunal Federal?
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Transcreverei algumas estrofes, as quais acredito que sejam suficientes para entender o posicionamento adotado:
"10. ... o art. 1723 do Código Civil dispôs como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher... Ainda que uma união homoafetiva se configure na convivência pública, contínua e duradoura, com a intenção de constituir “família”, TAL CONJUNÇÃO NÃO É CARACTERIZADA COMO ENTIDADE FAMILIAR POR NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO... "
...
15. ... a união homoafetiva sequer encontra-se prevista no nosso ordenamento como situação jurídica a ser amparada, mas – E NESTE PONTO ACERTAM OS TRIBUNAIScomo SOCIEDADE DE FATO.

16. Em conclusão, não há inconstitucionalidade no art. 1723 do Código Civil ao estabelecer como ENTIDADE FAMILIAR a união estável entre HOMEM E MULHER, conceito recolhido do 3º do art. 223 da própria Constituição... , devendo a união homoafetiva, enquanto não dispuser o legislador a fixá-la como entidade própria, DISTINTA DA FAMILIAR, ainda que o objeto de igual proteção do Estado, continuar recebendo tratamento analógico aplicável a cada caso concreto"... (no caso, a dita sociedade de fato – esclarecimento nosso).

* além do último esclarecimento, os grifos também são nossos.
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Essas informações foram elaboradas pela Advocacia do Senado, ratificadas e enviadas pelo Senador José Sarney, na qualidade de Presidente do Congresso Nacional, para a ADIN 4277 junto ao Supremo Tribunal Federal.

O Presidente do Senado Federal, em outras palavras, se manifestou para que a ADIN proposta pela Procuradoria Geral da República não fosse acolhida, afirmando que casal homossexual não possui direito ao reconhecimento de união estável, porque esta deve favorecer apenas casais formados por homem e mulher. Acrescenta ainda, em sua manifestação que casais homossexuais não formam uma família, o que é exclusivo para heterossexuais, esclarecendo que os LGBTs já possuem seus direitos protegidos pelo reconhecimento jurisprudencial da "Sociedade de Fato".

Este é o nosso Senado!

E é assim que o Congresso Nacional trata e considera os LGBTs.

Salve o Governador Sérgio Cabral e a Vice-Procuradora-Geral Deborah Duprat!

Só nos resta depositar nossa fé e esperança de resgate à dignidade junto ao Poder Judiciário!



sábado, 13 de março de 2010

I Marcha Nacional contra a Homofobia ocorrerá em 19.05.10, em Brasília. Programe-se!

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A ABGLT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS tomou uma iniciativa extremamente louvável. Criará uma manifestação em Brasília destinada a atrair a atenção das autoridades acerca das reivindicações dos LGBTs. Se trata de uma MARCHA, com LGBTs de todo território nacional, com cunho político e de demonstração do exercício da cidadania.


Já está definido a data. Será em 19 de maio de 2010 (quarta-feira), dia que, em regra, imagina-se que estejam presentes os políticos no Congresso Nacional.


Toda a programação ainda será detalhada pela entidade e, certamente, publicarei neste blog.


A ABGLT já apresentou o Manifesto que dá o significado da I Marcha Nacional contra a Homofobia, o qual ora reproduzo:



"Manifesto

I Marcha Nacional contra a Homofobia - 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia A Direção da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais -ABGLT, reunida em 02 de março de 2010, resolveu convocar todas as pessoas ativistas de suas 237 organizações afiliadas, assim como organizações e pessoas aliadas, para a I Marcha Nacional contra a Homofobia, vinda de todas as 27 unidades da federação, tendo como destino a cidade de Brasília. No dia 19 de maio de 2010, será realizado o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, com concentração às 9 Horas, no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral metropolitana de Brasília.

Em 17 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia Mundial contra a Homofobia (ódio, agressão, violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT). A data é uma vitória do Movimento que conseguiu retirar a homossexualidade da classificação internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde, em 17 de maio de 1990.

No Brasil, todos os dias, 20 milhões de brasileiras e brasileiros assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais -LGBT têm violados os seus direitos humanos, civis , econômicos, sociais e políticos. “Religiosos” fundamentalistas, utilizam-se dos Meios de Comunicação públicos, das Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, Câmara Federal e Senado para pregar o ódio aos cidadãos e cidadãs LGBT e impedir que o artigo 5º da Constituição federal (“todos são iguais perante a lei") seja estendido aos milhões de LGBT do Brasil. Sem nenhum respeito ao Estado Laico, os fundamentalistas religiosos utilizam-se de recursos e espaços públicos (escolas, unidades de saúde, secretarias de governo, praças e avenidas públicas, auditórios do legislativo, executivo e judiciário) para humilhar, atacar, e pregar todo seu ódio contra cidadãos e cidadãs LGBT.


O resultado desse ataque dos Fundamentalistas religiosos tem sido:


• O assassinato de um LGBT a cada dois dias no Brasil (dados do Grupo Gay da Bahia - GGB) por conta de sua orientação sexual (Bi ou Homossexual) ou identidade de gênero (Travestis ou Transexuais);


• O Congresso Nacional não aprova nenhuma lei que garanta a igualdade de direitos entre cidadãos(ãs) Heterossexuais e Homossexuais no Brasil;


• O Supremo Tribunal Federal não julga as Arguições de Descumprimento de Preceitos Fundamentais e Ações Diretas de Inconstitucionalidade que favoreçam a igualdade de direitos de pessoas LGBT no Brasil;


• O Executivo Federal não implementa na sua totalidade o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT;


• Centenas de adolescentes e jovens LGBT são expulsos diariamente de suas casas;


• Milhares de LGBT são demitidos ou perseguidos no trabalho por discriminação sexual;"

fonte: Logotipo e Manifesto em http://www.abglt.org.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

A peça 'Tango, Bolero e Chá chá chá' traz de volta a estória da transexual Lana Lee

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.Edwin Luisi montado de Lana Lee

O premiadíssimo ator Edwin Luisi comemora no Rio de Janeiro seus 40 anos de carreira com a remontagem da peça que foi sucesso absoluto, “Tango, Bolero e Chá chá chá” no Teatro Clara Nunes, no shopping da Gávea.
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Edwin Luisi é o ator número um do teatro brasileiro. Já foi agraciado com os mais importantes prêmios teatrais do País: Molièrie (duas vezes), Mambembe (duas vezes), APCA (duas vezes), Procópio Ferreira, Governador do Estado do Rio de Janeiro, Quality Brasil (duas vezes), Shell (três vezes) e APTR.

A primeira montagem ocorreu em 2001 e também deu ao ator os possíveis prêmios de teatro pela sua impecável interpretação da transexual Lana Lee.

A peça conta a história de Daniel, um engenheiro que abandona, sem maiores explicações. sua esposa e filho e recomeça uma nova vida em Paris, transformando-se, após uma intervenção cirúrgica para mudança de sexo, numa grande artista e passa a se chamar Lana Lee. Dez anos depois retorna ao Brasil com seu companheiro para reencontrar a antiga esposa e seu filho, Denis.

Este é o mote da peça. O reencontro daquele pai de família com sua esposa e filho, os quais nada sabiam acerca de sua nova identidade.

A história parece boa? Sim, mas é mais que isto. Quem for assistir se surpreenderá com o tratamento dado a ela. Quem espera um história carregada, cheio de drama e sofrimento descubrirá um texto descontraído, leve e altamente cômico. É uma comédia como raras, onde o riso não sai amarelo e nem mecanicamente apenas porque pagou a entrada.

O trio das personagens femininas arrasam e roubam literalmente a cena. Edwin Luisi está irreconhecível como Lana Lee e sua atuação na dose certa, sempre impecável, sem excessos ou caricaturas, apesar de fazer uma diva transexual hilariante. Marcia Cabrita como Genevra, emprega da família, rouba todas as cenas na qual aparece e é simplesmente impossível não gargalhar com suas intervenções pontuais. Maria Clara Gueiros interpeta Clarice, a esposa abandonada e também se destaca pela sua espontaneidade e graça natural.

Para quem já assistiu verá uma peça nova. É admirável como o decorrer dos anos, sem perder a atualidade, faz enxergar a peça sobre outra ótica, assim como as alterações do elenco originário. Neste aspecto, cumpre registrar especialmente a mudança de contexto da personagem Clarice (esposa) antes vivido pela atriz Maria Helena Dias e na montagem atual pela Maria Clara Gueiros. Maria Helena Dias emprestava a personagem um tom mais dramático, com o peso da mulher abondonada que se choca com a nova realidade, o que não é revivido na interpretação da Maria Clara Gueiros, que segue uma trilha toda mais cômica para a mesma personagem. Parece duas personagens absolutamente diferentes, com a mesma história. O figurino da peça também modificou, sem dúvida mais bonito, mas as cenas engraçadíssimas que a personagem do Edwin fazia com a roupa não possuem mais aquele antigo efeito. Por outro lado, as ontológicas cenas dos espirros arlégicos e caminhadas desbaratadas estão ainda melhores.

Mas, o que realmente me chama especialmente atenção é que se trata de uma comédia rasgada, com tema sério e muito delicado, tendo como questão central a transexualidade, sem que busque ou caia na apelação fácil do deboche barato envolvendo a sexualidade, algo tão comum quando se retratam homossexuais, travestis e transexuais. A peça, apesar de engraçadissíma, é absolutamente respeitosa!

Isto prova que não é necessário perder o respeito para não se perder a piada.

Tango, Bolero e Chá Chá Chá merece ser visto e sugiro que assistam. Digo isto com isenção, já que para mim é particularmente difícil gostar de comédias. Sempre saio com a sensação que todos acharam graça, menos eu, ou pior, se ri apenas porque as pessoas ao lado riem. Mas não é o caso desta, finalmente compartilhei da alegria dos demais. Vale a pena e é um excelente programa!
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